Nariz do Frade e sua Verruga – Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Nariz do Frade e sua Verruga – Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Publicado no Boletim CNM 2015-2

Data: 16/05/2015relato-foto-3

Participantes: Leandro do Carmo, Alfredo Castinheiras, Michael Patrick, Vinícius Araújo, Daniel Talyuli, Roberto Andrade, Tauan Nunes e Marcos Lima.

Local: Parque Nacional da Serra dos Órgãos

A trilha: Pegar a trilha da Pedra do Sino. O início fica metros antes de começar uns canos de ferro, que levavam água ao antigo Abrigo 2. A entrada da trilha é bem discreta e andando alguns metros, você verá um pequeno descampado, depois seguirá descendo e subindo. Cruzará dois pequenos riachos. Mais a frente, entrará numa parte bem íngreme até caminhará numa crista até começar a subir forte novamente. Após essa subida, virá o Paredão Roi Roi, será preciso estar encordado ou  fixar uma corda para segurança. Mais uma subida forte e estará na base do Nariz do Frade

Dicas da escalada: A chaminé é longa e mau protegida, principalmente nos 3 primeiros grampos. Eu escalei mais para fora, na parte mais aberta, um pouco fora da linha dos grampos, e me aproximava para costurá-los. Optei por não costurar o segundo grampo, pois ele fica numa parte bem estreita, fui direto do primeiro para o terceiro. Há uma parada dupla, bem confortável num platô. A partir desse platô, escalar em livre numa sequência de 4 grampos até uma pequena entrada (entrar na de baixo, a menor). Nesse dia estava bem úmida. Faz uma chaminé horizontal, bem apertada, onde segue agachado até o final, dali já dará para ver a luz lá no alto. Não tem grampo nesse trecho, mas tem excelentes buracos para por os pés. Saindo do buraco, tem mais dois grampos no final e já estará no cume do Nariz do Frade, uma base bem ampla. Faltará subir a Verruga. Lá tem dois grampos para artificializar a saída e será necessário fazer um lance em livre, um 3º, até chegar a um grampo antigo e grande. Mais acima há um grampo de cume. Para o rapel, existe um grampo, logo após a pedra onde fica o livro de cume, que dá para chegar ao platô num rapel que começa positivo e termina aéreo. Existe uma parada dupla mais em baixo,  mas considerei arriscado montar o rapel ali, muito exposto. Do platô, com duas cordas, desse direto, com uma corda, deverá fazer mais um uma parada dupla no meio da parede.

Relato

Era o dia da Abertura da Temporada de Montanhismo do PARNASO. Nós do Clube Niteroiense de Montanhismo, havíamos programados de fazer vários cumes nesse dia, entre eles: Papudo, Sino, São Pedro, Neblina e a Verruga do Frade. Ao total, fomos 30. Isso mesmo, 30! Resolvemos alugar duas vans, assim poderíamos curtir mais o evento, mesmo depois de um dia cansativo… Mas vamos ao que interessa, vamos ver como foi subir essa tal Verruga…

A ideia inicial era escalar a Verruga do Frade e depois continuar na Travessia da Neblina, afinal de contas, estaríamos na base do Nariz do Frade e, teoricamente, era só escalar a grande chaminé e depois a Verruga… Mas entre a teoria e a prática… Há uma grande diferença, ou melhor, uma grande chaminé!

Chegamos na Barragem e iniciamos a trilha às 08:30h. Seguimos pelos incansáveis zigs zags da trilha do Sino e fizemos nossa primeira parada, coisa bem rápida, na Cachoeira do Véu da Noiva. Descansamos e seguimos caminho. Acho que de tanto fazer esse caminho, ele ficou até mais curto e logo estávamos no local do antigo Abrigo 2. O começo da trilha é a esquerda, numa discreta saída, alguns metros antes de começar os canos de ferro que levavam água para o antigo abrigo.

Ali, tomei a dianteira e segui descendo. Não havia feito a trilha, nem a escalada, mas sabia que era por ali. O caminho até que era óbvio, um pouco fechado em alguns trechos, muito fechado por causa dos bambus caídos em outros, mas seguimos. Cruzamos dois riachos e entre as curvas da trilha, pisei e afundei, só não rolei barranco abaixo, porque consegui me segurar.  Continuamos e bem mais a frente, quando pega uma parte mais plana, tem uma pegadinha que muitos desavisados chegam a ir reto, até parar no meio do nada. Foram colocados alguns galhos e existe um totem. Nesse ponto deve-se começar a subir. Não é tão óbvio, mas com um pouquinho de atenção dá para perceber que é por ali.

Começamos a parte mais chata da subida, num local muito instável e íngreme. Aos poucos, fomos vencendo a subida e chegamos  a uma bifurcação, onde dobramos a direita e seguimos a parte mais bonita do caminho. Caminhamos pela crista até que começamos a subir forte novamente. Mais a frente, chegamos ao Roi Roi. Uma sequência de alguns grampos que fui subindo sem segurança e fixei uma corda para agilizar a subida. Depois de fixada a corda, continuei a trilha até um mirante onde era possível ver o Nariz do Frade e toda a sua beleza.

Já há alguns minutos ali contemplando a beleza, o Marcos Lima chegou e aproveitamos para fazer algumas fotos. A cidade de Teresópolis,  ao fundo, tentava de qualquer maneira aparecer nas fotos, mas o ballet das nuvens, ao mesmo tempo que cobria a nossa visão, dava um espetáculo a parte… Segui até a base da chaminé, afinal de contas, não via a hora de chegar lá em cima. Até que caminhamos bem… Levamos cerca de 2 horas para percorrer o caminho. Quando cheguei de frente a chaminé, pensei: “Tô f…”. Sabia que era grande, já havia visto fotos, mas ao vivo… Era beeeeeem diferente.  Já tinha uma cordada na via e o último estava começando a subir. Achei que seria rápido, mas no rítimo que ele estava indo, iria demorar um pouco. Todos chegaram e aproveitamos para fazer um lanche. Enquanto lanchava, fui dar uma olhada pelo local. De cara já deu para ver que o primeiro grampo era bem, mas bem alto mesmo.

Já tinha a dica de que a melhor forma de subir não era seguir o grampo e sim, escalar pela parte mais larga da chaminé e se aproximar do grampo somente para costurá-lo. O caminho da conquista foi outro, bem lá no fundo. No relato dos conquistadores, que está no arquivo do CEB, consta que quando chegaram a base do “Nariz” perceberam que o melhor caminho seria uma chaminé de aproximadamente 50m. Úmida e com bastante limo, utilizaram a técnica vigente na época. Construíram uma grande escada, improvisada com varas de 5 a 6 metros de comprimento. Vencido este obstáculo ainda tiveram que atingir o topo da verruga do nariz do Frade. Mais 11 metros de escalada e atingiram o topo. Esta conquista precisou de um grande trabalho de equipe que se iniciou no dia 04 de junho de 1933, com a abertura da trilha até a base por Malvino Américo de oliveira, Andral Povoa e Luiz Gonçalves. Na semana seguinte juntaram-se ao time Alcides Rosa de Carvalho, Arlindo Motta e Antônio F. de Godoy. Para a construção da escada e investida final reforçaram o grupo os Montanhistas José Claussem e Miguel Ignácio Jorge. Mais tarde foi instalada uma grande escalada, feita com cabos de aço, que acabou se perdendo no tempo e hoje não está mais no local. A foto ao lado, gentilmente cedida pelo Sobral Pinto, mostra como era essa escada.

Depois de 1 hora esperando, iniciei a escalada. Comecei a subir bem pela parte de fora da chaminé. Fui subindo, tentando manter um ritmo constante. Parei para dar uma descansada e olhei para cima, o grampo ainda continuava longe, olhei para baixo e também já estava longe… Com o apoio da galera continuei subindo. Mais alguns longos metros e costurei o primeiro grampo e pude descansar um pouco, cerca de 1 minuto e já parti para o próximo. O segundo grampo fica muito para dentro da chaminé.  Talvez a parte mais apertada… e olha que sou pequeno e magro… Resolvi ir direto para o terceiro. A chaminé tem ora que fica tranquila, mas em alguns lances fica apertada, mas de uma maneira geral é boa. Só é bem longa e pouco protegida.

Chegando ao terceiro grampo, passei a costura e dei mais uma pausa. Os grampos seguintes estavam um pouco mais próximos e a linha ia seguindo para a direita. Continuei subindo e em alguns momentos colocava o joelho na parede para ajudar a descansar… Mais acima, costurei o quarto grampo, depois o quinto e finalmente o sexto. Esse último, fica do lado oposto, já no final da chaminé, na base do platô. Como ele estava atras de mim,  estiquei o braço para costurar e passar a corda, só depois que fiz o movimento e girar e passar para o platô.

No platô a cordada da frente ainda estava lá. O Guia já havia ido e faltavam os dois participantes. Montei a parada e fixei a corda, para que o pessoal viesse subindo. Enfim pude descansar um pouco… O primeiro a chegar foi o Alfredo, que trouxe mais uma corda, na qual fixei também.. Em seguida, veio o Marcos Lima. Enquanto o resto de pessoal subia, o Alfredo e o Marcos preparavam o caminho para a próxima enfiada. Uma sequência de 4 grampos, num misto de pequenas agarras. Só que estava escorrendo muita água e resolvemos colocar alguns estribos. Chegaram também o Daniel e o Roberto. Enquanto aguardávamos os outros, acompanhávamos o outro grupo de CNM na Travessia da Neblina. Depois, chegou o Michael e, por último, o Vinícius.

Enquanto o Vinícius vinha subindo, puxei uma corda e já parti para o próximo desafio. O Alfredo, que já havia feito, me disse para seguir pela menor entrada, nesse caso, a de baixo. E para lá segui… Quando cheguei na entrada, falei: “Alfredo, você tem certeza que é por aqui?”. Tive que fazer alguns movimentos contorcionistas para poder entrar. Estava  bastante úmido o interior dessa passagem. A parede de trás era um pouco inclinada para frente, porém com bom apoio de pés, e isso facilitou um pouco as coisas. Entrei literalmente fazendo a dança do siri, bem agachado. Pois é nessa posição mesmo, se é que você conseguiu imaginar alguma coisa… Segui sem costurar (pois não há grampos) numa horizontal, até que pude ver mais acima, a luz no fim do túnel! Iniciei a subida, passando por uma pedra no estilo 127 horas, que nem encostei nela… Enfim, havia terminado. Puxei a sobra de corda, a fixei e avisei para os próximos subirem.

Por alguns minutos fiquei sozinho a contemplar toda aquela beleza. Depois de todo o esforço, uma sensação de conquista e alívio me tomaram conta. Nunca havia sentido isso antes… Sentei aos pés da Verruga e pude observar, do outro lado, o pessoal na Travessia da Neblina. Aproveitei para assinar o livro de cume e dar uma volta na ampla base do Nariz do Frade. Em seguida, chegou o Alfredo. Quando ele chegou, aproveitei para subir a Verruga. Antigamente existia um cabo de aço, mas hoje, só restam os grampos, na verdade 4. Além de dois grampos iniciais, o que é necessário para fazer o artificial da saída, tem um lance em livre obrigatório, acho que 3º grau até um grampo grande e antigo. Depois desses três, tem um lá no cume. Me encordei e segui para o lance. Coloquei duas fitas no primeiro grampo e mais uma no segundo. O que mais importava agora era chegar ao cume. Mais algumas passadas e estava no cume da Verruga do Frade. Agora sim missão cumprida, ou melhor, quase cumprida, pois faltava a volta…

O Marcos foi o próximo a subir e em seguida o Alfredo. Já passávamos das 14:30h e resolvi descer e agilizar o pessoal que faltava subir. Quando o penúltimo subiu, puxei uma corda e fui começar a preparar o rapel. Desci até ao platô no final da chaminé, montei a parada e esperei a galera descer. Aos poucos todos estavam lá, sete no total. Emendamos duas cordas e começamos o rapel até a base. Abri esse rapel, e rapidamente cheguei a base. Ali fiz um lanche e esperei a galera chegar. Ainda tínhamos muito trabalho, já era 17:00 h e com certeza, faríamos a trilha a noite. Quando todos já estavam na base e alguns já finalizando o lanche, fui com uma corda para fixar no Paredão Roi Roi e agilizar a descida. Aos poucos, a luz do sol foi acabando e como estava muito nublado, anoiteceu por volta das 17:30 h. Antes do último a fazer o rapel, já estávamos com a lanterna ligada.

Voltamos a andar e a trilha na parte mais baixa, onde as nuvens se concentravam, estava molhada, havia chovido um pouco e sentíamos que estava chuviscando, mas como a floresta é bastante densa, impedia de vermos alguma coisa. Levamos alguns tombos e acho que ninguém escapou… Fui seguindo na frente e em alguns pontos tive ir voltar para tentar achar o caminho correto. Mas seguimos e foi um alívio chegar à trilha do Sino, no local do antigo Abrigo 2. Descemos e fizemos uma parada na Cachoeira Véu da Noiva. Encontramos o grupo que vinha da Travessia da Neblina. Alguns desceram, outros preferiram descansar mais um pouco. Eu fui logo em seguida e caminhei sozinho até a Barragem, onde cheguei, exatamente 12 horas depois de começar. Peguei a trilha suspensa e fui descansar na Casa do Montanhista, onde rolava o evento da ATM.

Agora a missão estava cumprida! Valeu a todos por essa grande e inesquecível aventura!!!

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Cachoeiras de Macacu

Cachoeiras de Macacu

Publicado no Boletim CNM 2015-1

Já havia algum tempo que eu estava querendo descobrir melhor as belezas de cachoeiras de macacu, sabia que ali tinha muitas trilhas e cachoeiras mas mesmo sendo relativamente perto do Rio eu sempre fui deixando para depois. Ano passado começamos a explorar  e vamos tentar mostrar um pouco das investidas que fizemos naquela região

Primeira investida – Travessia São Lourenço x Castália.

Participantes  5: Ary Carlos, Patrícia Lima, Alex Rockert, Leonardo Carmo e Marcelo Sá. Resolvemos fazer a travessia São Lourenço  x Castália que é até bem tranquila de fazer porque na maior parte é só descida, lembra até a descida da pedra do sino, maior porém menos íngreme. Deixamos os carros em castália e pegamos um busão até Friburgo, de lá pegamos outro que vai para são Lourenço e descemos perto do cemitério de são Lourenço que é onde começa a trilha, passamos por algumas pequenas cachoeiras no caminho e no final da travessia saímos na mesma rua onde deixamos os carros.

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É uma boa opção para quem não está muito habituado com trilhas pesadas e quer fazer alguma coisa mais interessante.

Segunda investida- Pedra do Colégio

Depois dessa  resolvemos explorar mais e fomos fazer a pedra do colégio que é um ponto turístico e super conhecido da cidade.  Dessa vez os participantes foram: Ary Carlos , Patricia Lima, Marcelo Sá,  Leonardo Carmo e o Rafael. A gente tinha combinado de levar um amigo (o Luciano) que conhece bem a região e que mora em Maricá mas, como eu já tinha avisado, o cara era enrolado e não deu outra não apareceu no ponto de encontro, não avisou que não estaria lá e nem atendia o celular, Partimos sem ele. Conseguimos achar a entrada da trilha graças as dicas da dona Jacira que é uma senhora que mora bem perto da pedra e quando voltamos da pedra o Luciano me ligou e falou que estava por ali e pelo que ele disse estava perto de onde paramos os carros. Depois de ouvir bastante “causos” do filho da dona jacira seguimos para as cachoeiras do Tenebroso e da Terceira dimensão, como o Luciano já conheça o caminho não precisamos perguntar aos moradores onde ficava a trilha e partimos direto para lá

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Pedra do Colégio

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Cachoeira da terceira dimensão

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Trilha para a pedra do colégio

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Cachoeira do Tenebroso

Terceira investida – Santa Fé

Depois disso resolvi explorar mais e chamei uma galera para me acompanhar em busca de mais cachoeiras.

Fomos ver se achávamos algumas cachoeiras no final da estrada para santa fé e mais um aqueduto antigo  que tem por ali. Dessa vez os participantes foram 9: Ary, Andréa, Mariana, Bia, Leonardo, Michael, Marco Antônio, Alexandre e uma amiga dele que não era do clube. Nesse dia ainda tinha a Patrícia Gregory com mais 3 pessoas  mas eles não conseguiram passar por um trecho na estrada que tinha muitas pedras soltas e voltaram, quando eu parei para esperar e vi que eles não passavam eu voltei para ver o que tinha acontecido mas eles já tinham voltado e foram para outras cachoeiras mais perto do centro.

No final da estrada deixamos os carros e atravessamos a ponte que tem lá.

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Logo na ponte  tem 2 opções, ou você vai para a direita subindo em direção à pedra do faraó ou segue para a esquerda em direção ao centro e passando pelas cachoeiras que fomos da outra vez (Tenebroso e 3ª dimensão) optamos por seguir para a direita. Logo no início achamos a cachoeira da tartaruga que tem um poço muito gostoso de ficar e uma hidromassagem natural deliciosa.

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Já de cara  inauguramos a primeira cachoeira e depois seguimos trilha acima, passamos por outros poços e pelo lago azul que ninguém acreditou que fosse aquilo porque era muito pequeno  e pela fama achávamos que seria uma coisa bem maior, nada mais é do que um laguinho que tem muito calcário no fundo e por isso a água fica bem limpa e quando o sol bate ela fica um pouco azulada.

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Lago Azul

Seguimos trilha acima e achamos outros locais bons para dar uma refrescada  mas não paramos até acharmos uma praia bem interessante e com uma cachoeira mais abaixo que não sei o nome, depois eu dei uma explorada e achei o caminho até a base dela, só quem desceu fui eu, o Michael e a Andréa , o resto ficou na prainha relaxando. Depois seguimos mais acima da trilha mas no final só achamos uma cerca e uma cabana destruída e voltamos dali para a cachoeira da tartaruga que ficava já perto de onde deixamos o carro.

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Prainha

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Cachoeira abaixo da prainha

Na volta descobrimos onde ficava o Aqueduto mas 2 caras nos perguntaram “Vocês vão assim???  Achei estranho a pergunta, como assim? Tem que ir como? Depois eu entendi, ele falou que ali tem muitas cobras e que eles iam de perneira porque era muito perigoso, do jeito que falaram parecia que tinha uma cobra a cada metro quadrado da trilha, com isso as meninas ficaram com receio e não foram com a gente, encontramos logo o aqueduto mas como um dos caras disse que era a coisa mais linda do mundo achamos  que devia ser outro mais para frente e andamos bastante por cima do murinho que levava água do rio até o aqueduto tentando achar a coisa mais linda do mundo que o cara falou. Chegamos no rio e descobrimos que era mesmo aquele  aqueduto lá da frente..rs.  Voltamos até o carro sem ter visto uma cobrinha sequer e partimos. Realmente o pessoal é mesmo exagerado por ali.

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Aqueduto

Quarta investida – Santa fé descendo em direção ao centro

Participantes :  Ary, Patrícia lima, Andréa, Lohany e Leonardo

Resolvemos voltar ao mesmo ponto de partida, a ponte, só que dessa vez fomos descendo o rio para a esquerda.  Descemos a trilha na intenção de chegar até as cachoeiras do tenebroso para conhecer toda a extensão da trilha já que eu só conhecía vindo do centro até ela e dessa vez chegaríamos por cima vindo de santa fé.  Andamos um pouco e quando vimos uma trilha indo em direção a um barulho de cachoeira saímos da trilha principal e descemos para investigar, chegamos em um rio quase no topo de uma cachoeira, ao lado descobrimos uma trilha e por ela conseguimos chegar na base da cachoeira onde tinha um poço bem fundo e ótimo para tomar banho.

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Cachoeira do Jequitibá

Dali a cachoeira segue e forma logo outra mais abaixo que é a cachoeira do jequitibá, basta pegar uma trilha na base e descer até o poço da cachoeira do jequitibá, ficamos um tempo ali e lanchamos.

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Seguimos mais um pouco e achamos o jequitibá que dá nome à cachoeira com um buraco no tronco que dava para entrar umas 4 pessoas ao mesmo tempo.

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Jequitibá gigante

Seguimos a trilha e achamos mais abaixo outro poço e é claro paramos para mergulhar, quando a Lohany foi subir uma pequena cachoeira achou uma cobra não venenosa, uma caninana, se refrescando na pedra ao lado.

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Caninana

Dali voltamos para a trilha principal e continuamos a descer até achar a entrada da trilha para as cachoeiras do tenebroso e terceira dimensão.

Depois de ficar um pouco curtindo as cachoeiras voltamos pela trilha até a ponte onde deixamos o carro e ainda paramos para mais um mergulho no rio para tirar a poeira da trilha.

De lá voltamos para casa.

Quinta  investida – Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do mato

Participantes: (Ary, Andréa, Leonardo, Tauan, Lohany)

Dessa vez fomos fazer outra travessia conhecida de cachoeiras de macacu que é a travessia Theodoro de oliveira x boca do mato,  ela começa no alto da serra na rua que passa atrás do posto da patrulha rodoviária.

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A trilha começa no final dessa rua

Deixamos o carro na entrada da sede dos 3 picos em boca do mato e pegamos um busão até o posto da polícia no alto da serra, dali seguimos a rua e quando ela termina começa a trilha, o curioso é que, como ali era a antiga estrada para Friburgo, a gente anda um bom trecho da trilha com o piso de asfalto com plantas e a mata fechando os dois lados da estrada depois é só descida o que faz com que seja bem leve,  ideal para quem está começando a fazer trilhas.

A trilha é dividida em 2 trechos, a primeira parte tem um bom trecho com o piso de asfalto apesar de estar dentro da mata, deve ser muito bom para fazer de bike, depois ele termina na beira da estrada e tem que andar cerca de 800 metros pelo acostamento até entrar novamente na mata.

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Entrada para a segunda parte da trilha

Depois que entra na segunda parte a trilha começa a descer e passa pelo ponto onde as locomotivas se abasteciam de água ainda é possível ver alguns pequenos trechos com os trilhos enferrujados.

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Encontramos algumas cachoeiras e paramos apenas em uma para dar um mergulho até porque estava ameaçando cair uma chuva nesse dia mas felizmente só no final que deu  uma chuva leve e que não durou mais que 5 minutos, nem cheguei a colocar o anorak porque vi que não demoraria a parar.

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Na volta encontramos algumas casas mas não vimos ninguém , somente alguns gatos que estavam morrendo de fome e vieram correndo ver se conseguiam alguma comida com a gente, a Lohany que é doida por gatos se apaixonou logo e foi dando aquele delicioso sanduiche que ela leva para os bichos. O Léo chegou a ficar com os olhos cheios de lágrimas ao ver os gatos comendo o sanduiche…rsrs.  Eles nos seguiram até o final da trilha e um deles acabou indo com a Lohany que caiu no golpe do ”me leva pra casa que eu estou abandonado”.

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Antiga estação de trem

A Trilha termina na estrada bem perto da entrada da sede dos 3 picos onde deixamos os carros basta voltar alguns metros atravessar a ponte e já está na sede dos 3 picos então o ideal é deixar o carro ali e subir de ônibus até o posto da polícia.

Essas foram as investidas que fizemos em Cachoeiras de Macacu  no final do ano passado e início deste ano para aproveitar o calor escaldante que estava fazendo em Niterói. Uma ótima pedida para fazer no verão.

E Ainda tem muito mais coisas para explorar por lá.

Cabeça do Dragão – Parque Estadual dos Três Picos

Relatório de Atividade – Parque estadual de Três Picos

Cabeça do Dragão

Boletim CNM EDIÇÃO SET/2014

Dias 19 e 20 julho/2014

Com uma antecedência de 6 meses, foi marcada atividade do CNM no Parque Estadual de Três Picos, com o intento de integração dos membros do Clube, além de visitar a Unidade de Conservação.

Ao total, foram cerca de 20 pessoas na atividade,Andréa Rezende, Bruna Novaes, Denise Gonçalves, Eny Hertz, Carlos Penedo, Leandro Gonçalves, Leonardo Gonçalves, MARCELO SANT’ANA, Mariana Silva, Michael Patrick, PATRICIA GREGORY, Marina Gregory, Gabriel Gregory, Renato Vallejo, Rafael, Stephanie, Vinicius Araújo, Ellen Vogas, Laura Terra, João do Carmo, dentre outros.

Seguiu-se a logística de fazer a reserva antecipada, tendo como o ponto de encontro dos membros, em geral, o Abrigo do Tartari, um lugar acolhedor de boa conversa, pizza e cerveja (principalmente cerveja).

Alguns grupos foram na sexta-feira, dia 18 de julho, composto por Leonardo, Stephani e Mariana em um carro, Marcelo em outro (que merece a aprovação no quadro de etapas no quesito orientação, pois o mesmo chegou de noite e sozinho lá, sem nunca ter ido ao local), e Michael e Andrea em um terceiro.

O restante, saiu de Niterói as 05:30h para chegar as 08:00 h no local.

Uma vez no Abrigo, o grupo se dividiu em várias atividades, assim descritas:

3 equipes para a Caixa de Fósforos;
1 equipe para a Cabeça de Dragão;

Sendo que alguns participantes ficaram no abrigo, com a nova geração de montanhistas (as crianças).

As 09:00h o grupo que tinha o objetivo de alcanças a Cabeça de Dragão, acompanhado por uma das equipes que iriam para a Caixa de Fósforos, começou a caminhada.

O grupo que se dirigiu para Cabeça de Dragão era composto por Alex, Denise, Bruna, Rafael, Andréa, Renato Valejo, Patrícia, Gabriel e Marina (Gregori’s), Michael, Marcelo.

A trilha possui grau de dificuldade técnica baixo, sendo praticamente uma estrada até o Vale dos Deuses (exceto em seu trecho final, com elevado grau de exposição) e fácil orientação (embora má sinalização), tendo a duração de cerca de três horas a caminhada.

O topo possui ampla vista (360° graus) e se situa em campos rupestres, sendo uma belíssima caminhada! Um visual previlegiado, de onde conseguimos ver o abrigo, ao fundo do vale.

O retorno teve a duração de cerca de 2:30 h, sendo que tivemos o prazer de encontrar uma das equipes que estiveram na Caixa de Fósforos, formada por Leonardo, Mariana e Stephani, na descida.

Tivemos também o prazer de testemunhar uma nova técnica de escalada, baseada na informação prévia da via, vista de cima! Dois escaladores, que para evitar constrangimentos representarei por pseudônimos, sendo o primeiro Leandro Manuel e o segundo, Vinicius Joaquim …

Esta equipe foi escalar a Caixa de Fósforos, pela CABEÇA DE DRAGÃO!

Creio que a conversa deles, quase no topo da Cabeça do Dragão, assim transcorreu:

-Leandro Manuel: “Ora pois, esta caminhada estás a demorar não?”

– Vinicius Joaquim: “Verdade gajo, mas tenho certeza que é por aqui!”

– Leandro Manuel: “Joaquim, é incrível! Tem uma montanha no outro lado do vale, abaixo de nós, que é igualzinha a uma caixa de fósforos!”

– Vinicius Joaquim: “Verdade! Não é incrível ter duas montanhas com formato de caixa na mesma região? São os mistérios da natureza ora pois …”

Meu grupo encontrou o grupo de Manoel e Joaquim descendo a Cabeça de Dragão, depois de averiguar a melhor alternativa de escalar a Caixa de Fósforos … Não precisa muito para adivinhar que foi a ultima equipe a retornar …

A noite, o Tartari nos agraciou com um rodízio de pizza, regado com cervejas artezanais e, alem disso, tivemos o prazer da companhia de vários outros montanhistas que chegaram lá, durante a nossa ausência, dentre eles, o Delson e a Kika, da FEMERJ e um grupo da União de Escaladores de Jacarepaguá, além de outras pessoas.

Uma noite agradável de confraternização, que guardo com carinho na memória e coração.

Ao amanhecer, começam os preparativos de partida, as muitas despedidas, o café da manhã filado do pessoal das barracas, as brincadeiras, e um slakeline para todos rirem e relaxarem.

Foi um belo fim-de-semana …

Que venham outros!

Abraços a família CNM que participou da atividade e aos que não participaram, que fizeram muita falta.

 

Pico do Papagaio – Via Aresta do Xilindró – Ilha Grande RJ

Pico do Papagaio – Via Aresta do Xilindró – Ilha Grande RJ

Publicado no Boletim 2013-1

Local: Ilha Grande – RJ

Via Aresta do Xilindró – 3º IVsup E2 55m

Conquistadores: André Ilha, Lucia Duarte, Marcos da Silveira

Ano: 1984

Croqui: http://www.carioca.org.br/croqui/croqui-femerj.psp?0519

Trilha: T13 – 6km (somente ida)

Nível: Pesada

Participantes: Leandro do Carmo, Leonardo Carmo, Paulo Guerra e Clayton Mangabeira

Dicas: Caminhada de aproximação pesada, total de 6km (somente ida) conforme informação nas placas de sinalização; encontra-se água no caminho, com mais ou menos 2 horas de subida (num ritmo bom); a via é bem suja e usa-se aderência em alguns lances; se estiver chovendo ou muito nublado, a via fica muito molhada, principalmente nos últimos lances; faz-se cume também por caminhada.

Ilha Grande… Dispensa comentários… Foi um final de semana fantástico. Fazer o Pico do Papagaio já estava na minha lista desde a última vez que estive lá, há uns 3 anos… Já havia programado tudo, só faltava a oportunidade. Fui conversando com uns amigos  e decidi que faria no primeiro final de semana de dezembro. Com um mês de antecedência, já estava divulgando a aventura. Como era um final de semana inteiro, achei que fosse difícil arrumar companheiros… Engano meu! Logo já estavam fechados: Guilherme, Leonardo, Paulo, Ary e Clayton.

Uma semana antes, o Guilherme avisou que não poderia ir, mas sem problemas. Tocamos o projeto para frente. Na semana da viagem, combinamos tudo direitinho e ajustamos os detalhes finais. Marcamos para sair na sexta, as 13h e o Ary iria mais tarde de ônibus. Na sexta, após um pequeno atraso, saímos de Niterói, por volta das 14:00h. No caminho, pegamos um trânsito pesado na Av. Brasil. O calor era de mais! Mas nada que pudesse desanimar!!!! Paramos no caminho para lanchar e esperar o Clayton sacar dinheiro, que por, sinal já foi a primeira aventura dele… O Cara tentou em um monte de caixa eletrônico, bloqueou o cartão, quase chorou e ficou reclamando a viagem inteira!!!! rs. Às 17:15, já estávamos no estacionamento, em frente ao cais de Conceição de Jacareí. O próximo barco sairia as 18:45. Compramos a passagem e fomos esperar na praia, isso tudo com o Clayton falando do cartão…rs

Eram 18:00, quando recebi uma mensagem do Ary dizendo que ainda estava na ponte e não chegaria a tempo de pegar o ônibus na rodoviária. Infelizmente menos um… Não podíamos desanimar… rs. Às 18:45, o barco chegou ao cais e embarcamos rumo a ilha. Foi mais ou menos uma hora de navegação. O mar estava um pouco mexido e só melhorou depois que entramos na enseada de Abrahão. Desembarcamos e fomos direto para o camping. Armamos as barracas e demos uma volta pela vila até achar um lugar para comer.

Antes de dormir, decidimos a hora que iríamos sair no dia seguinte, isso seria fundamental para não acontecer atrasos. Deixamos tudo arrumado. No sábado, às 06 da manhã, estávamos todos de pé. A galera estava animada!!!! Fomos até uma padaria, tomamos café e partimos para a caminhada. O tempo estava meio encoberto e o Pico do Papagaio completamente escondido não dava o ar da graça. Mas se chovesse, só a trilha já compensaria… Entramos na estrada que vai para Dois Rios e começamos a subir. Depois de 25 minutos, já estávamos no começo da trilha, muito bem sinalizada, por sinal.

No caminho, encontramos dois que pareciam esperar por alguém. Assim que entramos na trilha, eles vieram nos acompanhando. Começamos a subir, estávamos num ritmo bom, com certeza faríamos em menos de 3h30min, tempo descrito na placa de informação. Pensei que os cachorros fossem descer a qualquer momento, mas eles continuaram subindo com a gente e quando parávamos para descansar, eles paravam também e se já estivessem mais acima, eles voltavam para ver o que tinha acontecido, caso demorássemos um pouco. Tínhamos dois guias!!!! Com 1h30min, encontramos água corrente, uma nascente com água bem gelada. Paramos para nos refrescar e descansar um pouco.

Em todo o percurso escutávamos o barulho dos macacos bugios, também conhecido por guariba ou barbado, eles estão entre os maiores primatas encontrados na Ilha Grande, com comprimento de 30 a 75 centímetros. Sua pelagem varia de tons ruivos, ruivo acastanhados, castanho e castanho escuro. Ele são famosos por seus gritos, que podem ser ouvidos em toda a mata. De vez em quando, os gritos eram tão alto que até assustava!!!! Tinha também uns montes de côcô no percurso da trilha, com certeza eram eles marcando território…

Até ali, a trilha estava bem molhada, sempre caindo uns pingos d’água das árvores. A essa altura estava tudo muito encoberto e achava que não daria para fazer a via. Seguimos em frente e os cachorros também!!!! A trilha é bem marcada, porém não conseguimos ver nada em volta. A vegetação é muito densa e a gente caminha e caminha e não vê nada além de árvores…

Passamos por um bambuzal e mais a frente deu para ver a pedra, mas, rapidamente, ficou encoberta de novo. Pelo menos já dava para ver que estava chegando. Já estávamos bem alto e a trilha mais molhada. Passados alguns minutos, chegamos a placa onde indicava a base e a continuação da trilha até o cume. Chegamos à base do Pico do Papagaio com 2h35min, viemos num ritmo bom. Chegamos com 1 hora a menos que a média. E os cachorros??? Eles… É claro que estavam lá conosco!!!!!! Um até desceu rolando na pedra, mas não desistiu… Voltou e conseguiu subir!!!!!

Na base, paramos para descansar e nos preparamos para subir. Ainda não dava para ver muita coisa. Algumas  nuvens ao redor e o vento parecia estar aumentando. Com isso, o frio também veio! Coloquei o anorak, pois não sabia se iria piorar. Vi que tinha esquecido minha sapatilha, peguei a do meu irmão emprestada, ainda bem que dava em mim!!! Fui até mais acima e percebi que a via estava bastante molhada e suja. Ameacei subir para sentir a pedra e aproveitei meu irmão mais embaixo para desescalar um pedaço. Depois de alguns minutos o tempo foi abrindo e decidi subir de vez. Usar uma sapatilha diferente da que está acostumado, fez a diferença. Demorei mais que o normal… Mas venci o lance, costurei o primeiro grampo e fui tocando pra cima. Com algumas agarras quebrando, pedra úmida e muito suja, a subida ia ficando mais emocionante. Subi mais um pouco e costurei o segundo grampo. Ali, a umidade estava grande, tinha muito limo na pedra, era um lance de aderência e estava difícil. Peguei uma fita longa e “lacei o grampo”, tocando para cima, não poderia haver erros e não estava muito preocupado em “encadenar” a via.

Dei uma parada para analisar se daria para continuar, afinal de contas, não queria ficar passando perrengue a subida inteira. Nessa hora, o tempo abriu  e o sol veio com força. Foi preciso tirar o anorak. Fui subindo, costurei o quarto grampo e fui margeando a aresta. Veio o quinto grampo e o último. Olhei para cima, faltava o último lance. Agora era só subir… Fácil? Ah se fosse assim… Escorria tanta água que achei que não fosse conseguir, pensei até em descer… Parei um tempo e fui olhando as agarras e vi que tinha uma linha meio seca. E por ali eu fui. Subi bem devagar, ás vezes com o pé na água, mas como tinha bons apoios, deu para seguir. Até que no último lance, tive que segurar numa laca bem pequena, onde começou a escorrer um pouco de água pelo braço, aí foi prender a respiração e tocar para cima.

Estava dominado!!!!! O pior já tinha passado, agora era muito mais tranquilo… Armei a parada numa árvore e dei segurança ao Paulo que subiu rapidamente. Dali, ele foi me dando segurança, pois ainda tinha que passar pela frente de uma pedra e como estava tudo molhado, todo cuidado seria pouco. Fui caminhando, passei uma fita em outra árvore e fui segurando numas plantas que me deram apoio. Contornei a pedra e subi mais um pouco. Dei segurança de corpo ao Paulo e mais uma subidinha, estávamos no cume!!!!

Missão dada é missão cumprida!!!!! Lá de cima, a vista era fantástica. Um 360º da Ilha. Algumas nuvens ainda encobriam alguns lugares, mas já tínhamos uma noção da beleza. A sensação concluir o projeto é fantástica. Pode até ser simples, escolher o camping, horário de barco, previsão do tempo, equipamento para levar, incentivar as pessoas para te acompanhar, etc., e no final ver que tudo deu certo… Sem palavaras…. Para finalizar, ainda fizemos um rapel até a base, para poder pegar as coisas e ir embora.

E os cachorros????? Foram até lá em cima!!!! Você acha que eles iriam subir a trilha e não iriam fazer cume??? rs.  Eles estavam lá e só não desceram de rapel pois não tínhamos nenhum baudrier canino… rs. Voltamos até a base onde pegamos nossas coisas e nos preparamos para descer. Um dos cachorros acompanhou duas meninas que estavam meio perdidas na trilha e outro foi nos seguindo. Quase na placa onde a trilha se divide para o cume e para a base, tinha um cara que estava esperando a gente descer pois não encontrava o caminho de volta. Ele foi seguindo a gente até a nascente. Nós paramos para descansar e ele seguiu trilha abaixo.

Demos uma boa descansada, e continuamos a caminhar. Como era descida, as paradas foram menores e 1h55min depois, estávamos na estrada que vai para Dois Rios. Mais alguns minutinhos, e chegamos no camping. Aí foi só tomar banho e sair para almoçar.

No dia seguinte demos uma volta pelas praias próximas, pois tínhamos comprado a passagem do barco para as 13h. Pegamos o barco e nos despedimos de um excelente final de semana!

Até a próxima!!!!

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Conquista da Via Paredão Alan Marra

Conquista da Via Paredão Alan Marra

Durante a conquista da via Novos Horizontes, que fica no Costão de Itacoatiara, percebi que mais pra esquerda, na mesma parede, havia um lindo diedro lá no alto já quase no cume. Percebi também que havia uma clara linha limpa para chegar até ele.

Repetindo a Novos Horizontes com meu amigo Maurinho mostrei este diedro a ele e sugeri que começássemos uma conquista ali e ele aceitou na hora. No fim-de-semana seguinte, dia 19/11/2006, iniciamos a conquista que resultou numa belíssima via.

1ª INVESTIDA – Fomos pra parede umas 15:00h, pois na parte da tarde aquela face fica na sombra. A nossa amiga Mariana Pardal nos acompanhou nesta investida.

Comecei a conquista protegendo com um nut grande um degrau que fica a uns 6m da base e é acessado facilmente, passei este degrau e segui em diagonal pra direita onde coloquei o primeiro grampo da via. A via já me encantou de cara pq este lance do degrau é muito maneiro, o visual daquela face é lindo e eu estava ansioso por chegarmos no grande diedro que estava uns 200m acima de nós.

O Maurinho subiu e colocou um segundo grampo na via uns 15m acima. Hoje, já intermediado, ele passou a ser o terceiro grampo. Subi mais um pouco e coloquei mais um grampo. Maurinho novamente tomou a frente e colocou-se a conquistar. Naquele momento ele decidiu fazer uma horizontal pra direita e assim o fez, colocando um grampo a uns 10m. Neste momento já estava escuro e começou a chuviscar. Como Mauro não tinha muita experiência em bater grampos subi para ajudá-lo a terminar o furo, pois fiquei com medo de desabar água e ele ficar em apuros.

Por sorte acabamos o furo e colocamos o grampo antes de chegar a chuva. Aí foi só rapelar. Conquistamos neste dia aproximadamente 60m de via.

2ª INVESTIDA – Por volta de 14hrs guiei os lances que já tínhamos feito e parei no penúltimo grampo que havíamos batido quando a corda acabou. Chamei o Maurinho que seguiu pro grampo que ele havia batido em horizontal a partir dali. Ele subiu reto pra cima pra bater mais um grampo e viu que a parede a partir dali ficava bem positiva e os lances bem fáceis. Ele praticamente esticou a corda toda antes de bater o grampo. Nesta hora a Beatriz Fernandes, com quem eu namorava na época, apareceu na base e eu rapelei para buscá-la. Ela escalou até onde estávamos e nos acompanhou até o final desta investida. Batido este grampo o Mauro me chamou e eu subi mais uns 40m antes de bater o próximo grampo. Para melhor proteger este lance que conquistei coloquei mais 2 grampos abaixo. Enquanto eu intermediava estes lances o Mauro tentava acrescentar mais um grampo abaixo mas ele por descuido pegou uma parte mais dura da rocha o que fez ele ter que fazer muito mais esforço para fazer o furo. Pra piorar na hora de bater o grampo o danado não entrou todo, ficando bastante pra fora. Demo-nos por satisfeitos neste dia e rapelamos com aprox + 100m de via conquistados.

3ª INVESTIDA – Neste dia tivemos a companhia da nossa amiga Silvia Batalha. Fomos umas 14hrs com o objetivo de sair por cima já neste dia e assim fizemos, porém acabamos não acrescentando nenhum grampo a via. Subimos os 3 em “estilo alpino” com segurança de ombro em platôs e proteções em bicos de pedra, arbustos e móveis. No grande diedro ficamos um pouco decepcionados por ele ser muito sujo, com muito mato e cactos. O Mauro o guiou e protegeu com 3 friends médios, mas decidimos que a via não iria passar por ali, decidimos contorná-lo pela parte mais limpa onde infelizmente não dá pra proteger em móvel e deixar o diedro como uma variante. Ficamos muito felizes por sair por cima, mas sabíamos que íamos precisar voltar para colocar os grampos nos 150m que escalamos sem proteger.

– Como vimos que a via ficou com uma graduação baixa, III no geral, decidimos deixá-la bem protegida para que tivesse bastantes repetições, mas para isso precisaríamos acrescentar mais uns 10 grampos a via. Consegui com meu amigo Dayvisson uma furadeira emprestada e marquei com Maurinho de irmos lá acabar nosso projeto que já estava há meses abandonado. Sábado, 23/06/2007 fomos então para a investida final. Desta vez iniciamos cedo, 8h já estávamos na base decididos a de qualquer maneira acabarmos a conquista naquele dia.

A escalada foi tranqüila, o difícil foi arrumar posição para carregarmos a furadeira já que não éramos acostumados com este tipo de equipamento. Colocamos os grampos que faltavam, no último grampo a bateria da furadeira acabou e tivemos que acabar o furo batendo direto na broca. Por sorte deu certo.

Bem… Gostamos muito do resultado final. Ficou uma via bonita, fácil e gostosa.

Ficamos muito felizes em homenagear nosso amigo Alan Marra colocando o nome dele nesta conquista. O Alan, além de uma grande pessoa, é escalador, ciclista e amante das montanhas.

Grande abraço e boas escaladas,

Leandro Pestana

Sufoco no Dedo de Deus

Sufoco no Dedo de Deus

8h trilha

Dedo de Deus

Dedo de Deus

Havíamos marcado Eu, Jerônimo e Eny, às 6h da manhã na saida do tunel de São Francisco para Icaraí. Mais à frente, encontramos com os Mineiros, amigos meus, que també iriam ao Dedo de Deus, para fazer a Leste juntamente com o Jerônimo e a Eny. Como os Mineiros não haviam comido nada, fomos para uma padaria perto da entrada da Ponte Rio x Niterói e o Jerônimo seguiu com a Eny, para não haver demora na trilha.

Logo matamos nossa fome e fomos para o Dedo de Deus, chegamos no Paraiso da Serra e às 8h em pontos entramos na trilha. Os mineiros, não acostumados com trilhas tão íngremes como a do Dedo, fizeram várias paradas rápidas durante a trilha, e às 8h40m chegamos à base dos cabos de aço, na Cuíca.

8h40m cabo (cuica)

Na base dos cabos de aço, encontramos la a Eny já arrumada dando seg pro Jerônimo que estava chegando à P1 dos cabos. Comecei a me arrumar, mochila nas costas, combinei com os mineiros de eles subirem junto com eles, para não haver problema na hora de achar a trilha para a base da Leste e disse que iria encontrá-los todos no cume.

Não houve problemas, comecei a subir, e depois de 20 minutos já estava no colo entre a Leste e o polegar.

9h base dedo de deus

Ali na na base da Leste dei uns 10 minutos de descanso, para tirar o peso da trilha que caía sobre mim. Coloquei a mochila nas costas com corda, água, comida e os outros equipamentos dentro e comecei a subir. Solei os lances iniciais sem fazer paradas, subindo continuamente até a base da Maria Cebola. Lá descansei por 10 minutos, tomei uma água, tirei a corda da mochila e logo estava escalando fazendo auto-segurança até a próxima chaminé, onde lá guardei todo o equipamento, ferragens e corda. Não esperei muito e logo comecei a escalar, incomodado apenas pelo peso da mochila, pendurada por uma fita no loop do meu boudrier.

Passei o lance do pulo, peguei outra chaminé, fiz o lance de trepa-pedra do final e subi a escada da Teixeira, chegando ao cume exatamente às 10h20m, quando larguei meus equipos e escrevi meu depoimento no livro de cume, pela primeira vez, sozinho no cume do Dedo de Deus.

10h20m cume do dedo de deus

Depois de escrever no livro de cume, encostei nas pedras próximas à urna do livro, e ali fiquei por um bom tempo comigo mesmo, curtindo sozinho o visual naquele cume maravilhoso, aproveitando todo aquele silêncio de Deus! estava um dia perfeito, conseguia ver até o Alto Mourão em Niterói…

Comi metade do meu sanduiche de queijo minas com tomate e alface e alguns goles na minha fresca água, carregada numa garrafa pet de 2L. Havia bebido pouca água até então, sobrando pouco mais de
um litro. A uma hora já sozinho no cume, comecei a ver umas nuvens estranhas chegando por trás da verruga, o que me deixou preocupado, não comigo, mas com os meus amigos que estavam subindo. Como eu
havia posto créditos extras no meu celular, algo raro de se acontecer, mandei uma mensagem de texto os mineiros para saber onde eles estavam. Aí veio uma resposta deles, dizendo que não sabiam onde estavam, apenas que estavam em frente à placa da via Face Oculta. Telefonei para eles, para avisar que estavam já quase na base da Teixeira. Eles ultrapassaram o Jerônimo e a Eny nos cabos de aço, e passaram direto pela trilha que vai para a Leste. Botei pilha para eles entrarem na Teixeira, mas me disseram que o começo dela estava muito molhado.

Pedi para que me esperassem onde estavam, pois ia rapelar pela Teixeira e encontraria com eles na base. Quando estava quase começando a rapelar, recebi o telefonema da Eny, dizendo que ela e o Jerônimo
haviam desistido da subida, por um problema no estômago dela.

12h rapel pela teixeira

No cume pensei: bom, estou sozinho, não farei o rapel pela descida vertiginosa do Santa Cruz, pois se minha corda agarrar, não terei como escalar devolta para soltá-la. Fiz o rapel pela Teixeira mesmo, o primeiro rapel foi sem problemas. Me preparei para fazer o segundo rapel, em direção ao segundo platô desta mesma via. milimetricamente cheguei ao platô, me ancorei e comecei a puxar a corda, quando senti que a corda havia saido do grampo, comecei a puxá-la mais rápido para que não embolasse e prendesse na fenda que havia próximo de onde eu estava ancorado.

12h20m a corda agarrou na fenda

A corda veio vindo tranquilamente, quando estava chegando quase ao fim do trabalho, aconteceu o pior: a corda agarrou! Pensei comigo mesmo: fica tranquilo, é normal isso, devo escalar a Teixeira devolta e soltar minhar corda. Foi o que fiz, comecei a escalar num entalamento de meio corpo, bem chato, acho eu que era a chaminé arranca botões, um lance bem enjoado mesmo! quando já estava bem no final, onde eu teria que sair dela num lance de oposição e sem nenhuma proteção, percebi que a parede neste trecho estava bem úmida. Respirei, inflei o peito e fiquei ali entalado descansando e falando pra mim: PQP, agora eu to fudido! lembrei que na minha mochila havia um friend (.4) da Camp Italy, desescalei a chaminé peguei o friend e voltei, descobri que o maldito friend não era meu amigo, não cabia ali naquele trecho. Desci novamente até o platô e telefonei pro Jerônimo, falei pra ele o que havia acontecido e pedi para que ele ficasse ligado, pois se eu não conseguisse fazer mais nada, ele teria que subir para me resgatar, pois os mineiros, não conheciam aquela área e seria pior se eles se perdessem por ali, seria outro problema.

Vi um pedaço de pedra no chão e a quebrei, lascando-a, como faziam antigamente nossos ancestrais, suas ferramentas de corte. Olhei a corda, já estava quase para cortá-la, quando o Jerônimo me telefonou devolta, querendo saber como estava a situação. Eu disse à ele que iria cortar a corda, quando veio em minha mente a idéia de medir a corda que me restava, dando 25 braçadas (x 1,70m), que deu algo em torno de 40m. Falei pro Jerônimo que ia fixar a corda e jogar o restante la pra baixo e tentar chegar à base. Se isso acontecesse, eu estaria salvo, e telefonaria para ele devolta, liberando-o do plantão.
Quando ia jogar a corda, os mineiros apareceram na base, sem nada entender da minha demora. Expliquei rapidamente à eles o que havia acontecido e lancei a corda, recebendo a resposta deles, de que a corda havia chegado, faltando apenas 1 metro para encostar no chão, o que aconteceria com o meu peso sobre a corda. UFA! Cheguei a solo firme!

Peguei o único papel que tinha (um maço vazio de Marlboro) e dentro de uma caixinha de cadeado que os mineiros tinham, deixei o bilhete com todos os meus dados, que com um esparadrapo prendi na ponta da corda, para que quem resgatasse a corda, me devolvesse a mesma (para não ter que cortá-la). Começamos a descer por volta das 14h.

Chegamos ao Paraiso da Serra (uma parada para os viajantes da Rio x Teresópolis) por volta das 16h20m, onde lá encontramos com o Jerônimo, que, claro, aproveitou o momento para me dar uma zoada básica. Fomos para o restaurante, onde lá bebemos um café bem quente e puro para recurar os ânimos. Pensei na minha corda, mas não estava triste, por incrivel que pareça, pois estava ali bebendo um café quente,
vivo, com meus amigos, pessoas que gosto muito e que dividem comigo a alegria de estar na montanha!

 

Por Leo Nobre Porto
Presidente do Clube Niteroiense de Montanhismo

Conquista da via Novos Horizontes 3ºIV E2 120m no Morro do Tucum

Estávamos eu (Leandro Pestana), Ian Will, Leo Nobre e Bia (minha namorada) em Itacoatiara. Eu iria intermediar com o Leo Nobre uma conquista que estávamos fazendo (Uma Mão Lava a Outra 5º VI 200m) no costão na face voltada pra praia de Itacoá enquanto o Ian e a Bia iam escalar em top rope no bananal. O objetivo era nos encontrarmos depois. O Leo Nobre resolveu que não queria conquistar naquele dia pq era seu aniversário então passei meu material de conquista pro Ian pra eu não subir com peso e fui apenas repetir a Uma mão lava a outra com o Leo Nobre.

Quando acabei a via com o Leo recebi um telefonema do Ian dizendo que tinha mudado seus planos e que aproveitando que estava com meu material de conquista havia começado uma via no costão na face voltada pro bananal. Perguntou se eu queria encontra-lo para prosseguir com a conquista.

Fui pra lá e me juntei ao Ian e a Bia.

Vi que o Ian havia começado a conquista colocando um grampo em cima de um belo veio de cristal a uns 7m da base.

Detalhe: Uns 5 metros a esquerda da base da via havia uma Jararaca bem grande toda enrolada próximo a uma pedra. Chegamos perto dela, batemos foto e nada dela se mexer.

Continuei a via passando em diagonal por este veio e no final dele tocando reto pra cima. Subi uns 10m e bati outra proteção.

A Bia veio logo depois e com corda de cima intermediou este lance.

Subi bem mais agora, aumentando a conquista em uns 30m e passando por uma linda seqüência de agarras e por 2 belíssimas lacas que dá pra proteger em móvel.

Novamente fixei a corda e o Ian intermediou este lance, colocamos apenas mais um grampo pq como disse acima da pra usar as lacas e colocar um nut, tricam ou friend.

O barulho das marretadas na rocha chamou a atenção do Leonardo Aranha que escalava próximo dali. O Leonardo é grande amigo meu que eu não via há um tempão. O Leo sem saber quem estava conquistando foi seguindo o som da marreta até que chegou na base da via.

Detalhe 2: O Léo sem saber sentou justamente onde estava a Jararaca. Por sorte, ela havia saído de lá.

Quando percebemos que era ele que estava na base o chamamos para subir e oferecemos que ele conquistasse o próximo lance, o que lógico, o deixou todo satisfeito.

Ele subiu, mas deparou-se com o que hoje sabemos que é o crux da via. Como ele estava há algum tempo sem escalar ele se sentiu inseguro em prosseguir e preferiu desescalar até o último grampo para que eu continuasse a conquista.

Passei este lance mais difícil, que por sinal eh lindíssimo, bati um grampo e novamente ofereci que ele subisse. Agora a via perdia inclinação e ficava bem mais fácil. Ele subiu e mandou bem, subindo uns 40m para bater o que foi o último grampo da via.

Já naquele mesmo dia saímos pelo cume felizes pela bela via que tínhamos aberto.

Demos o nome de Novos Horizontes pqo visual daquela face do costão é lindo porém ele era pouco explorado até então.

Voltei mais duas vezes na via para levar alguns amigos e aproveitei pra intermediar os lances que ficaram mais expostos e marcar a trilha.

Bem… a graduação sugerida ficou III com IV e o croqui vcs encontram neste site.

Sugiro a todos que repitam a via. De preferência na parte da tarde que é quando ela fica na sombra.

Boa escalada a todos!

Leandro Pestana (CNM)

Escalada e caminhada na Bolívia e Peru

Escalada e caminhada na Bolívia e Peru

Bolívia

Huayana Potosi

Huayana Potosi

Comecei a viagem por La Paz (Bolívia), onde após uns 4 dias de aclimatação na cidade (fazendo algumas caminhadas ou conhecendo um pouco da cultura da região) fui em direção ao Huayna Potosi, na Cordilheira Real, com um guia e um carregador/cozinheiro.

No primeiro dia, foi só para chegar ao acampamento base. No segundo dia, foi um dia de treinamento em gelo e neve para me adaptar e aprender a utilizar o piolet e os crampons. No terceiro, foi o ataque ao cume (saindo as 2 da manhã), chegamos as 9 da manhã aos 6.088m do Huayna Potosi num tempo bem fechado, voltamos para o acampamento base, desmontamos tudo e voltamos para La Paz no mesmo dia.

Peru

No dia seguinte, estava colocando o pé na estrada em direção a Cusco (Peru). Fui metade do trajeto de ônibus (passando pelo lago Titicaca) e a outra metade de avião. Após dois dias de descanso, fui fazer a Trilha Inca até Machu Picchu. Foram 4 dias de caminhada, num total de 42 km, variando de uma altitude de 2.500m a 4.200m até chegar às ruínas de Machu Picchu da civilização Inca.

Dentre os 4 dias, o dia mais cansativo, com subidas mais ingrimes foi o segundo e o último dia dia foi o mais leve, com apenas 2 horas de caminhada para baixo (porém acordando às 4 da manhã para pegar o nascer do sol em Machu Picchu). Atualmente, para fazer a Trilha Inca é necessário agendar com 1 ou 2 meses de antecedência em alguma agência de turismo, sendo limitada a entrada de 250 pessoas por dia no caminho, porém a estrutura de guias, carregadores e cozinheiro é muito boa.

Depois, segui a viagem rumo a Huaraz – também no Peru – (mais um trecho com um pouco de avião e um pouco de onibus), uma cidade que fica uns 400 km ao norte de Lima, aonde se encontra a Cordilheira Blanca. Inicialmente, fui com a intenção de fazer o Monte Huascaran, que é o ponto mais alto da região. Porém, ao chegar fui informado de que as condições climáticas não estavam favoráveis para ir até essa montanha ou qualquer outra ao seu lado, pois estava com um excesso de neve, o que dificultaria a subida.

Então partimos para um plano B, decidimos subir o Tocllaraju. No primeiro dia, fomos até o acampamento base. Mas ao chegar as noticias não eram muito boas, pois as outras pessoas que se encontravam lá não estavam conseguindo fazer cume devido ao tempo não muito bom. No segundo dia, tinhamos que decidir se realmente faríamos o Tocllaraju ou se faríamos outras montanhas ao redor, mas ao amanhecer, o tempo estava muito bom e decidimos continuar até o acamapamento alto. No terceiro dia, as 2 da manhã (novamente) iniciamos o ataque ao cume e as 8 da manhã chegamos aos 6.034m do Tocllaraju e retornamos ao acampamento base. No quarto e último dia, simplesmente, fizemos o retorno a Huaraz.

Ainda em Huaraz, como me sobraram uns dias e há uma infinidade de agências de turismo oferecendo varios serviços, então, resolvi fazer um canyoning numa cachoeira no meio da estrada, finalizando com um rapel em uma ponte para passar o tempo e relaxar um pouquinho.

Também tenho contatos (telefone, e-mail e/ou endereço) de varias agências, lugar para ficar (hotel, pousada, alojamento…), guias e pessoas que oferecem serviços para quem quer escalar ou fazer trekking pela Bolivia e pelo Peru.

Recomendo qualquer um que goste de escalar ou caminhar, fazer alguma dessas.

Abraços,
Vinicius Araujo

Vinicius no cume do Huayana Potosi

Vinicius no cume do Huayana Potosi

Vinicius no cume do Tocllaraju

Vinicius no cume do Tocllaraju

 
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