Para quem perdeu! Restauração de Ecossistemas em meio urbano em Niterói: Parque Orla Piratininga

Olá pessoal!

Já está disponível no nosso canal no YouTube o vídeo com a palestra ministrada pela nossa sócia Andressa Lima, no dia 07 de junho de 2021, sobre  “Restauração de Ecossistemas em meio urbano em Niterói: Parque Orla Piratininga”. Andressa nos mostrou a estratégia adotada pelo Município abordando a restauração de ecossistemas por meio da implantação de um parque ecológico urbano na orla da Lagoa de Piratininga. 🌱🌳🌴🍃☘️🌻🌺

Vocês também podem clicar no link abaixo para acessar o PDF da apresentação.

https://drive.google.com/file/d/1GC0rWTd9rLGcuO8bUtIeNuGpFv8yb-dP/view?usp=sharing

Palestra ONLINE “Restauração de Ecossistemas em meio urbano em Niterói: Parque Orla Piratininga”

 

Olá pessoal!

🌱Nesse mês de junho se dará início à Década da Restauração de Ecossistemas 2021-2030 da ONU, um apelo global à ação para a restauração de ecossistemas degradados.

Você sabe que ações têm sido feitas em Niterói para a restauração dos ecossistemas no município?

Pensando nisso, convidamos Andressa Lima, vice-presidente do CNM, para nos dar a palestra “Restauração de Ecossistemas em meio urbano em Niterói: Parque Orla Piratininga”. Andressa vai nos mostrar a estratégia adotada pelo Município abordando a restauração de ecossistemas por meio da implantação de um parque ecológico urbano na orla da Lagoa de Piratininga. 🌱🌳🌴🍃☘️🌻🌺

O Parque Orla Piratininga terá cerca de 680 mil m² de área e 10,6km de infraestrutura cicloviária ao longo da orla da Lagoa de Piratininga, na Região Oceânica de Niterói. 🚴🏿‍♀️🚴‍♂️

A palestra é aberta ao público! Te aguardamos no dia 07/06 às 19h30, pelo ZOOM. O link será divulgado aqui no site do clube no dia da palestra. Marque na sua agenda!

https://www.niteroiense.org.br

Dissertação sobre Impactos da Escalada em Vegetação de Afloramentos Rochosos (mais conhecidos como pedras, rochas, boulders ou, genericamente, como locais aonde nos divertimos!!)

Por Stephanie Maia

Em abril de 2015 defendi minha dissertação de mestrado sobre o tema que me apresentou ao montanhismo e foi a razão pela qual  comecei a escalar: o uso das rochas por escaladores e quais são os impactos das escalada na vegetação dos afloramentos rochosos. Depois de um estudo introdutório sobre o montanhismo carioca, seu histórico e instituições, percebi que, primeiro, era importante distinguir todas as nuances do que significava ser montanhista, conhecer bem o meu ‘objeto’ de estudo e, segundo, que para isso eu precisava vivenciar a experiência da montanha. Percebi que jamais seria levada a sério pela comunidade montanhista se falasse apenas de fora, se não compreendesse o que motiva uma pessoa a sair arriscando a própria vida por aí, ou no mínimo passando uns perrengues, quando poderia estar realizando atividades mais seguras e confortáveis. Enfim, acho que aqui todo mundo sabe do que estou falando, não é mesmo?!

Além dos impactos negativos que nossa atividade causa à vegetação de afloramentos rochosos, também discuti em meu estudo a importância que nós temos na proteção da natureza quando seguimos as diretrizes de mínimo impacto, respeitamos e trabalhamos junto com as instituições públicas responsáveis pela gestão das áreas protegidas e quando compartilhamos nosso conhecimento com aqueles que chegam, por vezes, tão afobados pela aventura que lhes escapam apenas o contemplar e respeitar o tempo da natureza.

Por fim, cinco anos depois de concluir o trabalho árduo de escrever uma dissertação e vencer os traumas desse período (pós-graduandos entenderão), venho agora compartilhar com vocês um pouco do que aprendi.

Recomendo a leitura aos interessados em história, botânica, unidades de conservação, escalada e montanhismo.

Boa leitura!

https://drive.google.com/file/d/1apOorXRKe5qGfy3vPcpMHiNJ63LWKHrm/view?usp=sharing

Para quem perdeu…

Olá pessoal!

Já está disponível no nosso canal no YouTube o vídeo com a palestra ministrada pelo biólogo e professor Jorge Antonio Lourenço Pontes, no dia 14 de dezembro de 2020, sobre poluição luminosa e seus impactos ao meio ambiente.

Vocês também podem clicar no link abaixo para acessar o PDF da apresentação, gentilmente cedida pelo Professor Jorge.

https://drive.google.com/file/d/15sARBsZHLAyFTQ18hckLpJhd3C9jLbck/view?usp=sharing

 

Reunião do Conselho do PESET – set/18

Reunião do Conselho do PESET – set/18

No dia 26 de setembro de 2018 ocorreu uma reunião do Conselho do PESET na sede administrativa do Parque Estadual da Serra da Tiririca, no bairro de Itaipuaçu, em Maricá-RJ e teve como intuito a discussão do PROJETO DE LEI Nº 4259/2018, de autoria do Deputado Paulo Ramos que tem como ementa:

EMENTA: DÁ O NOME DE “ENGENHEIRO JOSÉ CHACON DE ASSIS” AO PARQUE ESTADUAL DA SERRA DA TIRIRICA, NO MUNICÍPIO DE NITERÓI.

A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RESOLVE:

Art. 1º- Fica denominado de “ENGENHEIRO JOSÉ CHACON DE ASSIS” o Parque Estadual da Serra da Tiririca, no Município de Niterói.

Art. 2º – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 04 de julho de 2018.

 

Sendo a ementa sugerida posteriormente pelo Deputado Carlos Minc a seguinte:

EMENTA: DÁ O NOME DE “ENGENHEIRO JOSÉ CHACON DE ASSIS” À SEDE DO PARQUE ESTADUAL DA SERRA DA TIRIRICA, NO MUNICÍPIO DE NITERÓI.

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RESOLVE:

Art. 1º- Fica denominado de “ENGENHEIRO JOSÉ CHACON DE ASSIS” a sede do Parque Estadual da Serra da Tiririca, no Município de Niterói.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Sala da Comissão de Redação, 06 de setembro de 2018.

 

A reunião contou com a presença de gestores, diretores e conselheiros do PESET (incluindo o representante do CNM), além de familiares (esposa, filha e sobrinha) do Engenheiro José Chacon de Assis.

Em um primeiro momento houve dúvidas sobre qual Projeto de Lei seria discutido na ALERJ neste mesmo dia (26/09/2018).

Porém, se deu continuidade a reunião lembrando que o PESET tem como prioridade garantir a demarcação e ampliação dos limites de demarcação definitiva e que a mudança do nome da Unidade de Conservação talvez acarretasse num enfraquecimento deste movimento de ampliação do Parque, pois demandaria alterações nas leis que fizessem referência ao PESET. Além de gerar certa preocupação e dúvida quanto ao momento e a forma que esse projeto de lei foi levantado (em período de eleições, sem a consulta pública e sem a consulta ao INEA).

Uma vez entendido a situação, mas não deixando de compreender a grande importância em homenagear o engenheiro eletricista e ambientalista José Chacon de Assis, visto que este esteve à frente da campanha pela criação e implantação do Parque Estadual da Serra da Tiririca (Frente em Defesa da Serra da Tiririca), foi decidido por unanimidade do conselho presente que seria feito uma moção de apoio ao PL 4259/2018, onde fica denominada de “ENGENHEIRO JOSÉ CHACON DE ASSIS” a SEDE do Parque Estadual da Serra da Tiririca, no Município de Niterói e NÃO a mudança do nome do parque, visto que “Parque Estadual da Serra da Tiririca” já é um nome consolidado histórico e afetivamente, dentre tantos outros fatores.

Ao final deste mesmo dia, o projeto de lei 4259/2018 foi aprovado com a seguinte decisão: “PROJETO DE LEI Nº 4259/2018 DE AUTORIA DO DEPUTADO PAULO RAMOS REDAÇÃO FINAL QUE DÁ O NOME DE “ENGENHEIRO JOSÉ CHACON DE ASSIS” À SEDE DO PARQUE ESTADUAL DA SERRA DA TIRIRICA, NO MUNICÍPIO DE NITERÓI”.

 

Links para o projeto de lei 4259/2018:

Intervenção na subida do Costão de Itacoatiara

Intervenção na subida do Costão de Itacoatiara

Em uma tentativa de frear o processo de erosão causado pelo grande número de pessoas na trilha do Costão de Itacoatiara, foi instalado um corrimão no trecho inicial da rampa de pedra, logo após o Marco Zero.

Apesar de impactante, tal ação se fez necessária, pois muitas pessoas estavam utilizando atalhos na lateral, onde a vegetação é mais frágil e com uma camada bem fina de solo.

Diversas outras tentativas de impedir a degradação foram feitas, como instalação de placas educativas, cercas, delimitadores, limitação de pessos na trilha, entre outros. Há anos atrás, a largura da subida era de no máximo 1,5 metro. No mês passado, chegou a aproximadamente 8 metros no trecho mais longo.

Com a instalação do corrimão as pessoas poderão utilizar o local sem vegetação para subir, preservando assim as laterais.

O trabalho foi realizado pela Administração do Parque Estadual da Serra da Tiririca, com apoio da FEMERJ – Federação de Esportes de Montanha do Rio de Janeiro, do CNM – Clube Niteroiense de Montanhismo e voluntários.

A subida do Costão já foi assim…

Um dos mutirões

III Seminário de Mínimo Impacto

III Seminário de Mínimo Impacto

O Clube Niteroiense de Montanhismo em parceria com o Parque Estadual da Serra da Tiririca têm a honra de convidá-los para o III Seminário de Mínimo Impacto, que ocorrerá no dia 22 de outubro de 2016, na E. M. Professor Dario de Souza Castello, Itaipu.

Considerando aspectos da diversidade biológica, este evento tem como proposta promover o debate a cerca do uso público por montanhistas e escaladores na Unidade e, como objetivos, trazer à luz conhecimentos científicos a cerca dos impactos dessas atividades, buscar consolidar o conceito ético de mínimo impacto, bem como a sua prática.

As inscrições já estão abertas aos sócios, clique aqui.

Aos não associados confirmem presença no evento Facebook.

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Algumas Características das Plantas sobre as Rochas

Publicado no Boletim CNM 2015-2

Por Katia Torres Ribeiro (adaptado por Stephanie Maia)

As plantas encontradas nos paredões podem ser rupícolas, quando crescem diretamente sobre a rocha, ou saxícolas, quando se localizam em pequenos platôs ou fendas com solo. Nessas situações, a água que chega escoa rapidamente e os nutrientes são escassos. Por isso, as plantas crescem bem devagar, e muitas têm adaptações especiais para lidar com a escassez de água, como é o caso dos cactos e bromélias formadoras de tanques, que armazenam água, ou das orquídeas e bromélias do gênero Tillandsia, que conseguem captar rapidamente a umidade das nuvens, ou ainda as velózias (canelas-de-ema) e capins-ressurreição, que toleram a dessecação violenta das folhas com posterior re-hidratação das mesmas folhas.

Não é fácil se fixar na rocha. Imaginem quantas sementes se perdem por secura ou enxurrada para que uma se fixe e, finalmente, cresça. Basta observar uma via inacabada na face S do Pão de Açúcar, o Paredão Universal, para constatá-lo: ela começou a ser conquistada na década de 60, mas depois foi abandonada e até hoje não apresenta sinal claro de recuperação da vegetação luxuriante que cobre esta face úmida da montanha.

É muito difícil para uma semente conseguir viajar de uma montanha para outra e, além disso, chegar a germinar. Talvez por isso haja tantas plantas que são específicas de uma ou de poucas montanhas adjacentes. Plantas em diferentes montanhas, quando não trocam sementes ou pólens, vão se tornando cada vez mais diferentes até que formam espécies distintas, e assim surgem os muitos casos de endemismo restrito (espécies só encontradas em uma única montanha).

Depois que algumas espécies mais tolerantes se fixam, começa a haver a interceptação de partículas de rocha, de húmus e detritos de plantas, e assim surge um protossolo, em que vão crescer outras plantas, como algumas gesneriáceas, bromélias e aráceas. Em geral, há primeiro a entrada de liquens e musgos, que crescem extremamente devagar (alguns liquens crescem apenas 1mm por ano!). Essas plantinhas minúsculas vão decompondo a rocha química e fisicamente, e vão juntando um pouco de solo embaixo de si, e assim também ajudam as sementes das outras espécies a se fixar. Estas então germinam e começam a crescer de forma bastante lenta também. Algumas delas crescem prostradas na rocha, e formam algo parecido com um tapete, que ajudam ainda mais a fixar partículas de solo, e mais e mais espécies conseguem se estabelecer ali. No entanto, muitas vezes esses extensos tapetes estão precariamente presos na rocha, quase que apenas aderidos, e sua retirada, bastante fácil, interrompe um processo de décadas ou mesmo de séculos de duração.

Em resumo, podemos dizer que essas espécies crescem devagar, têm dificuldade de estabelecimento (germinação + fixação) e, portanto, “investem” na longevidade. Estas plantas são, no mais das vezes, muito velhas! Ruy Alves, pesquisador do Museu Nacional do Rio de Janeiro, estimou a idade das canelas-de-ema (Vellozia candida) do Pão de Açúcar, no caminho do Costão e Paredão São Bento, em cerca de 150 anos, e em cerca de 500 anos as canelas-de-ema gigantes da Serra do Cipó.

Por que as montanhas têm plantas diferentes umas das outras?

Muitos fatores determinam quais plantas podem ser encontradas em uma certa montanha. Além do acaso e das chances das sementes terem chegado lá, as plantas são afetadas pelo regime de luz, pela rugosidade da rocha (tamanho dos cristais da rocha e forma de fragmentação), presença de fendas e outras concavidades, composição química da rocha e outros detalhes do relevo, além da presença de dispersores e polinizadores.

Também é bastante evidente o papel da insolação, da declividade e da umidade. A declividade, por exemplo, define bastante quais espécies podem ser encontradas, pois algumas delas só conseguem crescer em paredes verticais, enquanto outras dependem de um pouco de terra, e são mais comuns nas paredes menos inclinadas.Dessa forma, a vegetação sobre rocha do sudeste do Brasil e rica em endemismos, cada montanha ou conjunto de montanhas tem suas espécies particulares.

A fragilidade da vegetação
Essa vegetação sobreviveu relativamente bem até hoje, mas na verdade é extremamente frágil. A fragilidade tem dois componentes importantes: a facilidade para remover a vegetação (resistência) e o tempo que ela leva para se recuperar (resiliência). Para retirar a vegetação sobre rocha não são necessárias nem grandes ferramentas, nem tratores, nem fogo, como em uma floresta. Basta a habilidade de subir (ou descer…) na rocha e a força de algumas pessoas, ou mesmo a passagem freqüente de cordas para causar um grande estrago. Já o tempo para a vegetação se reconstituir por meios naturais ainda não foi estimado, mas é certamente muito longo. Em locais com muitas fendas a vegetação pode voltar ao que era antes em menos de 100 anos, mas em superfícies lisas os processos são mais lentos. A recuperação destas áreas é impressionantemente difícil e lenta, e no caso de se querer apressá-la, muito cara. O que é destruído agora tem de ser considerado como perda total, a não ser que sejam implementados programas intensivos de recuperação.

A velocidade com que novas vias vêm sendo estabelecidas ameaça a estabilidade da vegetação e mesmo a existência de muitas espécies, e é preciso lutar por normas de conduta que minimizem o impacto em vias novas ou já criadas, ao mesmo tempo em que se tenta determinar um patamar máximo de retirada de vegetação das paredes.

É mais fácil destruir e não se importar com plantas que parecem um simples mato. E o que é o mato? Pra maior parte das pessoas, é aquilo que vive em qualquer lugar, que cresce em abundância, que “dá como mato”. Decididamente este não é o caso das plantas sobre rocha, muitas delas assim tão pequenas e na verdade mais velhas que nossas bisavós, e que conhecemos tão pouco. É responsabilidade de todos nós poupar e ensinar os outros a proteger essa vegetação da nossa sempre crescente velocidade.

 

Fonte original: http://www.femerj.org/sobre-a-femerj/diretoria/departamento-de-meio-ambiente/150

Acesso em 20/05/2013