Conquista no Tibau: Escolinha do Professor Luis

No dia 16 de Dezembro de 2023, os alunos da Escola de Capacitação de Guias do CNM, como parte da aula de Conquista do Guia Luis Avellar, conquistaram a Via Escolinha do Professor Luis no Setor do Tibau em Piratininga.

Via Escolinha do Professor Luis – IIIsup E2 D1 40m
Conquista: 16/12/2023
Conquistadores (ordem alfabética): Daniel Candiotto, Leticia Lopes, Luis Avellar, Marcos Lima e Waldino Santos.

Campanha Natal Solidário

 

Este ano junto com a nossa Confraternização de final de ano, realizamos a Campanha Natal Solidário para arrecadação de produtos alimentícios para o Orfanato Santo Antônio.
http://www.instagram.com/orfanatosantoantonio/

Home

O Orfanato São Antônio fica em São Lourenço, próximo ao centro de Niterói e atende crianças de 6 a 18 anos encaminhadas pelo conselho tutelar e Vara da Infância. Hoje tem 85 crianças no orfanato.

A arrecadação total foi de R$ 992,25 através de PIX na conta do clube além de entregas em produtos diretamente na sede.

Realizamos uma compra totalizando R$ 992,25 no dia 23/12/2023. No mesmo dia realizamos a entrega no Orfanato Santo Antônio.

Os valores doados e gastos podem ser vistos na planilha abaixo.
Arrecadação e Compras

Atividade Oficial: Garrafão – PARNASO

Garrafão

Por Leandro do Carmo

GARRAFÃO – PARNASO

Dia: 12/08/2023

Local: Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Participantes: Leandro do Carmo, Michel Cipolatti, Luís Avelar, Nicolas Loukides, Ezequiel Gongora, Leonardo Farias, Higor Souza, Leonardo Carmo e Marina Fernandes

Histórico da Conquista do Garrafão

O Garrafão, à época conhecido como Fagundes, foi conquistado em 28/10/1934 por Émérico Hungar, Gilberto Ferrez, Geoffrey Edwards e W. George Andrews, todos eles membros do Centro Excursionista Brasileiro. Foi um período de grandes conquistas no montanhismo brasileiro e sua dificuldade técnica, bem como a distância, o tornam menos frequentado, se comparado a outros cumes da região.

Horários e pontos de referência da Trilha do Garrafão

5h – Saída de Niterói; 6h 30 min – Entrada do Parque; 7h 49 min – Início da trilha (Barragem); 8h 40 min – Abrigo 2; 9h 30 min – Bifurcação Paredão Paraguaio (Pausa 10 min); 9h 55 min – Trilha da Pedra da Cruz; 10h 02 min – Trilha do Sino; 10h 38 min – Abrigo 4 (Pausa 20 min); 11h 10 min – Início da subida da Pedra do Sino; 11h 20 min – Cume da Pedra do Sino (Pausa 10 min); 12h 10 min – Buraco; 12h 24 min – Cabo de Aço; 13h 15 min – Cume do Garrafão; 13h 45 min – Saída do Cume do Garrafão; 15h 30 min – Saída do Buraco; 16h 18 min – Cume do Sino; 16h 40 min – Abrigo 4; 17h 17min – Bifurcação Morro da Cruz; 17h 38 min – Abrigo 3; 17h 45 min – Bifurcação Paredão Paraguaio/Trilha do Sino; 19h 05 min – Véu da Noiva; 19h 55 min – Barragem; 20h 20 min – Carro.

Dicas para chegar ao cume do Garrafão

Para chegar ao Garrafão, primeiro é necessário chegar à Pedra do Sino. Do cume da Pedra do Sino, já é possível ver o Garrafão. Devemos ir em direção a ele num misto de laje e pequenos trechos de vegetação. Desce até um vale e depois sobe novamente até chegar à borda de frente ao Garrafão. Nesse ponto, vem o primeiro trecho técnico, onde deve-se procurar um buraco, dentro dele podemos descer desescalando um lance em chaminé ou fazendo um pequeno rapel, numa proteção que fica no alto. Convém deixar uma corda curta (10 metros) fixa no local para auxiliar a volta. Depois desse trecho, segue até o cabo de aço. Existe uma parada dupla onde dá para fazer um rapel. Com uma corda de 60 m meada, não dá para chegar ao final. Um pouco mais abaixo, há um grampo onde dá para rapelar com uma corda meada de 60 metros. A mesma pode ser usada para segurança na volta. Optamos por dar segurança de baixo, fazendo com que subíssemos de top rope, progredindo pelo cabo de aço. Facilitou e agilizou bastante. Após esse trecho, pega-se uma trilha subindo, até chegar a uma canaleta exposta. Há uma proteção no início e uma bem mais acima, onde é possível montar um corrimão para dar mais segurança. O trecho está bem erodido e está bem exposto. Há uma corda fixa numa raiz. Muito cuidado ao utilizá-la. Acima, pega-se um trecho exposto com lance fácil de escalada, onde tem um grampo para proteção. Dali para o cume são mais alguns metros.

Wikiloc – Garrafão

https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/garrafao-parnaso-143689302

Relato da Trilha do Garrafão

Três semanas depois de ter feito a Agulha do Diabo, estava de volta ao Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Agora para fazer o Garrafão. Mas a ideia surgiu na semana seguinte a Agulha do Diabo, quando perguntaram qual seria a próxima escalada? Como eu ainda não havia feito, sugeri o Garrafão. Todos aceitaram. Aproveitei para abrir a atividade no Clube Niteroiense de Montanhismo, dando oportunidade para outros amigos também conhecerem a montanha. Convidei, também o Ezequiel (Ziki), depois de o ter encontrado no CEB. Meu irmão e a Marina se juntaram a nós, confirmando somente na sexta-feira, véspera da escalada. Ao todo, éramos 9 montanhistas. Grupo relativamente grande, principalmente se levarmos em conta os trechos técnicos na qual passaríamos, sendo o principal, os 30 metros de ascensão obrigatórios, no colo entre o Garrafão e o Sino, no retorno do cume. Mas como todos eram escaladores experientes, com exceção da Marina, acho que não teríamos problema. E não tivemos!

Saímos pontualmente as 5h da manhã de Niterói e chegamos ao PARNASO um pouco mais cedo do que a última vez, sendo o segundo carro da fila. Ficamos ali conversando até dar 7 horas e o parque abrir. Fomos direto para o Centro de Visitantes preencher os termos e de lá seguimos para a área de estacionamento, onde deixamos os carros e seguimos até a barragem, local de início da caminhada, propriamente dita. Estava uma manhã agradável e não fazia tanto frio, comecei a andar apenas com a segunda pele. Havia um grupo grande que também faria o Garrafão. Eles tinham programado de pernoitar no Sino e atacar o cume no dia seguinte, mas como a previsão do tempo era mudança para o dia seguinte, resolveram que iriam hoje mesmo. Mas como estavam com bastante peso para o pernoite, com certeza seriam mais lentos e chegaríamos bem à frente. Ainda encontramos mais um grupo de CNM, guiados pela Ana, que iriam para a Travessia da Neblina. Bom, era hora de começar a andar.

Entramos na trilha do Sino por volta das 7h 50 min. Foi uma subida tranquila. Passamos por alguns grupos que haviam subido primeiro e também encontramos com outros que já estavam descendo do Sino. Fomos num bom bate papo e logo passamos pela Cachoeira do Véu da Noiva. Continuamos a subida, já chegando aos pontos onde era possível ver a cidade de Teresópolis ao fundo. O dia estava firme, prenúncio de uma excelente caminhada. Paramos na entrada da trilha do Paredão Paraguaio, onde fizemos um rápido descanso. Dali seguimos subindo e as 10 horas entramos novamente na Trilha da Pedra do Sino. Até ali, nenhuma novidade. Já havia percorrido esse caminho inúmera vezes. No ritmo que estávamos, nem tinha muito tempo de aproveitar o caminho. Nosso objetivo era chegar logo ao Abrigo 4. A partir dali sim, poderíamos curtir o caminho. Passamos pela entrada da Trilha do Papudo e mais a frente, depois de nos afastarmos um pouco dessa vertente, conseguíamos ver o cume do Papudo ao fundo. Cruzamos um trecho bastante molhado e com 40 minutos de caminhada havíamos chegado ao Abrigo 4, eram 10 h 40 min da manhã. Fizemos o trecho em 2h e 50 minutos, um excelente ritmo. Só tinha uma barraca montada. Aproveitamos para fazer uma parada mais longa. Fiz um lanche reforçado e deixei uma garrafa de isotônico guardada num buraco próximo ao abrigo para a volta, não queria levar peso extra.

Abasteci minha garrafa de água e fomos em direção ao cume da Pedra do Sino. Nem percebi a discreta saída e quase perdi a entrada da subida. Rapidamente estávamos aos pés do totem de cimento, que fora reconstruído após ser atingido por um raio alguns anos atrás. Aproveitei para fazer algumas imagens com o drone, o que nos fez ter que fazer mais uma parada rápida. Já podíamos ver o Garrafão ao fundo. Fomos descendo em sua direção e o caminho não muito bem definido. Andar em laje de pedra é muito complicado, mas o dia estava bem aberto e foi mais fácil ver os totens e algumas fitas amarradas nos arbustos. E assim, seguimos serpenteando. Passamos por alguns trechos mais fechados, porém, no geral foi tranquilo essa primeira parte. De longe não dá para perceber, mas assim que fomos nos aproximando do Garrafão, tivemos que atravessar um vale. Do outro lado desse vale, podia ver um grande totem. Deveríamos seguir em sua direção, mas alguns totens e fitas nos distanciavam, forçando-nos a contornar esse vale bem mais para a esquerda. Descemos um longo trecho e passamos por um trecho bem fechado e confuso. A sorte é que era curto. Assim que voltamos a subir, já próximos do totem que havia visto lá de cima, é que pude perceber o motivo de termos que nos distanciar tanto: um trecho bem íngreme e intransponível. Descer em linha reta era impossível. Continuamos a caminhada por esse labirinto, sempre guiados pelos totens.

Estávamos cada vez mais próximos do Garrafão. A vista impressionava. Daquele ponto, parecia ser impossível alcançar o cume. Nosso objetivo agora era chegar a um buraco, onde desceríamos até chegar ao cabo de aço. Fomos procurando, sempre seguindo pelo caminho mais óbvio até que conseguimos achá-lo. E olha que não muito óbvio assim. Fica meio escondido, numa passagem entre a vegetação. Dali, descemos e entramos numa gruta. Fixamos uma corda e fomos descendo um a um, usando a técnica de chaminé. Rapidamente descemos e começamos a montar o rapel para iniciarmos nossa descida para o colo entre essa vertente do Sino e o Garrafão. Optamos por montar o rapel num grampo mais abaixo, dali conseguimos dobrar a corda e deixá-la meiada, dando exatos trinta metros. Se fossemos usar as chapeletas de cima, talvez precisássemos de uma corda de 70 metros, mas mesmo assim, não posso afirmar que chegaria. Fomos descendo um a um. O trecho estava bem molhado e a rocha é bem lisa. O cabo de aço está em boas condições. O rapel foi bem tranquilo, o maior problema seria para subir. Optamos por deixar duas cordas, assim poderíamos dar segurança de baixo para que pudéssemos subir pelo cabo mais rapidamente.

Fui um pouco mais para cima, para poder ver de longe a descida. Era um trecho bem bonito. Comentamos sobre a audácia da conquista, pois ali era o caminho mais óbvio para essa descida, sem contar que achar aquele buraco não deve ter sido uma tarefa fácil. Era uma galera a frente do seu tempo. Uma conquista de 1934, que hoje em dia, mesmo com todo equipamento que temos disponível, ainda é um marco para os montanhistas. Assim que todos passaram, iniciamos a subida e o ataque final ao cume. Faltava pouco. Seguimos em direção a uma canaleta bem íngreme. Subimos um trepa pedra e na base desse trecho, uma corda meio velha amarada num arbusto serviria para nosso apoio. Ali era um trecho que merecia uma segurança melhor, mas começamos a subir usando a corda só como um apoio moral. Tem algumas agarras boas na lateral direita na qual davam um bom suporte. Fui subindo, sempre procurando os trechos mais sólidos, até que passei pelo arbusto onde a corda estava amarrada. Dali pra cima, fui caminhando e procurando o acesso ao cume. Vi uma laca apoiada e não tive dúvida de era por ali, era o único caminho possível. Segui subindo e o trecho foi tranquilo, apesar da exposição. Mais alguns metros e estava no cume.

A vista dali era algo impressionante. Como o dia estava aberto e firme, conseguíamos ver boa parte da Baía de Guanabara. Por todos os lados as montanhas despontavam de forma magnífica. De um lado era possível ver o São Pedro, Agulha do Diabo, São João, Santo Antônio, Três Marias, Dedo de Deus, Dedo de Nossa Senhora, Escalavrado, entre muitas outras. Para o outro lado, conseguíamos ver boa parte do caminho da Travessia Petrópolis x Teresópolis. Geralmente estamos lá e a vista que temos para o Garrafão, chama a atenção e vira referência. Há uns meses atrás, tive o prazer de ver o Garrafão por esse ângulo e lembro que na época, a vontade de estar nesse cume fantástico foi grande. Pensei: “Vou subir nessa temporada.” E hoje estava ali vendo e relembrando o caminho que havia feito há uns dois meses atrás. Aproveitei para filmar com o drone e fazer algumas fotos. Assinei o livro de cume e descansei um pouco, o suficiente para o retorno. Dentro da nossa programação, ficaríamos no cume por 30 minutos. E assim que bateu o tempo, iniciamos nosso retorno.

Iniciei a descida e cheguei naquele ponto do arbusto onde a corda está amarrada. Desci com bastante cuidado e logo estava na base, auxiliando a descida dos demais. Lentamente, passamos o trecho e seguimos descendo até a base do cabo de aço. Encordoei-me numa ponta de corda e subi utilizando os cabos, sob segurança do meu irmão. Estava bem molhado e o que eu pressenti na descida, se confirmou na subida. Como estava molhado, alguns trechos escorregavam bastante. Tinha que tentar me manter perpendicularmente a rocha, mas isso demandava um esforço maior nos braços. Até que subi bem rápido, pois quanto mais parado ficasse, mais esforço faria. Ao longo da subida, percebi que a corda da segurança estava com um arrasto grande e só fui ver o motivo quando cheguei à parada. As cordas haviam sido passadas em mosquetões que estavam paralelos e um acabava fazendo uma força sobre o outro, gerando um atrito extra e, além disso, a fita na qual esses mosquetões estavam presos ao grampo era curta. Assim que o Luis subiu, pedi para aguardarem e precisei de uns 5 minutos para reorganizar o nosso sistema e otimizar a subida. Com tudo certo, joguei a outra ponta de corda para baixo e aos poucos todos foram subindo. Faltando três subirem, chegou um grupo de Nova Friburgo. Eles aguardaram um pouco até que todos subiram. Dali, seguimos para a gruta, onde tínhamos que voltar por uma corda fixa que havíamos deixado. Fizemos o lance de chaminé e nos reunimos na laje ao lado do buraco. Ali, tiramos o equipamento e organizamos todo o material que não seria mais usado. Aproveitei para comer algo rápido, era 15 h 30 min. O astral do grupo era excelente, faz a diferença a boa companhia. Dali, pudemos acompanhar a entrada de nuvens pesadas. Parecia que a virada do tempo prevista para a noite havia se antecipado. Estava convicto de que choveria em pouco tempo. Com isso, iniciamos rapidamente nosso retorno, ainda passaríamos por alguns trechos de difícil orientação. Em pouco tempo o Garrafão foi tomado por nuvens que se movimentavam numa velocidade absurda.

E seguimos caminhando. Senti alguns pingos, mas não quis colocar o anorak, na esperança de que não aumentasse. Cruzamos o capinzal e começamos a subir. Nos trechos mais íngremes estava escorregadio, mas ainda conseguíamos progredir com segurança. Se aumentasse a chuva, acho que ficaria mais complicado. Da mesma forma que as nuvens chegaram, elas se dissiparam e em pouco tempo, mais nenhum sinal de chuva e seguindo os totens, atingimos novamente o cume da Pedra do Sino. Eram 16h 18 min, havíamos completado cerca de 75% da nossa atividade. Apesar desse trecho final ser longo, a divisão leva em conta, também o grau de dificuldade. Agora era só descer. Ficamos pouco tempo no cume e seguimos direto para o Abrigo 4. Alguns decidiram descer direto. Eu aproveitei para lanchar e descansar um pouco mais para a descida. Num ritmo constante e automático, segui descendo, dando apenas duas paradas rápidas na bifurcação para entrada da trilha do Paredão Paraguaio e no Véu da Noiva. Assim que a noite caiu, peguei a lanterna e ela não funcionou. Ainda bem que o Ziki me emprestou uma reserva. Cheguei à barragem por volta das 19h 45min e dali, fui direto ao carro. Aos poucos todos foram chegando e aproveitei para pegar o carro e voltar até a Barragem para dar uma carona aos que chegaram por último. Pegamos os carros e seguimos, parando no primeiro Posto, para fazermos um lanche e seguir viagem. Missão cumprida!

Confraternização de Final de Ano em Três Picos

Além da nossa confraternização de natal (21/dez) na sede, faremos uma confraternização de final de ano em Três Picos.

Ficaremos no Abrigo do Tartari (Refúgio das Águas) com opções de quarto privado, compartilhado ou camping (valores no link da atividade).

Opções de atividade de montanha de sobra. Desde de fazer a Leste ou sanhaço do frade (piada para poucos) ou ficar de boreste na cachoeira atrás do abrigo.
-Escaladas da região: Morro do Gato, Capacete, Pico Maior e Pontão do Sol.
-Caminhadas da região: Pico Médio, Menor, Morro do Gato, Ronca Pedra, Caixa de Fósforo, cabeça de Dragão, dentre outras.
Bike: tem bastante opção, inclusive a travessia Vale dos Deuses x Vale dos Frades que está adaptada para bike.
Boreste: banho de cachoeira, Sítio de Orgânicos, cozinha do abrigo, ou só ficar jogado na grama!

Opção não falta galera, mas o mais importante é a reunião de todos!

INSCRIÇÕES NO SITE NO LINK ABAIXO

Confraternização de Final de Ano em Três Picos

Curso Básico de Montanhismo – 2023

O Curso Básico de Montanhismo (CBM) consiste na capacitação do aluno em ser um participante de escalada, ensinando as técnicas básicas necessárias para que o praticante possa escalar com segurança, conhecimento e ética.

Calendário:
40 aulas, das quais 18 são práticas e ocorrem aos finais de semana, enquanto que 22 são teóricas e acontecem durante a semana na sede do clube, no horário da noite (19:00 às 21:30).

Investimento: O curso tem as seguintes opções

1 – R$ 1.400,00 – Não associado, com o empréstimo de material; Clique aqui
2 – R$ 1.300,00 – Não associado, sem o empréstimo do material; Clique aqui
3 – R$ 1.250,00 – Associado, com empréstimo de material. Clique aqui
4 – R$ 1.150,00 – Associado, sem empréstimo de material. Clique aqui

Início: 20/06/2023
Término previsto em 29/10/2023

Maiores informações na página do Curso: 

Curso Básico de Escalada

O Curso Básico de Escalada (CBE) consiste na capacitação do aluno em ser um participante de escalada, ensinando as técnicas básicas necessárias para que o praticante possa escalar com segurança, conhecimento e ética.

Calendário:
8 aulas, das quais 8 são práticas e ocorrem aos finais de semana, enquanto que 10 são teóricas e acontecem durante a semana na sede do clube, no horário da noite (19:00 às 21:30).

Investimento: O curso tem as seguintes opções

1 – R$ 1.100,00 – Não associado, com o empréstimo de material; Clique aqui
2 – R$ 990,00 – Não associado, sem o empréstimo do material; Clique aqui
3 – R$ 900,00 – Associado, com empréstimo de material. Clique aqui
4 – R$ 800,00 – Associado, sem empréstimo de material. Clique aqui

Início: 28/02/2023
Término previsto em 30/04/2023

Maiores informações na página do Curso: 

Conquista do Pr. Inoã

RELATO DA CONQUISTA DA VIA PAREDÃO INOÂ – MARICÁ

 

Conquistar uma via no Monumento Natural Pedra de Inoã tem as suas dificuldades e recompensas. Por ter suas paredes irregulares, com muitas fendas, diedros, platôs, trechos negativos e muita vegetação, é difícil escolher uma linha. E foi durante a conquista da via Bernardo Collares Arantes, em meados de 2020, que surgiu o desafio de tentar conquistar uma via que atravessasse a maior extensão da parede voltada para Inoã, aquela que damos “de cara” quando chegamos em Maricá descendo a serrinha pela RJ vindo de Niterói.

Foto 1: Face noroeste do Monumento Natural Pedra de Inoã

 

Primeira dificuldade encontrada: não há trilha para a base! Foram três investidas de abertura de trilha, em junho de 2020, para se chegar na base, bem bonita por sinal. Só nesta etapa já temos muita história pra contar: espinhos, mosquitos, cobras, queda de bloco com pé preso… Se eu pudesse dar nome a esta trilha, a chamaria de “Trilha do Cipó”.

Ainda em junho, fomos eu, Michel Cipolatti, com Juratan Câmara e Zoé Caveari na primeira investida de parede. Conquistamos cerca de 90 metros de via, que variam entre 3° e 4° graus. Foram instaladas sete chapeletas Pingo e utilizadas três proteções móveis, já no 2° esticão.

Foto 2: Juratan Câmara na trilha

 

No mês seguinte, conquistamos mais 60 metros de via, com a instalação de quatro chapeletas e um móvel, passando por uma barriga que sugerimos ser um 5° grau.

Na terceira investida, já em outubro de 2020, conquistamos mais cerca de 60 metros de via passando por um diedro com boas colocações de proteções móveis. Foram instaladas três chapeletas na ascensão e mais uma durante o rapel para reduzir a exposição de um lance que ficou “meio perrengue”.

Foto 3: Zoé Caveari escalando, vista da terceira parada dupla

 

Neste trecho, a via se aproxima de uma “florestinha”, que fica no alto da parede, e ao redor, é repleta de bromélias. Na investida de novembro, com mais 60 metros de via e alguns lances em aderência, chegamos na misteriosa florestinha. Ela fica a cerca de 270 metros da base e tem árvores de grande porte. Impressionante!!!

Para acessar a primeira árvore, que serve de ancoragem e ponto de rapel até a parada dupla (foto 4), foi necessário aprimorar a técnica de “transposição de bromélias”, tentando não machucar a planta e não molhar os pés. Tentamos ao máximo contornar a vegetação, mas chegou uma hora que não conseguimos mais.

O ano de 2020 se foi e o projeto ficou adormecido por mais de um ano. Durante uma conversa com Leandro do Carmo e Luiz Avellar, numa reunião social no CNM, decidimos dar andamento à conquista. Quando contei a história do que já estava conquistado, eles caíram na armadilha. kkkk

Combinamos de ir no dia 16 de janeiro de 2022. Isso mesmo, no verão! Escalamos o trecho conquistado e chegamos na florestinha exaustos. O objetivo era explorar em busca de uma nova base para dar sequência à via, que ganhou uma trilha no meio da parede. Não é só bater grampo que dá trabalho não. Abrir trilha também tem suas dificuldades: escolher o caminho, levando em conta a direção desejada e os obstáculos pela frente, como espinhos e cipós. Sem contar os marimbondos que nos atacaram.

Foto 4: Michel Cipolatti, Leandro do Carmo e Luis Avellar na “florestinha”

 

Foi o maior perrengue. Para cima tem um grande buraco, com um teto que se vê da estrada, parecendo um olho. Tentei pela direita, mas achamos uma base de uma linha aparentemente muito difícil de conquistar em livre. Luis decidiu tentar pela esquerda e encontrou outra base, numa linha menos vertical. Batemos duas chapeletas até chegar em uma barriga e as forças acabaram. Rapel.

Tentamos combinar a próxima investida, mas perdemos algumas datas por causa das chuvas ou por outros compromissos, então tentei uma investida em solitário. Chegando mais uma vez na florestinha exausto, e dessa vez com câimbras, bati apenas uma chapeleta e a barriga estava muito difícil, o que causou a impressão de não ser uma boa linha, além de haver muita vegetação logo acima. Cheguei também à conclusão de que não dava para ir sozinho.

Combinamos eu e o Luis uma investida no dia 11 de dezembro de 2022. Entramos na trilha às 5:30, subimos na intenção de terminar a via e descer por trilha.

Foto 5: Luis Avellar escalando

 

Escalamos rápido e às 9:15 já estávamos na florestinha, possível P6. Mais uma vez, ficamos incomodados com a base encontrada naquela investida, e resolvemos explorar mais para a esquerda. Fomos por caminhos diferentes e chegamos juntos a uma outra base, desta vez na direção do “blocão” do Mirante que tem no cume. Perfeito! Era a minha intenção terminar a via lá, por já ter trilha de descida e por desconfiar de que encontraríamos uma chaminé, o que deixaria a via mais “completa”.

Abandonamos então as três últimas chapeletas e partimos para essa nova linha. Parecia ser fácil, mas deu trabalho, com muito regletinho e sem descanso. Sugerimos outro quinto grau pela sequência. Batidas quatro chapeletas, a via vai um pouco mais para a esquerda e vai ficando mais fácil até chegar no blocão após passar por mais bromélias. Que lugar lindo! Sombra, um banquinho de pedra e uma caverninha. Perfeito para o descanso e para apreciar a paisagem. Já foram 50 metros de via conquistados nesta data. Para cima um grande negativo. Então, ao contornar pela esquerda, mais uma surpresa: uma fenda maravilhosa para ser escalada “em chaminé”.

Foto 6: Michel Cipolatti conquistando a chaminé

 

A chaminé assusta, por ter blocos entalados que podem cair. Recomenda-se o participante fazer a segurança de fora da chaminé, preso em uma árvore, enquanto o guia avança por dentro da chaminé por cerca de 20 metros, com duas colocações de móveis, até encontrar uma boa saída, parecendo uma janela. A chaminé continua, mais estreita, mas a janela foi mais convidativa, onde preferi sair e instalar a última parada dupla da via.

Durante a subida, o Luis derrubou alguns blocos que estavam entalados na chaminé mas estavam soltos. Só não contava que ia soltar um monte de terra junto e ele ficou “empanado” de sujeira. A partir dali, a via vira uma escalaminhada de uns 50 metros com algumas bromélias no caminho até chegar no mirante. Chegamos no cume às 15 horas, exaustos e quase sem água, mas com o alívio de termos conseguido completar o desafio.

Foto 7: Michel Cipolatti e Luis Avellar no final da via

 

Descemos pela trilha, que é bem íngreme, leva cerca de 1 hora e meia descendo, e termina na estrada, porém, do outro lado da montanha. O resultado é uma nova via com uma grande diversidade de técnicas, como a escalada em agarras, em aderência, chaminé e o uso de equipamentos móveis. Fica, agora, a recompensa de entregar aos escaladores, no dia 11 de dezembro de 2022, mais uma bela e exigente via, toda conquistada em livre, e digna de receber o nome de “Paredão Inoã”.

 

Para acessar o croqui

Curso de Reciclagem de Escalada

O curso tem como finalidade revisar os procedimentos de segurança técnicos de escalada aplicados dentro do Curso Básico de Montanhismo – CBM ou Curso Básico de Escalada – CBE, tendo como público alvo os ex-alunos do CBM ou CBE que estejam afastados da escalada ou que se sintam inseguros com os procedimentos.

O objetivo é permitir aos alunos que se sintam seguros com os procedimentos de segurança de forma a minimizar o risco da atividade.

Duração: Total 5 aulas, sendo 2 na sede e 3 ao ar livre.

Turma limitada a 4 alunos.

Investimento do curso: R$ 300,00

Inscrições até 19/jan através do link do inscrição

Calendário: Previsão de início e término: 1/fev a 12/fev.