Relato da conquista da Via Bernardo Collares Arantes, no Monumento Natural Pedra de Inoã, Maricá – RJ

Por Michel Camacho Cipolatti

 

Há alguns anos eu carregava duas vontades que nunca havia colocado em prática: conquistar uma via e dar o nome em homenagem ao Bernardo, e; saber se alguém já tinha conquistado alguma via naquela aresta que me chamava atenção toda vez que eu passava pela estrada em Inoã.

E foi escalando a CEB 60 com a Hélida, sempre muito motivada para escalar, no dia 22 de fevereiro de 2020, que ao contar essa história eu escuto: “Bora chegar na base amanhã!”. E fomos no dia seguinte mesmo.

Depois de muita subida abrindo trilha e muitos espinhos, chegamos na base da aresta, e para nossa surpresa, não tinha nenhuma via! Começou então a conquista, sem nenhum projeto ou preparação. Começamos do zero. Compra de chapeletas… Juratan entrou para reforçar o time com a sua experiência… contato com a prefeitura, pois o local é uma Unidade de Conservação… equipamentos móveis e furadeira emprestados… parabolts do Miguel Monteza… e tudo pronto.

No sábado, dia 7 de março, conseguimos iniciar a escalada (desculpa pai, por não ter conseguido te dar um abraço no dia do seu aniversário). A idéia foi, desde o início, conquistar uma via limpa explorando ao máximo as proteções móveis, economizando nos furos e evitando a vegetação.

Mais uma vez, para a nossa surpresa, a parede se mostrou muito generosa, oferecendo boas agarras e muitas fendas. A via já começa com uma fenda, com boas proteções móveis. Lembro de ter chegado no primeiro platô, aos 10m de via, e o Juratan dizer: “Cabe uma chapeleta aí, hein!” Mas eu estava com um móvel perto do pé e “toquei para cima”. A primeira proteção fixa fica a 13m da base, e neste dia foram conquistados 30m de via, passando por um lance talvez de 5° grau, após a segunda chapeleta.

Uma semana depois voltamos para mais uma investida. Saindo do P1, encontramos uma sequência de pequenas fendas boas para colocação de móveis. Foram instaladas mais duas chapeletas até o P2. Mais uma vez, tocando para cima, mas desta vez com a Hélida fazendo a segue, que ficou orando kkk.

O traçado encontrado e indicado pela parede alterna entre sair da aresta para aproveitar as fendas existentes e voltar para a aresta para aproveitar o visual do diedro, com a vista para suas paredes negativas em toda sua extensão. E que visual! A cada investida a parede superava nossas expectativas.

Entraram para o time o Sérgio Magalhães, que foi em todas as demais investidas com sua raça, e o Bruno Moretto, que fez imagens incríveis com o drone. Na terceira investida foram conquistados mais 30m de via. Terceiro esticão todo em proteções móveis. Optamos por fazer esticões curtos, para não perdermos a comunicação entre guia e participante, e que coincidem com as duplas de rapel com uma corda de 60m.

Definido o P3 e… Perrengue!!! Ao tentar puxar a mochila com a furadeira, a mesma agarrou em um arbusto e não subia de jeito nenhum. Achei que fosse arrebentar a retinida de tanto puxar do platozinho do P3. Não soltava por nada! A solução foi descer a mochila de volta até o Magalhães, que soltou a retinida para eu poder recolher, e consegui jogar de volta em uma linha reta com a chave 14 de peso. Deu certo!

Passados mais cinco dias e estávamos nós de volta à parede para conquistar um dos lances mais bonitos da via: o lance da aresta! Logo após o P3, com ajuda do Magalhães que apontou um possível traçado passando pela aresta (enquanto eu estava buscando um caminho com muita vegetação) consegui vencer um trecho que alterna entre agarras e aresta, com a utilização de dois móveis. Porém, o lance ficou um pouco exposto demais e não é facil (eu não ia querer guiar aquele lance de novo rs) a ponto de colocamos uma chapeleta intermediária para reduzir o risco. Mais 30m de via e definido o P4.

A última investida antes de interrompermos por causa da pandemia foi a mais produtiva, com ascensão de 60m. O quinto esticão não apresenta grandes dificuldades e é protegido todo por móveis. Em seguida vem uma horizontal para a esquerda, que passa por cima do “grande negativo”. O final da horizontal também ganhou uma chapeleta na última investida para diminuir o grau de exposição. A chegada ao P6, talvez o crux da via, tem proteção fixa e boas colocações móveis.

Passados alguns meses sem voltarmos na via, decidimos terminar a conquista. O dia escolhido em que estávamos disponíveis eu e Sérgio Magalhães, e que não choveu, foi o dia 20 de dezembro de 2020. Marcamos 5 horas da manhã no início da trilha para não pegarmos muito sol, tendo em vista que a via fica voltada para o noroeste e pega sol à tarde. O objetivo era recolher as 3 cordas fixadas na parede, instalar as duas citadas chapeletas para reduzir o risco (pintadas de amarelo para diferenciar) e conquistar o trecho final, do P6 para cima, para acessar o mirante e descermos por trilha. Chama atenção a presença de blocos soltos a partir do P6. Sendo assim, quem optar pela descida por trilha deve escalar a chegada ao cume com bastante cautela, também em móvel.

A descida, conforme indicado no croqui, pode ser feita por rapel a partir do P6 com uma corda de 60m (todas as paradas são em chapeleta dupla) sendo o primeiro rapel em diagonal, ou por trilha a partir do mirante (cume). Não há proteção fixa no cume, para evitar que pessoas inexperientes montem rapel. A segurança do participante pode ser feita em arbustos ou palmeiras confiáveis.

Ao todo, a via tem cerca de 200m, foram instaladas 12 chapeletas durante a conquista (mais seis duplas), duas intermediárias para reduzir a exposição, e foram utilizadas 21 colocações de móveis.

Agradeço muito aos demais conquistadores, Magalhães, Juratan e Hélida, por me permitirem a realização deste trabalho, que acredito ser o maior feito da minha vida (depois dos meus filhos). Sem o apoio e a participação de vocês não seria possível. Não medimos esforços durante a conquista, pegamos sol, sentimos sede, muitas dores musculares, mas como disse o Juratan, a dedicação e o espírito de montanhista sempre prevaleceu. Conseguimos superar esse desafio. Ainda segundo o Jura, que conhece praticamente todas as vias da região, “é a mais bela conquista de Niterói e Maricá”. Eu não discordo. A parede é realmente impressionante pela sua formação e pelo visual.

Fico muito honrado em poder contribuir para o esporte, oferecendo mais uma opção de escalada com um requinte de adrenalina. Ainda, em conseguir homenagear meu amigo Bernardo, um grande escalador que deu sua vida para as montanhas, e que tanto contribuiu para o desenvolvimento do esporte, com suas conquistas, com a intensa participação na FEMERJ e nos Clubes, com a sua contagiante paixão pelas montanhas que certamente influenciou e ainda influencia muitos escaladores. Esta homenagem ainda é pouco para a grandeza do Bernardo e para o que ele representa para o montanhismo.

Fico com o sentimento de missão cumprida. Valeu cada momento de dificuldade e superação, cada esforço e dor sentida, cada minuto de desânimo, cada gota de suor deixada na montanha, pois “As Montanhas são uma espécie de Reino Mágico, onde por meio de algum encantamento, eu me sinto a pessoa mais feliz do mundo”. Bernardo Collares Arantes. Obrigado meu amigo!

Para acessar o croqui da via clique aqui

 

Dissertação sobre Impactos da Escalada em Vegetação de Afloramentos Rochosos (mais conhecidos como pedras, rochas, boulders ou, genericamente, como locais aonde nos divertimos!!)

Por Stephanie Maia

Em abril de 2015 defendi minha dissertação de mestrado sobre o tema que me apresentou ao montanhismo e foi a razão pela qual  comecei a escalar: o uso das rochas por escaladores e quais são os impactos das escalada na vegetação dos afloramentos rochosos. Depois de um estudo introdutório sobre o montanhismo carioca, seu histórico e instituições, percebi que, primeiro, era importante distinguir todas as nuances do que significava ser montanhista, conhecer bem o meu ‘objeto’ de estudo e, segundo, que para isso eu precisava vivenciar a experiência da montanha. Percebi que jamais seria levada a sério pela comunidade montanhista se falasse apenas de fora, se não compreendesse o que motiva uma pessoa a sair arriscando a própria vida por aí, ou no mínimo passando uns perrengues, quando poderia estar realizando atividades mais seguras e confortáveis. Enfim, acho que aqui todo mundo sabe do que estou falando, não é mesmo?!

Além dos impactos negativos que nossa atividade causa à vegetação de afloramentos rochosos, também discuti em meu estudo a importância que nós temos na proteção da natureza quando seguimos as diretrizes de mínimo impacto, respeitamos e trabalhamos junto com as instituições públicas responsáveis pela gestão das áreas protegidas e quando compartilhamos nosso conhecimento com aqueles que chegam, por vezes, tão afobados pela aventura que lhes escapam apenas o contemplar e respeitar o tempo da natureza.

Por fim, cinco anos depois de concluir o trabalho árduo de escrever uma dissertação e vencer os traumas desse período (pós-graduandos entenderão), venho agora compartilhar com vocês um pouco do que aprendi.

Recomendo a leitura aos interessados em história, botânica, unidades de conservação, escalada e montanhismo.

Boa leitura!

https://drive.google.com/file/d/1apOorXRKe5qGfy3vPcpMHiNJ63LWKHrm/view?usp=sharing

Para quem perdeu…

Olá pessoal!

Já está disponível no nosso canal no YouTube o vídeo com a palestra ministrada pelo biólogo e professor Jorge Antonio Lourenço Pontes, no dia 14 de dezembro de 2020, sobre poluição luminosa e seus impactos ao meio ambiente.

Vocês também podem clicar no link abaixo para acessar o PDF da apresentação, gentilmente cedida pelo Professor Jorge.

https://drive.google.com/file/d/15sARBsZHLAyFTQ18hckLpJhd3C9jLbck/view?usp=sharing

 

Projeto Montanha para Todos no CNM

Por Patrícia Gregory

O Projeto Montanha para Todos nasceu da história de vida de um casal de montanhistas que se viu desafiado, diante das sequelas de uma doença fisicamente incapacitante, a continuar na montanha em nome do amor. O desafio consistiu no cumprimento da promessa do marido, Guilherme, à sua mulher, Juliana, de que voltariam a todas as montanhas pelas quais já haviam passado. Foi projetada, então, a Julietti, cadeira de roda especialmente desenvolvida para proporcionar acessibilidade às trilhas das montanhas.

No final do ano de 2016, o Clube Niteroiense de Montanhismo (CNM) entrou em contato com esse Projeto. Como montanhistas, apaixonados por trilhas e montanhas, e sabendo o bem que faz esse contanto com a natureza, os membros do CNM aceitaram o desafio de comprar a ideia, e a cadeira, para que pudesse participar desse movimento, acreditando que ter o equipamento sob a guarda de um clube de montanistas, independente das burocracias que envolvem o uso de bens de órgãos públicos, fosse a melhor forma de levar acessibilidade a todos os lugares onde o desejo a quisesse levar. Finalmente, em 2017, depois de uma grande campanha de arrecadação de recursos, a Julietti 0006 chegou a Niterói. E desde então, várias pessoas com deficiência tiveram a oportunidade de fazer uma trilha e contemplar a vista do alto das montanhas!

No dia 21 de novembro foi ao ar, pelo Canal Brasil, uma entrevista que concedi à equipe do Programa Especial, um programa dedicado à inclusão de pessoas com deficiência, para falar sobre o projeto Montanha para Todos e como o desenvolvemos no CNM.

Confiram a entrevista no link abaixo:

 

Assembléia Geral

Olá Pessoal,

No dia 16 de novembro de 2020, ocorreu a Assembléia Geral Ordinária, na qual foi eleita a nova diretoria do clube, composta pelos membros eleitos:

Presidente: Stephanie Maia

Vice-presidente: Andressa Ferreira Lima

Tesoureiro: Luis Augusto Avellar Martins

 

Conselheiros Fiscais:

Alan Renê Marra Júnior

Fernando Antonio Marques da Silva

Vinícius Gomes Araújo

Suplente: Leandro Pestana de Souza

 

Membros nomeados que compõem as diretorias

Diretor Técnico: Leandro Gonçalves do Carmo

Diretora Social: Zoé Caveari

Diretora de Meio Ambiente: Alice Selles

 

III Seminário de Mínimo Impacto

III Seminário de Mínimo Impacto

O Clube Niteroiense de Montanhismo em parceria com o Parque Estadual da Serra da Tiririca têm a honra de convidá-los para o III Seminário de Mínimo Impacto, que ocorrerá no dia 22 de outubro de 2016, na E. M. Professor Dario de Souza Castello, Itaipu.

Considerando aspectos da diversidade biológica, este evento tem como proposta promover o debate a cerca do uso público por montanhistas e escaladores na Unidade e, como objetivos, trazer à luz conhecimentos científicos a cerca dos impactos dessas atividades, buscar consolidar o conceito ético de mínimo impacto, bem como a sua prática.

As inscrições já estão abertas aos sócios, clique aqui.

Aos não associados confirmem presença no evento Facebook.

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Algumas Características das Plantas sobre as Rochas

Publicado no Boletim CNM 2015-2

Por Katia Torres Ribeiro (adaptado por Stephanie Maia)

As plantas encontradas nos paredões podem ser rupícolas, quando crescem diretamente sobre a rocha, ou saxícolas, quando se localizam em pequenos platôs ou fendas com solo. Nessas situações, a água que chega escoa rapidamente e os nutrientes são escassos. Por isso, as plantas crescem bem devagar, e muitas têm adaptações especiais para lidar com a escassez de água, como é o caso dos cactos e bromélias formadoras de tanques, que armazenam água, ou das orquídeas e bromélias do gênero Tillandsia, que conseguem captar rapidamente a umidade das nuvens, ou ainda as velózias (canelas-de-ema) e capins-ressurreição, que toleram a dessecação violenta das folhas com posterior re-hidratação das mesmas folhas.

Não é fácil se fixar na rocha. Imaginem quantas sementes se perdem por secura ou enxurrada para que uma se fixe e, finalmente, cresça. Basta observar uma via inacabada na face S do Pão de Açúcar, o Paredão Universal, para constatá-lo: ela começou a ser conquistada na década de 60, mas depois foi abandonada e até hoje não apresenta sinal claro de recuperação da vegetação luxuriante que cobre esta face úmida da montanha.

É muito difícil para uma semente conseguir viajar de uma montanha para outra e, além disso, chegar a germinar. Talvez por isso haja tantas plantas que são específicas de uma ou de poucas montanhas adjacentes. Plantas em diferentes montanhas, quando não trocam sementes ou pólens, vão se tornando cada vez mais diferentes até que formam espécies distintas, e assim surgem os muitos casos de endemismo restrito (espécies só encontradas em uma única montanha).

Depois que algumas espécies mais tolerantes se fixam, começa a haver a interceptação de partículas de rocha, de húmus e detritos de plantas, e assim surge um protossolo, em que vão crescer outras plantas, como algumas gesneriáceas, bromélias e aráceas. Em geral, há primeiro a entrada de liquens e musgos, que crescem extremamente devagar (alguns liquens crescem apenas 1mm por ano!). Essas plantinhas minúsculas vão decompondo a rocha química e fisicamente, e vão juntando um pouco de solo embaixo de si, e assim também ajudam as sementes das outras espécies a se fixar. Estas então germinam e começam a crescer de forma bastante lenta também. Algumas delas crescem prostradas na rocha, e formam algo parecido com um tapete, que ajudam ainda mais a fixar partículas de solo, e mais e mais espécies conseguem se estabelecer ali. No entanto, muitas vezes esses extensos tapetes estão precariamente presos na rocha, quase que apenas aderidos, e sua retirada, bastante fácil, interrompe um processo de décadas ou mesmo de séculos de duração.

Em resumo, podemos dizer que essas espécies crescem devagar, têm dificuldade de estabelecimento (germinação + fixação) e, portanto, “investem” na longevidade. Estas plantas são, no mais das vezes, muito velhas! Ruy Alves, pesquisador do Museu Nacional do Rio de Janeiro, estimou a idade das canelas-de-ema (Vellozia candida) do Pão de Açúcar, no caminho do Costão e Paredão São Bento, em cerca de 150 anos, e em cerca de 500 anos as canelas-de-ema gigantes da Serra do Cipó.

Por que as montanhas têm plantas diferentes umas das outras?

Muitos fatores determinam quais plantas podem ser encontradas em uma certa montanha. Além do acaso e das chances das sementes terem chegado lá, as plantas são afetadas pelo regime de luz, pela rugosidade da rocha (tamanho dos cristais da rocha e forma de fragmentação), presença de fendas e outras concavidades, composição química da rocha e outros detalhes do relevo, além da presença de dispersores e polinizadores.

Também é bastante evidente o papel da insolação, da declividade e da umidade. A declividade, por exemplo, define bastante quais espécies podem ser encontradas, pois algumas delas só conseguem crescer em paredes verticais, enquanto outras dependem de um pouco de terra, e são mais comuns nas paredes menos inclinadas.Dessa forma, a vegetação sobre rocha do sudeste do Brasil e rica em endemismos, cada montanha ou conjunto de montanhas tem suas espécies particulares.

A fragilidade da vegetação
Essa vegetação sobreviveu relativamente bem até hoje, mas na verdade é extremamente frágil. A fragilidade tem dois componentes importantes: a facilidade para remover a vegetação (resistência) e o tempo que ela leva para se recuperar (resiliência). Para retirar a vegetação sobre rocha não são necessárias nem grandes ferramentas, nem tratores, nem fogo, como em uma floresta. Basta a habilidade de subir (ou descer…) na rocha e a força de algumas pessoas, ou mesmo a passagem freqüente de cordas para causar um grande estrago. Já o tempo para a vegetação se reconstituir por meios naturais ainda não foi estimado, mas é certamente muito longo. Em locais com muitas fendas a vegetação pode voltar ao que era antes em menos de 100 anos, mas em superfícies lisas os processos são mais lentos. A recuperação destas áreas é impressionantemente difícil e lenta, e no caso de se querer apressá-la, muito cara. O que é destruído agora tem de ser considerado como perda total, a não ser que sejam implementados programas intensivos de recuperação.

A velocidade com que novas vias vêm sendo estabelecidas ameaça a estabilidade da vegetação e mesmo a existência de muitas espécies, e é preciso lutar por normas de conduta que minimizem o impacto em vias novas ou já criadas, ao mesmo tempo em que se tenta determinar um patamar máximo de retirada de vegetação das paredes.

É mais fácil destruir e não se importar com plantas que parecem um simples mato. E o que é o mato? Pra maior parte das pessoas, é aquilo que vive em qualquer lugar, que cresce em abundância, que “dá como mato”. Decididamente este não é o caso das plantas sobre rocha, muitas delas assim tão pequenas e na verdade mais velhas que nossas bisavós, e que conhecemos tão pouco. É responsabilidade de todos nós poupar e ensinar os outros a proteger essa vegetação da nossa sempre crescente velocidade.

 

Fonte original: http://www.femerj.org/sobre-a-femerj/diretoria/departamento-de-meio-ambiente/150

Acesso em 20/05/2013