Na Estrada do Everest – Trekking no Himalaia, de Airton Ortiz

Na Estrada do Everest – Trekking no Himalaia, de Airton Ortiz

Na Estrada do Everest – Trekking no Himalaia, de Airton Ortiz.

Por Leandro do Carmo

livro_032O autor refaz, passo a passo, os 150 quilômetros de trilhas selvagens que levam até o acampamento-base, no sopé da montanha. Para isso, foram necessários dezessete dias, passados com muito frio, cansaço e perigos. Mas com recompensas à altura: o extraordinário contato com a cultura, a religiosidade e as lendas dos povos da mais alta cordilheira do mundo. Paralelamente à sua jornada, o autor resgata a história da conquista da montanha.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2016-2.

Lançamento do Guia de Trilhas do Parque Estadual da Serra da Tiririca – PESET

Lançamento do Guia de Trilhas do Parque Estadual da Serra da Tiririca – PESET

No dia 14 de junho de 2016, às 14:30hs no salão principal do ITACOATIARA PAMPO CLUBE, localizado na Avenida Beira mar n° 205, Itacoatiara, Niterói – RJ foi realizada a solenidade de lançamento do Guia de Trilhas do PESET.

Houve um coquetel e também a distribuição gratuita de exemplares para quem foi ao evento.

Parabenizamos o PESET por mais essa conquista para o Parque e para os montanhistas.

Guia de Trilhas do PESET

Guia de Trilhas do PESET

Escale Melhor e Com Mais Segurança, de Flávio Daflon e Cínthia Daflon

Escale Melhor e Com Mais Segurança, de Flávio Daflon e Cínthia Daflon

Escale Melhor e Com Mais Segurança, de Flávio Daflon e Cínthia Daflon.

Por Eny Hertz

livro_029A indicação deste livro é para complemento/reforço dos ensinamentos passados nas aulas do CBE. Em função da dinâmica das aulas algumas coisas ficam para depois e o livro mostra bem os procedimentos de técnica, segurança, finalidade e utilização dos equipamentos, etc.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2016-1.

Brasília – Paraty. Somando Pernas para Dividir Impressões, de Weimar Pettengill

Brasília – Paraty. Somando Pernas para Dividir Impressões, de Weimar Pettengill

Brasília – Paraty. Somando Pernas para Dividir Impressões, de Weimar Pettengill.

Por Lourdes Moreira

livro_030Um relato que mostra que deficiência nada é quando comparada com a determinação e companheirismo. Desafio, superação, dor, sofrimento, privações que Adauto Belli, cego, encontrou ao pedalar 1.700km entre Brasília e Paraty numa bicicleta tandem com Weimar Pettengill.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2016-1.

Super-Humanos, Como os Atletas Radicais Redefinem os Limites do Possível, de Steven Kotler

Super-Humanos, Como os Atletas Radicais Redefinem os Limites do Possível, de Steven Kotler

Super-Humanos, Como os Atletas Radicais Redefinem os Limites do Possível, de Steven Kotler.

Por Vinícius Araújo

livro_028Leitura interessante sobre como podemos utilizar a mente para potencializar a performance nas atividades de esportes outdoor e como isso pode impactar também na vida cotidiana. O autor apresenta um conceito de “fluxo”, no qual podemos definir como um estado mental que permite que pessoas comuns consigam redefinir os limites do possível. Afirma-se que não há uma diferença essencial entre um superatleta e uma pessoa comum, no entanto, o primeiro habituou-se a cultivar um estado de consciência capaz de ajudá-lo a acessar seu máximo potencial e fazê-lo aprender mais em menos tempo (que é o estado de “fluxo”). O autor se baseia no exemplo de diversos atletas de esportes de ação e aventura para comprovar a sua tese, incluindo algumas lendas do esporte, como o escalador Dean Potter. Ao construir uma ponte entre o extremo e o convencional, ele explica como esses atletas utilizam o estado de fluxo para realizar o inimaginável e como podemos aproveitar essas informações para acelerar radicalmente nosso próprio desempenho em qualquer área de atuação.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2015-4.

Botas de Caminhadas e suas garantias

Botas de Caminhadas e suas garantias

Publicado no Boletim CNM 2015-3

Já tive diversas botas, o que me garante a experiência de diversos defeitos de botas e, com isso, os contatos com o sistema de garantias de diversas delas.

Por que compramos botas e tênis de caminhadas caros? Beleza? Resistência? Conforto? Consumismo? Segurança? Garantia? Todas as alternativas anteriores?

Bom, falando por mim, gosto de equipamentos resistentes e confortáveis, que se desgastem naturalmente, mas, em caso de defeito (e não dano, que fique clara a diferença), que a empresa seja responsável pelo seu produto (leia-se, garantia).

No último ano ao que parece (talvez devido a crise, cambio do dólar, ou má vontade mesmo) reparei que o sistema de garantias apresentou mudanças … e com isso eu fui tomado de surpresa, e imagino eu algumas outras pessoas também.

Sempre fui informado, no passado, que defeitos de fábrica tinham garantia de um ano, que surpresa eu tive, atualmente, quando descobri que a Snake e Vento mudaram esse sistema!

A Snake segue a seguinte linha atualmente: se compras na loja, o lojista pode mandar para a fábrica (segundo ultimo informe) em até seis meses. Porém uma amiga recentemente quis adquirir uma usada, e mandou um e-mail para a fábrica, a resposta foi: “garantia por 3 meses contra defeitos e, neste período, o comprador deve se cadastrar no programa de garantia estendida e, com isso, a garantia passa a ser de 15 meses”. Logo, se você se distrai quanto a esse cadastro, lá se vão os 15 meses …

Em conversa com um vendedor de uma loja, via telefone, obtive as seguintes informações:

  • Snake, 6 meses para defeito de fabricação e, dependendo do dano, mandar pela loja (a garantia varia de modelo para modelo segundo ele);
  • Bull Terrier, 6 meses e contactar o sac (nunca me responderam, quando minha bota apresentou defeito);
  • Vento, garantia de seis meses (desde 23/07/2015);
  • Columbia, 6 meses, envio pela loja.

Não temos mais a garantia de um ano, e segundo o lojista, se compramos a bota usada, mesmo nova, temos que ter a nota fiscal para caso de defeito. Caso contrario, teríamos que nos esforçar para a fabricar fazer o reparo.

Logo, para adquirirmos um equipamento temos que ser, com toda a propriedade da palavra, chatos!

Quando estiverem na loja, não se omitam de perguntar ao vendedor sobre o produto que esta adquirindo e, se o mesmo não souber responder, fale com outro.

Perguntem do sistema de garantias sempre;

Se houve alguma troca deste modelo ou reclamações dos clientes (a bota Vento que adquiri, soube depois que foi recolhida do mercado pois estava apresentando falhas na vulcanização);

Guarde as notas fiscais;

Fotografe o defeito e envie as fotos do defeito imediatamente para o fabricante (sempre fale no e-mail que faz parte de um clube de montanhismo, acredite, isso faz diferença);

Duvidas quanto ao modelo a ser adquirido, pergunte em sua lista, afinal, os grupos de montanhismos não servem só para trocar experiência sobre montanhas, mas sobre equipamentos também;

Sejamos chatos sim quando adquirir um equipamento, tendo em vista que este equipamento nos acompanhará por um bom tempo, e então deve ser bom, e nos proporcionar conforto e segurança.

Informação sempre, e partilhar a informação também!

Noche Estrellada, de Izabel Suppé

Noche Estrellada, de Izabel Suppé

Noche Estrellada, de Izabel Suppé.

Por Leandro Collares

livro_026Isabel Suppé (http://www.isabelsuppe.com/) relata com delicada beleza como sobrevive a queda de 400 metros na Ala Esquerda do Condoriri. Gravemente ferida e plenamente consciente de sua situação na solidão gelada dos Andes bolivianos, o equivalente a uma sentença de morte. Perseguida pela hipotermia, hemorragia intensa, alucinações e desespero, decide assumir o compromisso com a vida. Passando dois dias e duas noites intermináveis rastejando sobre o gelo para obter ajuda para ela e seu companheiro Peter. Em 2011 seu livro foi finalista escolhido pela revista Desnivel.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2015-3.

Livre – A Jornada de Uma Mulher Em Busca do Recomeço, de Cheryl Strayed

Livre – A Jornada de Uma Mulher Em Busca do Recomeço, de Cheryl Strayed

Livre – A Jornada de Uma Mulher Em Busca do Recomeço, de Cheryl Strayed.

Por Eny Hertz

livro_025O que faz uma pessoa inexperiente trilhar sozinha 1.770 quilômetros da Pacific Crest Trail (PCT), umas das mais difíceis trilhas do planeta. Quase como um diário, este emocionante relato entrelaça passado e presente, com vários momentos que nos fazem querer se embrenhar na natureza.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2015-3.

Dissecando a Costura

Dissecando a Costura

Noutro dia, escalando com uns amigos, percebi que o guia utilizava as costuras montadas com as portas dos mosquetões opostos, resolvi pesquisar.

Comecemos pelo básico

Geralmente no Rio de Janeiro, uma via ao ser conquistada recebe proteções fixas (grampos ou chapeletas) ao longo da linha. Ao ser repetida a via, o guia coloca as costuras nestes grampos, ou seja elas são usadas para proteger o guia de uma queda rocha abaixo.

A costura é o conjunto composto de um fita fechada em anel e dois mosquetões sem trava.

O mosquetão com o gatilho reto é colocado na proteção, a fita deste lado deverá estar frouxa para não forçar movimentos neste mosquetão, evitando assim o “self-unclipping” do grampo, que é quando o mosquetão sai do grampo inadvertidamente. Pode ocorrer quando se clipa a corda de maneira errada, “de fora para dentro”, forçando a costura a se movimentar para cima. Ou quando se muda de direção acima da proteção.

O mosquetão com gatilho curvo, pode ter a fita mais justa, facilitando assim a colocação da corda, especialmente quando usamos uma fita expressa. Pode ter uma borrachinha, entretanto sua utilização em fitas de elos é muito perigosa, pois há o perigo, num momento crítico, da costura ser montada erradamente e de nada servir esta costura.

 

O “self-unclipping” da corda é quando a corda sai sozinha de dentro do mosquetão com uma queda do guia. Pode ocorrer quando o mosquetão está no mesmo lado da quedado guia. Ocorre mais nas vias esportivas e em tetos.

Caso não haja diferença de formato entre os mosquetões, escolha um para ficar somente na proteção. Isto é muito importante porque o mosquetão que fica na proteção sofre um desgaste forte, criando sulcos com quinas vivas, e se houver troca para uso com a corda, este mosquetão poderá cortar a mesma em caso de queda do guia.

O gatilho do mosquetão pode ser inteiriço ou de arame. A desvantagem do primeiro é que quando um guia cai, este mosquetão poderá abrir inadvertidamente e a corda sair dele. A vantagem do de arame, é a dissipação da energia de uma queda, não abrindo a porta. Além de não emperrar a porta quando estamos escalando na neve.

Qual comprimento escolher para as costuras?

Esta escolha depende da modalidade de escalada. Geralmente esportivas são linhas relativamente retas, onde podemos utilizar costuras expressas curtas (de 15 a 25 cm). Já em vias tradicionais, em grandes paredes, normalmente as vias são tortuosas, necessitando de costuras médias e longas para que a corda não forme um zigzag, deixando-a muito “pesada”.

Para a escolha do comprimento da costura, também devemos levar em consideração se o mosquetão da corda em caso de queda, não baterá numa quina da rocha, podendo abrir o mosquetão.

Como orientar uma costura?

Há entre os escaladores do Rio duas escolas para qual lado a porta do mosquetão da costura deverá ficar: direção da escalada ao sair da proteção ou de onde está a próxima proteção. Geralmente a proteção está ou num local que foi fácil para o conquitador instalá-la ou num local que realmente evitará o guia se machucar em caso de queda.

Alguns preferem proteger esta saída perigosa, colocando a porta do mosquetão para o outro lado.

Outros acreditam que cair na saída da proteção produzirá um loop de corda pequeno e com isto a possibilidade do unclipping é reduzido, mas cair perto da proteção seguinte, com muita corda para criar um grande loop, o unclipping é possível. Eles colocam a porta do mosquetão para o lado oposto da próxima proteção.

Como orientar? Você responde!

Como montar a costura?

Finalmente voltei à primeira questão: Colocar a porta de ambos mosquetões do mesmo lado ou em lados opostos?

Escrevo o que li na página da Undercling:

“Oito fabricantes recomendam o mesmo lado (incluindo Black Diamond, Petzl); três fabricantes recomendam lados opostos (incluindo Edelrid, Omega Pacifc) e três fabricantes (incluindo DMM, Mad Rock) recomendam ambas orientações…
O que vemos atualmente é a tendência das portas dos mosquetões ficarem do mesmo lado.”
Alguns alegam que num momento crítico os dois do mesmo lado facilitará a coloção do sistema. Mas creio que neste momento, sua memória muscular que entrará em ação.

Creio que é importante analisar se há ou não mudança de direção da linha, por exemplo, o guia saindo pela direita e mais acima vai para a esquerda pois a proteção está neste lado:

Com a porta do mosquetão da proteção colocado em relação ao lado da próxima proteção pode ser pressionado de tal forma que abrirá, ocorrendo o “self-unclipping”.

Com a porta do mosquetão colocado em relação à saída imediata pode ser pressionado na sua longitudinal, mas sem quebrar. Ou seja, não haverá “self-unclipping”.

Então, como montar? Você responde!

E que tal virar o mosquetão da corda? Deixando sua abertura para cima? Eliminaria a possibilidade do unclipping da corda, mesmo no lado da porta.

Fontes:

http://www.marski.org/artigos/121-artigos-tecnicos/488-uso-das-costuras-expressas-na-escalada-protecao-fixa-e-movel

https://www.petzl.com/GB/en/Sport#.VtibT-YjrIU

http://theundercling.com/carabiner-orientation-quickdraws-ways-carabiners-face/

http://www.rockandice.com/lates-news/how-to-properly-orient-a-carabiner-gate

https://www.youtube.com/watch?v=PPCAa6Xj0lo