Cabeça do Dragão – Parque Estadual dos Três Picos

Relatório de Atividade – Parque estadual de Três Picos

Cabeça do Dragão

Boletim CNM EDIÇÃO SET/2014

Dias 19 e 20 julho/2014

Com uma antecedência de 6 meses, foi marcada atividade do CNM no Parque Estadual de Três Picos, com o intento de integração dos membros do Clube, além de visitar a Unidade de Conservação.

Ao total, foram cerca de 20 pessoas na atividade,Andréa Rezende, Bruna Novaes, Denise Gonçalves, Eny Hertz, Carlos Penedo, Leandro Gonçalves, Leonardo Gonçalves, MARCELO SANT’ANA, Mariana Silva, Michael Patrick, PATRICIA GREGORY, Marina Gregory, Gabriel Gregory, Renato Vallejo, Rafael, Stephanie, Vinicius Araújo, Ellen Vogas, Laura Terra, João do Carmo, dentre outros.

Seguiu-se a logística de fazer a reserva antecipada, tendo como o ponto de encontro dos membros, em geral, o Abrigo do Tartari, um lugar acolhedor de boa conversa, pizza e cerveja (principalmente cerveja).

Alguns grupos foram na sexta-feira, dia 18 de julho, composto por Leonardo, Stephani e Mariana em um carro, Marcelo em outro (que merece a aprovação no quadro de etapas no quesito orientação, pois o mesmo chegou de noite e sozinho lá, sem nunca ter ido ao local), e Michael e Andrea em um terceiro.

O restante, saiu de Niterói as 05:30h para chegar as 08:00 h no local.

Uma vez no Abrigo, o grupo se dividiu em várias atividades, assim descritas:

3 equipes para a Caixa de Fósforos;
1 equipe para a Cabeça de Dragão;

Sendo que alguns participantes ficaram no abrigo, com a nova geração de montanhistas (as crianças).

As 09:00h o grupo que tinha o objetivo de alcanças a Cabeça de Dragão, acompanhado por uma das equipes que iriam para a Caixa de Fósforos, começou a caminhada.

O grupo que se dirigiu para Cabeça de Dragão era composto por Alex, Denise, Bruna, Rafael, Andréa, Renato Valejo, Patrícia, Gabriel e Marina (Gregori’s), Michael, Marcelo.

A trilha possui grau de dificuldade técnica baixo, sendo praticamente uma estrada até o Vale dos Deuses (exceto em seu trecho final, com elevado grau de exposição) e fácil orientação (embora má sinalização), tendo a duração de cerca de três horas a caminhada.

O topo possui ampla vista (360° graus) e se situa em campos rupestres, sendo uma belíssima caminhada! Um visual previlegiado, de onde conseguimos ver o abrigo, ao fundo do vale.

O retorno teve a duração de cerca de 2:30 h, sendo que tivemos o prazer de encontrar uma das equipes que estiveram na Caixa de Fósforos, formada por Leonardo, Mariana e Stephani, na descida.

Tivemos também o prazer de testemunhar uma nova técnica de escalada, baseada na informação prévia da via, vista de cima! Dois escaladores, que para evitar constrangimentos representarei por pseudônimos, sendo o primeiro Leandro Manuel e o segundo, Vinicius Joaquim …

Esta equipe foi escalar a Caixa de Fósforos, pela CABEÇA DE DRAGÃO!

Creio que a conversa deles, quase no topo da Cabeça do Dragão, assim transcorreu:

-Leandro Manuel: “Ora pois, esta caminhada estás a demorar não?”

– Vinicius Joaquim: “Verdade gajo, mas tenho certeza que é por aqui!”

– Leandro Manuel: “Joaquim, é incrível! Tem uma montanha no outro lado do vale, abaixo de nós, que é igualzinha a uma caixa de fósforos!”

– Vinicius Joaquim: “Verdade! Não é incrível ter duas montanhas com formato de caixa na mesma região? São os mistérios da natureza ora pois …”

Meu grupo encontrou o grupo de Manoel e Joaquim descendo a Cabeça de Dragão, depois de averiguar a melhor alternativa de escalar a Caixa de Fósforos … Não precisa muito para adivinhar que foi a ultima equipe a retornar …

A noite, o Tartari nos agraciou com um rodízio de pizza, regado com cervejas artezanais e, alem disso, tivemos o prazer da companhia de vários outros montanhistas que chegaram lá, durante a nossa ausência, dentre eles, o Delson e a Kika, da FEMERJ e um grupo da União de Escaladores de Jacarepaguá, além de outras pessoas.

Uma noite agradável de confraternização, que guardo com carinho na memória e coração.

Ao amanhecer, começam os preparativos de partida, as muitas despedidas, o café da manhã filado do pessoal das barracas, as brincadeiras, e um slakeline para todos rirem e relaxarem.

Foi um belo fim-de-semana …

Que venham outros!

Abraços a família CNM que participou da atividade e aos que não participaram, que fizeram muita falta.

 

O Caminho do Guerreiro da Rocha, de Arno Ilgner

O Caminho do Guerreiro da Rocha, de Arno Ilgner

O Caminho do Guerreiro da Rocha, de Arno Ilgner.

Por Eny Hertz

livro_011Excelentes dicas para esvaziarmos nossas mentes durante a escalada, aceitarmos novos aprendizados e melhorarmos nossa habilidade na rocha!

http://www.companhiadaescalada.com.br/pt/livros-de-montanhismo-escalada/ocaminho-do-guerreiro-darocha/

https://www.facebook.com/arno.ilgner

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2014-2.

Montanhismo Brasileiro: Paixão e Aventura, de Antônio Paulo Faria

Montanhismo Brasileiro: Paixão e Aventura, de Antônio Paulo Faria

Montanhismo Brasileiro: Paixão e Aventura, de Antônio Paulo Faria.

Por Leandro do Carmo

livro_012O livro fala sobre a evolução da escalada brasileira, dentro do contexto mundial. Ilustrada com histórias interessantes e algumas até inusitadas. Uma excelente leitura para quem quer conhecer mais a fundo o montanhismo brasileiro.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2014-2.

Sozinho no Polo Norte – Uma Aventura na Terra dos Esquimós, de Thomaz Brandolin

Sozinho no Polo Norte – Uma Aventura na Terra dos Esquimós, de Thomaz Brandolin

Sozinho no Polo Norte – Uma Aventura na Terra dos Esquimós, de Thomaz Brandolin.

Por Vinicius Araujo

livro_009O livro relata a preparação e a viagem de Thomaz e seu amigo cão Bruno ao polo norte da Terra, numa expedição solo. A história é contada como um diário de viagem com os detalhes do dia-a-dia, contando os problemas e as alegrias encontrados ao longo do caminho, mas a interação entre Thomaz e Bruno é um capitulo a parte e que emociona. Vale a pena ler o livro, pois a história te prende com o rumo que as coisas vão acontecendo.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2014-1.

Morte e Vida no K2, de Graham Bowley

Morte e Vida no K2, de Graham Bowley

Morte e Vida no K2, de Graham Bowley.

Por Vinicius Araujo

livro_007O autor relata a temporada de 2008 no K2, na qual várias expedições de diversos países se uniram num esforço conjunto de subir a montanha considerada por muitos como a mais difícil do mundo, mas que após uma sucessão de erros e fatalidades, 11 pessoas morreram num dos maiores desastres da história do montanhismo. A história é muito bem contada de uma forma que te faz prender ao livro, seja pela riqueza de informação dos montanhistas envolvidos na tragédia ou pelos momentos apreensivos ao longo do relato.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2014-1.

Em Busca da Alma de Meu Pai, de Jamling Tenzing Norgay com Broughton Coburn

Em Busca da Alma de Meu Pai, de Jamling Tenzing Norgay com Broughton Coburn

Em Busca da Alma de Meu Pai, de Jamling Tenzing Norgay com Broughton Coburn.

Por Vinicius Araujo

livro_008Uma boa leitura sobre uma ótica diferente da subida ao cume do Everest. O livro relata a tentativa do filho do primeiro homem (Sardar Tenzing Norgay) a chegar ao cume do ponto mais alto do mundo na temporada de 1996, na qual 19 pessoas morreram, numa visão sherpa de como subir o Everest.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2014-1.

Instalação e utilização correta das chapeletas

Instalação e utilização correta das chapeletas

Publicado no Boletim CNM Março/2014

Muito se pode falar dos diferentes tipos de proteção na escalada, suas variações, cuidados e peculiaridades. Por se tratar de um assunto vasto, neste artigo, me limitarei a falar somente das chapeletas.

Seja pelos elevados preços, pelas dificuldades em fixá-las ou mesmo pela cultura local, este tipo de proteção fixa ainda é pouco utilizado nas montanhas do Brasil. Por outro lado, já há algum tempo que são cada vez mais comuns em nossas paredes, em especial nas escaladas esportivas.

Com a presença cada vez mais frequente das “chapas”, também são mais frequentes os erros de instalação e uso destas proteções. Abaixo cito alguns dos pontos que devem ser observados.

Na instalação:

Alguns cuidado devem ser tomados logo na instalação.

  • Antes mesmo de iniciar a conquista precisamos observar o local e a rocha parta definir o tipo de proteção adequado. As chapeletas não devem ser utilizadas em ambientes salinos, assim como também não é aconselhado o uso em arenito ou quartzito.
  • Uma vez definida a utilização das chapeletas para a nova via, deve-se ter atenção à fixação (chumbadores). Dois tipos de chumbadores são encontrados, os tipo parabolt e os tipo UR (ou spit). Atualmente os UR’s não são mais utilizados na escalada, restando os parabolts para a colocação. Normalmente são utilizados os de 10mm (3/8”).
  • O ideal é que a chapeleta fique apoiada na parte lisa do parabolt após apertada a porca (sem que fique solta). Isso demanda um pouco de prática.
  • As arruelas são, em geral, as iniciadoras de ferrugem. É recomendado a utilização da arruela durante a expansão do parabolt (evitando arranhar a chapeleta), mas esta deve ser retirada para a colocação final.
  • Ao dar o aperto final, deve-se observar a posição da peça. O correto é que o parafuso esteja alinhado com a tração (parte inferior do olhal). Normalmente indicado na chapeleta.
  • Assim como os grampos, as chapeletas devem respeitas uma distância mínima de bordas ou de outras chapeletas de, no mínimo, 30cm.

No uso:

Não diferente dos grampos, devemos sempre observar a colocação e a condição das chapeletas antes de confiar 100% nelas. Além disto, outros cuidados devem ser respeitados em sua utilização.

  • Não é porque as chapeletas são fáceis de remover que elas podem ser removidas. Retirar chapeletas de uma via sem a autorização do conquistador (ou responsável) e sem avisar a comunidade escaladora, além de ser considerado roubo, pode gerar um grande problema pra quem escala a via e acredita que vai encontrar uma proteção acima.
  • Na montagem do rapel NUNCA passar a corda direto na chapeleta como é feito com os grampos (exceto na chapeleta dupla da bonier, própria para isso), isso pode danificar seriamente sua corda e colocar sua vida em risco. Prefira abandonar um cordelete (mínimo 5mm) que arriscar-se.
    • No caso de uma parada dupla (sem corrente ou elos), deve-se passar um cordelete por dentro dos dois olhais e fechá-lo com um pescador duplo. A partir daí equalizar e preparar uma parada convencional. Passar a corda pela parada.
    • Para o rapel em uma única chapeleta, passe um anel de cordelete pelo olhal e meie a corda nas duas alças do anel.
    • Confira este artigo que explica bem os procedimentos de rapel em chapeletas: http://www.marski.org/artigos/121-artigos-tecnicos/427-como-montar-um-rapel-em-chapeleta

Recomendo a leitura para mais informação:

Boas escaladas,

Leonardo Aranha