Trilhas esquecidas de Niterói

Trilhas esquecidas de Niterói

Publicado no Boletim CNM DEZ/2013

Devido ao bom trabalho realizado no Parque Estadual da Serra da Tiririca nos últimos anos, nos habituamos a apenas frequentar as bandas da Região Oceânica de Niterói, em busca de nosso refugio nas pedras e florestas.

Entretanto, devido à expansão urbana e a violência associasao-francisco-morro-da-viracao-3da, acabamos por “esquecer” que existem outras trilhas no município…

A trilha que leva ao topo do Morro do Santo Inácio, uma montanha com 375 metros de altitude e situado no bairro de São Francisco já foi à montanha mias frequentada de Niterói, até os anos 90, mas, devido aos fatores descritos acima, deixou de ser frequentada…

Verdade seja dita, na região do Morro do Santo Inácio, Parque da Cidade e arredores existem 9 trilhas tradicionais que caíram em desuso, fora vias de escalada (4 se não me engano).

No quesito escalada, o potencial de novas vias na face Norte do Morro do Santo Inácio é incrível! Por sinal, existe um acesso a essa parede, situado pela Rua Mário Joaquim Santana, número 204, entrando por uma escadaria de uma vila (que não tem portão) e, ao final da vila, o ultimo lote a esquerda não possui muro e fica direto na floresta. Deste ponto, uma caminhada de 150 metros é suficiente para chegar à parede, fica aí a dica meu povo! È a parede onde se localiza a via “Paredão Surpresa”.

Voltando as trilhas, temos a trilha tradicional para o Morro do Santo Inácio, que fica na Rua Manuel Duarte, em São Francisco. Esta rua até recentemente tinha um portão, que foi retirado, mas infelizmente o acesso à trilha está fechado por um portão e cerca eletrificada instalada por moradores.

A segunda opção para se chegar ao Moro do Santo Inácio é pelo Parque da Cidade, pela Estrada do Maceió. A partir do Posto da Guarda Municipal Ambiental, por um caminho de estrada e posteriormente trilha, é um caminho de cerca de 2 quilômetros para ir e 2 para voltar, de fácil orientação.

Do Parque da Cidade para Cafubá ou Piratininga, temos 4 trilhas, mas apenas uma está em condição plena de uso, que é acessada pela Estrada da Viração. Esta, tendo inicio também da Guarda Municipal, possui uma extensão aproximada de 3 quilômetros, terminando ao lado da AABB Piratininga (infelizmente na saída do futuro túnel Charitas X Cafubá).

Uma outra trilha que termina em Cafubá é a chamada de Trilha Colonial. Tem esse nome por ter, em seu caminho, a ruína de uma ponte da época do Brasil Colônia, em meio a Mata Atlântica. Mas esta está bem fechada, mas está sendo negociada junto a Prefeitura de Niterói a reabertura da mesma, possui apenas 1,1 quilômetros e sai no bairro do Cafubá.

Na área do Parque da Cidade existe uma série de trilhas curtas, usadas principalmente pelo pessoal de bikes, logo, seu uso te que ser com muito cuidado e atenção, enquanto não for demarcado o uso das mesmas.

Temos mais duas, de extensão mais considerável, que originalmente eram usadas após os grupos acessarem o Morro do Santo Inácio. A primeira é a travessia São FranciscoXJurujuba, com 8 quilômetros de extensão, que de iniciava na Rua Manuel Duarte, em São Francisco, dali se ia ao Morro do Santo Inácio, depois, ao Parque da Cidade, Estrada da Viração até o final da mesma (onde tem um mirante usado pelo povo do Voo Livre atualmente) que vira uma trilha que termina em um mirante (hoje a floresta fechou quase totalmente este mirante) e, a partir dali, se descia a montanha paralelo a cerca do Forte Rio Branco, terminando a trilha na ruína dos Jesuítas que existe entre a pedreira e o Forte Rio Branco (área particular que hoje proíbe o acesso), próximo ao Clube Naval.

E a variante que termina no Bairro Jardim Imbuí, em Piratininga, que também passa por outra ruína Jesuíta escondida na Mata Atlântica, esta, com 7 quilômetros de extensão.

Enfim, temos ainda muitas trilhas e vias de escalada (estas a serem conquistadas) mais próximas à região central de Niterói, inclusive um potencial Campo Escola bem no vale abaixo ao antigo Hotel Panorama, que alguns chamam de “Campo Escola da Viração”.

Montanhas não nos faltam… Quem se habilita a frequentá-las?

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O melhor nó para emendar as cordas no rapel

O melhor nó para emendar as cordas no rapel

Publicado no Boletim CNM 2013-4

Perto de completar a minha maior idade de escalada uma questão é sempre recorrente entre os parceiros de cordada. “Qual o melhor nó para emendar as cordas no rapel?”

Quando comecei a escalar (1996) aprendi que para unir as cordas para o rapel o nó recomendado era o pescador duplo. Essa questão começou a me atormentar quando pela primeira vez, em um manual, vi uma figura de um nó simples (ou azelha) sendo utilizado com este propósito. É comum encontrar em livros e manuais o nó simples como recomendação na junção de cordas pro rapel. Até pouco tempo não me sentia seguro para utilizar este nó, ainda mais com o nome adotado por muitos de Euro Death Knot.

Estudando a respeito do assunto, fica claro porque o este nó é tão utilizado na junção de cordas pro rapel. Em relação ao pescador duplo, ele é mais rápido de atar, gera menos atrito ao puxar a corda, menos propenso a agarrar em algum lugar ao recolher a corda, funciona em cordas de diâmetros diferentes e menos trabalhoso para desatar.

Isso tudo é muito legal, mas duas perguntas ainda permaneciam na minha cabeça. Por que ele é chamado de nó da morte? Seria o nó simples tão forte quanto o pescador duplo?

Lendo um pouco mais, a primeira pergunta foi logo respondida. O nó simples, quando feito sem as devidas recomendações e sob determinadas condições, pode rolar sobre ele mesmo e sair pela ponta da corda. Já a segunda pergunta só foi respondida quando li um estudo feito pela Black Diamond sobre estes nós. O estudo mostra que o nó simples é de 20 a 30% mais fraco que o pescador duplo, mas também mostra que é mais que o suficiente para as piores condições de encontradas em um rapel.

Finalmente sabia responder (pra mim mesmo) a velha questão, mas aquele nome (Death Knot) sempre ecoava em minha cabeça na hora de rapelar e eu acabava optando pelo, velho conhecido, pescador duplo. Foi em uma escalada recente que, pela primeira vez, sem saber rapelei em uma corda emendada com o nó simples.

Agora, além de saber todas as vantagens, de ter conhecimento de um estudo sério sobre sua resistência e de finalmente testar o nó simples para a junção de cordas no rapel, eu não quero saber de outra coisa.

Não diferente de qualquer outro nó, a eficiência do nó simples dependerá do quão bem feito ele será atado. As recomendações são:

  1. O nó não deve ficar “trepado”. As cordas não devem cruzar entre elas em nenhum momento, ficando sempre paralelas.
  2. Aperte bem o nó. Dê puxões firmes em cada corda em ambos os lados do nó.
  3. Deixe uma sobra de 30 a 40cm em cada ponta de corda.

Segue o link do estudo da Black Diamond: http://blackdiamondequipment.com/en/qc-lab-what-is-the-best-rappel-knot.html

Boas escaladas,

Leonardo Aranha

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Um Sonho Chamado K2 – A Conquista Brasileira da Montanha da Morte, de Waldemar Niclewitz

Um Sonho Chamado K2 – A Conquista Brasileira da Montanha da Morte, de Waldemar Niclewitz

Um Sonho Chamado K2 – A Conquista Brasileira da Montanha da Morte, de Waldemar Niclewitz.

Por Leandro do Carmo

livro_005O livro foi muito bem escrito e estruturado. Uma leitura agradável e que prende a atenção. Sem dúvidas o Waldemar é um dos grandes nomes do montanhismo brasileiro. Subir o K2 sem oxigênio não é para qualquer um. Os relatos são muito precisos e por vezes me vi dentro da expedição! Foram três tentativas para superar a Montanha das Montanhas, mas nem por isso se tornou repetitivo. Cada dia é um dia no K2.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2013-4.

 

Dividir e Conquistar – Manual de Abertura de Vias de Escalada, de Alex Ribeiro

Dividir e Conquistar – Manual de Abertura de Vias de Escalada, de Alex Ribeiro

Dividir e Conquistar – Manual de Abertura de Vias de Escalada, de Alex Ribeiro.

Por Leandro do Carmo

livro_006É um manual de abertura de vias de escalada. Está na sua segunda edição, traz 139 páginas (43 a mais que a 1ª edição), com diversas fotos e ilustrações sobre as técnicas usadas na abertura de vias. Existe muito pouca literatura sobre o assunto. Esse livro vem para preencher essa lacuna. Boa leitura para quem quer iniciar no mundo das conquistas, que é outro tipo de escalada, muito mais comprometedora.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2013-4.

Climbing Self Rescue: Improvising Solutions for Serious Situation, de Andy Tyson

Climbing Self Rescue: Improvising Solutions for Serious Situation, de Andy Tyson

Climbing Self Rescue: Improvising Solutions for Serious Situation, de Andy Tyson.

Por Carlos Penedo

livro_003Livro de leitura obrigatória para quem se aventura pelas montanhas. Com várias fotos ao longo do livro, o autor descreve diferentes cenários que podem acontecer numa escalada e ensina o que fazer em cada situação.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2013-3.

Como Vestir-se em Locais Frios

Como Vestir-se em Locais Frios

Publicado no Boletim CNM JUN/2013

Para as atividades de montanha e esportes ao ar livre, o ideal é vestir-se de maneira correta e mais versátil possível. Em climas frios, necessitamos proteger o corpo contra o frio, vento, umidade e outras intempéries. A melhor maneira de se vestir para atividades ao ar livre é o sistema de camadas. A arte é o de encontrar uma boa mistura entre as diferentes camadas que compõem este tipo conjunto protetor.

Basicamente, existem três principais camadas, mas poderá aumentar para cinco ou até seis, dependendo do tipo de atividade e ou clima de onde será utilizada. Com o grande avanço tecnológico dos tecidos, existe no mercado uma grande gama de produtos, mas tentaremos simplificar ao máximo as possíveis combinações.

1ª CAMADA – ROUPA INTERIOR (SEGUNDA PELE) – UNDERWEAR E BASE LAYER

primeira-camada

É a camada que estará em contato com a pele, cuja função é transferir a umidade do suor pra fora, mantendo o corpo o mais seco possível. Esta capa deve ser de tecido de rápida secagem. Os materiais mais utilizados são o polipropileno e poliéster. Os mais avançados utilizam o sistema e Power Dry® (Polartec).

Base Layer – Drenar o suor e manter a pele seca, tem a função de regular e manter a temperatura corporal;

Underwear Polar – Além de drenar o suor e manter a pele seca, ajudam a aquecer o corpo.

2ª CAMADA – ROUPA INTERMEDIÁRIA – POLAR

segunda-camada

Esta segunda camada é a responsável de manter o calor corporal. Existem vários tipos de tecido. O mais comum é o fleece, que também é chamado de pile. Atualmente é possível encontrar uma grande variedade de tecidos e composições, que entre si, são altamente diferentes no quesito aquecimento e resistência a vento.

3ª CAMADA – CAPA EXTERNA IMPERMEÁVEL – ANORAK

terceira-camada

A terceira camada impermeável ou camada externa, serve para proteger contra o vento e água. Existem vários tipos de materiais, composições e tipos de shell (composição da camada externa de tecido do conjunto do anorak). O anorak é a peça chave de todo conjunto. Não adianta economizar na compra. É muito importante ficar atento a qual tipo de membrana é utilizado no modelo escolhido.

EM CASOS DE FRIO EXTREMO

Em casos excepcionais de frio extremo (-10ºc pra baixo) pode-se utilizar um casaco com isolamento de fibra ou pluma de ganso. Em general pode-se dizer que um casaco de pluma é mais conveniente para expedições de inverno a locais muito frios e secos, mas para uso geral, é mais recomendável um casaco de fibra sintética.

Considerações finais:

  • As peças acima citadas, não são somente para a parte superior do corpo (tórax), o sistema de combinação de camadas para as pernas é o mesmo sistema utilizado no tórax. Não esquecer dos pés, que devem ter cuidados especial, pois são pontos de troca de calor;
  • Em atividade física, o indivíduo poderá alternar e retirar ou não alguma das camadas, pois quando estamos em atividade, o corpo pode sobreaquecer e será preciso maior eliminação de vapor de suor. Então… Se começar a suar muito, melhor ir retirando as camadas superiores até regular melhor a temperatura corporal;
  • A tecnologia dos tecidos deve ser levada em conta pra escolha de gorros, cachecóis e luvas, mas não necessariamente será preciso a combinação de camadas para essas peças, tendo em vista que muitos desses equipamentos, são vendidos completamente prontos para uso solo (sem necessidade de complementos);
  • Apesar de no Brasil não termos casos de congelamento de extremidades como nos Andes, vale a pena utilizar as 3 camadas para regiões frias como Itatiaia, Caparaó e mesmo na Serra dos Órgãos no inverno, que para um carioca são bem frias!. Uma noite mal dormida é muito desgastante.

Fonte: http://www.mochileiros.com/como-vestir-se-em-locais-frios-sistema-de-camadas-anorak-fleece-underwear-t32962.html

Acesso às Montanhas Fluminense

Acesso às Montanhas Fluminense

Publicado no Boletim CNM MAR/2013

O município conta, de forma resumida, com três serras principais: a Serra da Tiririca, os morros do Jacaré, Cantagalo e Serra do Malheiro e o Complexo dos morros da Viração, Santo Inácio e Sapezal.

Com estas três serras e as outras formações menores, o Município possui um potencial enorme para o porte de aventura, com visuais incríveis e formações interessantíssimas, mas infelizmente, apesar do potencial, hoje o montanhismo está quase que restrito a Serra da Tiririca.

O motivo é simples e trágico, sendo simplesmente a ingerência sobre nossas áreas verdes.

A Serra da Tiririca, com a criação do Parque Estadual de Serra da Tiririca, contou com a proteção do Estado, que permitiu que esta área continuasse segura quanto à violência urbana, e que o acesso a para a maioria de suas trilhas e paredes não fosse cercada por muros e casas, embora mesmo assim tenhamos tido perdas, são elas:

  • Trilha do Alto do Mourão via o Recanto de Itaipuaçú (fechada pelo condomínio Ubá Pedra do Elefante);

No Morro das Andorinhas, houve duas perdas:

  • Trilha da praia de Itaipu para o Morro das Andorinhas (fechada na década de 90 por uma construção ilegal);
  • Trilha da Praia de Itacoatiara para o Morro das Andorinhas, com o fechamento da Rua das Orquídeas (anos 80) e construção do Condomínio Village Itacoatiara (anos 90).

Já os morros do Cantagalo, Jacaré e Serra do Malheiro, tiveram grande redução de sua cobertura florestal, mas o acesso em si à suas trilhas não foi cerceado diretamente, exceto pelo fato que o crescimento da Favela do Cantagalo trouxe violência à região e com isso, houve alguns assaltos a pessoas que acessaram o Morro do Cantagalo. Por consequência, o ponto culminante dessa serra, com 405 metros de altitude, deixou de ser frequentado por montanhistas e escaladores. Mas atualmente, com a anexação dessa região ao Parque Estadual da Serra da Tiririca, podemos ter esperanças de ver essa região acessível novamente.

Os morros do Santo Inácio, Viração e Sapezal são o caso mais grave, pois não estão protegidos por leis específicas, tendo ocorrido desmatamentos pelas suas bordas e um aumento exponencial da violência contra frequentadores da montanha (assaltos à mão armada). Neste complexo, tivemos as maiores perdas de acesso, que são:

  • Acesso à trilha tradicional ao Morro do Santo Inácio via Rua Manuel Duarte, em São Francisco (a rua foi fechada por moradores e o final desta foi cercado por uma cerca eletrificada, devido à violência urbana);
  • Três trilhas que davam acesso de São Francisco ao bairro de Piratininga e Cafubá (construções de casa nas saídas);
  • A travessia São Francisco X Jurujuba;
  • Acesso à face norte do Morro do Santo Inácio, às vias de escalada ali existente e ao enorme potencial de conquistas de vias nesta parede de 250 metros de comprimento (construções de casas em praticamente todos os terrenos da Rua Mário Joaquim Santana, embora recentemente descobrisse um acesso por uma vila, ao fim dessa rua, a essa parede);
  • Acesso à parede sul/sudeste do morro do Santo Inácio, que hoje se encontra cercada pela favela do Maceió.

Em áreas fora destas serras, é possível a prática de esportes de montanha, como a região da Praia do Sossego, com ótimos bolders e o final da prainha de Piratininga, com um bom potencial para bolders, embora quase que inexplorado.

Tivemos também a criação e perda com o campo-escola do Centro, próximo à prefeitura nova (Rua São Pedro), criado no fim dos anos 90 com três vias, mas onde a prefeitura no inicio de 2000 fez uma construção e colocou grades lá, inviabilizando o uso da mesma.

Um outro local que temos uma certa dificuldade de acesso é o Morro do Morcego. Para acessar a Face Sul, temos que pedir permissão para entrar por uma casa, e dependemos do bom humor do morador, que se começarmos a aumentar a frequência, ele nega a entrada e somos obrigados pegar um grande vara mato a partir da praia de Adão. Na Face Norte, temos grande dificuldade se quisermos chegar por mar, houve casos em que um escalador foi ameaçado enquanto trabalhava na abertura de uma via, ficando impossibilitado de voltar, visto que foram soltos cachorros para impedir que ele retornasse.

De forma geral, infelizmente, as áreas que não se encontram protegidas sobre legislação ambiental específica (Unidades de Conservação) foram as que mais perderam sua cobertura florestal, e foram onde mais perdemos acesso às florestas e rochas.

O município, em suas gestões anteriores, não salvaguardou as florestas e os acessos às mesmas, em verdade, tratou-as como áreas para futuras construções, e não áreas para se preservar os ecossistemas, o lazer e o modo de vida dos frequentadores destas regiões niteroienses.

Salvo a região do Parque Estadual da Serra da Tiririca, as outras serras fluminenses se encontram em uma situação crítica, porém, reversível nos quesitos proteção e acesso.

Vamos torcer (e pressionar!) para que a gestão atual da Prefeitura de Niterói possa salvaguardar nossas belas montanhas.