Morte e Vida no K2, de Graham Bowley

Morte e Vida no K2, de Graham Bowley

Morte e Vida no K2, de Graham Bowley.

Por Vinicius Araujo

livro_007O autor relata a temporada de 2008 no K2, na qual várias expedições de diversos países se uniram num esforço conjunto de subir a montanha considerada por muitos como a mais difícil do mundo, mas que após uma sucessão de erros e fatalidades, 11 pessoas morreram num dos maiores desastres da história do montanhismo. A história é muito bem contada de uma forma que te faz prender ao livro, seja pela riqueza de informação dos montanhistas envolvidos na tragédia ou pelos momentos apreensivos ao longo do relato.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2014-1.

Em Busca da Alma de Meu Pai, de Jamling Tenzing Norgay com Broughton Coburn

Em Busca da Alma de Meu Pai, de Jamling Tenzing Norgay com Broughton Coburn

Em Busca da Alma de Meu Pai, de Jamling Tenzing Norgay com Broughton Coburn.

Por Vinicius Araujo

livro_008Uma boa leitura sobre uma ótica diferente da subida ao cume do Everest. O livro relata a tentativa do filho do primeiro homem (Sardar Tenzing Norgay) a chegar ao cume do ponto mais alto do mundo na temporada de 1996, na qual 19 pessoas morreram, numa visão sherpa de como subir o Everest.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2014-1.

Instalação e utilização correta das chapeletas

Instalação e utilização correta das chapeletas

Publicado no Boletim CNM Março/2014

Muito se pode falar dos diferentes tipos de proteção na escalada, suas variações, cuidados e peculiaridades. Por se tratar de um assunto vasto, neste artigo, me limitarei a falar somente das chapeletas.

Seja pelos elevados preços, pelas dificuldades em fixá-las ou mesmo pela cultura local, este tipo de proteção fixa ainda é pouco utilizado nas montanhas do Brasil. Por outro lado, já há algum tempo que são cada vez mais comuns em nossas paredes, em especial nas escaladas esportivas.

Com a presença cada vez mais frequente das “chapas”, também são mais frequentes os erros de instalação e uso destas proteções. Abaixo cito alguns dos pontos que devem ser observados.

Na instalação:

Alguns cuidado devem ser tomados logo na instalação.

  • Antes mesmo de iniciar a conquista precisamos observar o local e a rocha parta definir o tipo de proteção adequado. As chapeletas não devem ser utilizadas em ambientes salinos, assim como também não é aconselhado o uso em arenito ou quartzito.
  • Uma vez definida a utilização das chapeletas para a nova via, deve-se ter atenção à fixação (chumbadores). Dois tipos de chumbadores são encontrados, os tipo parabolt e os tipo UR (ou spit). Atualmente os UR’s não são mais utilizados na escalada, restando os parabolts para a colocação. Normalmente são utilizados os de 10mm (3/8”).
  • O ideal é que a chapeleta fique apoiada na parte lisa do parabolt após apertada a porca (sem que fique solta). Isso demanda um pouco de prática.
  • As arruelas são, em geral, as iniciadoras de ferrugem. É recomendado a utilização da arruela durante a expansão do parabolt (evitando arranhar a chapeleta), mas esta deve ser retirada para a colocação final.
  • Ao dar o aperto final, deve-se observar a posição da peça. O correto é que o parafuso esteja alinhado com a tração (parte inferior do olhal). Normalmente indicado na chapeleta.
  • Assim como os grampos, as chapeletas devem respeitas uma distância mínima de bordas ou de outras chapeletas de, no mínimo, 30cm.

No uso:

Não diferente dos grampos, devemos sempre observar a colocação e a condição das chapeletas antes de confiar 100% nelas. Além disto, outros cuidados devem ser respeitados em sua utilização.

  • Não é porque as chapeletas são fáceis de remover que elas podem ser removidas. Retirar chapeletas de uma via sem a autorização do conquistador (ou responsável) e sem avisar a comunidade escaladora, além de ser considerado roubo, pode gerar um grande problema pra quem escala a via e acredita que vai encontrar uma proteção acima.
  • Na montagem do rapel NUNCA passar a corda direto na chapeleta como é feito com os grampos (exceto na chapeleta dupla da bonier, própria para isso), isso pode danificar seriamente sua corda e colocar sua vida em risco. Prefira abandonar um cordelete (mínimo 5mm) que arriscar-se.
    • No caso de uma parada dupla (sem corrente ou elos), deve-se passar um cordelete por dentro dos dois olhais e fechá-lo com um pescador duplo. A partir daí equalizar e preparar uma parada convencional. Passar a corda pela parada.
    • Para o rapel em uma única chapeleta, passe um anel de cordelete pelo olhal e meie a corda nas duas alças do anel.
    • Confira este artigo que explica bem os procedimentos de rapel em chapeletas: http://www.marski.org/artigos/121-artigos-tecnicos/427-como-montar-um-rapel-em-chapeleta

Recomendo a leitura para mais informação:

Boas escaladas,

Leonardo Aranha

Trilhas esquecidas de Niterói

Trilhas esquecidas de Niterói

Publicado no Boletim CNM DEZ/2013

Devido ao bom trabalho realizado no Parque Estadual da Serra da Tiririca nos últimos anos, nos habituamos a apenas frequentar as bandas da Região Oceânica de Niterói, em busca de nosso refugio nas pedras e florestas.

Entretanto, devido à expansão urbana e a violência associasao-francisco-morro-da-viracao-3da, acabamos por “esquecer” que existem outras trilhas no município…

A trilha que leva ao topo do Morro do Santo Inácio, uma montanha com 375 metros de altitude e situado no bairro de São Francisco já foi à montanha mias frequentada de Niterói, até os anos 90, mas, devido aos fatores descritos acima, deixou de ser frequentada…

Verdade seja dita, na região do Morro do Santo Inácio, Parque da Cidade e arredores existem 9 trilhas tradicionais que caíram em desuso, fora vias de escalada (4 se não me engano).

No quesito escalada, o potencial de novas vias na face Norte do Morro do Santo Inácio é incrível! Por sinal, existe um acesso a essa parede, situado pela Rua Mário Joaquim Santana, número 204, entrando por uma escadaria de uma vila (que não tem portão) e, ao final da vila, o ultimo lote a esquerda não possui muro e fica direto na floresta. Deste ponto, uma caminhada de 150 metros é suficiente para chegar à parede, fica aí a dica meu povo! È a parede onde se localiza a via “Paredão Surpresa”.

Voltando as trilhas, temos a trilha tradicional para o Morro do Santo Inácio, que fica na Rua Manuel Duarte, em São Francisco. Esta rua até recentemente tinha um portão, que foi retirado, mas infelizmente o acesso à trilha está fechado por um portão e cerca eletrificada instalada por moradores.

A segunda opção para se chegar ao Moro do Santo Inácio é pelo Parque da Cidade, pela Estrada do Maceió. A partir do Posto da Guarda Municipal Ambiental, por um caminho de estrada e posteriormente trilha, é um caminho de cerca de 2 quilômetros para ir e 2 para voltar, de fácil orientação.

Do Parque da Cidade para Cafubá ou Piratininga, temos 4 trilhas, mas apenas uma está em condição plena de uso, que é acessada pela Estrada da Viração. Esta, tendo inicio também da Guarda Municipal, possui uma extensão aproximada de 3 quilômetros, terminando ao lado da AABB Piratininga (infelizmente na saída do futuro túnel Charitas X Cafubá).

Uma outra trilha que termina em Cafubá é a chamada de Trilha Colonial. Tem esse nome por ter, em seu caminho, a ruína de uma ponte da época do Brasil Colônia, em meio a Mata Atlântica. Mas esta está bem fechada, mas está sendo negociada junto a Prefeitura de Niterói a reabertura da mesma, possui apenas 1,1 quilômetros e sai no bairro do Cafubá.

Na área do Parque da Cidade existe uma série de trilhas curtas, usadas principalmente pelo pessoal de bikes, logo, seu uso te que ser com muito cuidado e atenção, enquanto não for demarcado o uso das mesmas.

Temos mais duas, de extensão mais considerável, que originalmente eram usadas após os grupos acessarem o Morro do Santo Inácio. A primeira é a travessia São FranciscoXJurujuba, com 8 quilômetros de extensão, que de iniciava na Rua Manuel Duarte, em São Francisco, dali se ia ao Morro do Santo Inácio, depois, ao Parque da Cidade, Estrada da Viração até o final da mesma (onde tem um mirante usado pelo povo do Voo Livre atualmente) que vira uma trilha que termina em um mirante (hoje a floresta fechou quase totalmente este mirante) e, a partir dali, se descia a montanha paralelo a cerca do Forte Rio Branco, terminando a trilha na ruína dos Jesuítas que existe entre a pedreira e o Forte Rio Branco (área particular que hoje proíbe o acesso), próximo ao Clube Naval.

E a variante que termina no Bairro Jardim Imbuí, em Piratininga, que também passa por outra ruína Jesuíta escondida na Mata Atlântica, esta, com 7 quilômetros de extensão.

Enfim, temos ainda muitas trilhas e vias de escalada (estas a serem conquistadas) mais próximas à região central de Niterói, inclusive um potencial Campo Escola bem no vale abaixo ao antigo Hotel Panorama, que alguns chamam de “Campo Escola da Viração”.

Montanhas não nos faltam… Quem se habilita a frequentá-las?

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O melhor nó para emendar as cordas no rapel

O melhor nó para emendar as cordas no rapel

Publicado no Boletim CNM 2013-4

Perto de completar a minha maior idade de escalada uma questão é sempre recorrente entre os parceiros de cordada. “Qual o melhor nó para emendar as cordas no rapel?”

Quando comecei a escalar (1996) aprendi que para unir as cordas para o rapel o nó recomendado era o pescador duplo. Essa questão começou a me atormentar quando pela primeira vez, em um manual, vi uma figura de um nó simples (ou azelha) sendo utilizado com este propósito. É comum encontrar em livros e manuais o nó simples como recomendação na junção de cordas pro rapel. Até pouco tempo não me sentia seguro para utilizar este nó, ainda mais com o nome adotado por muitos de Euro Death Knot.

Estudando a respeito do assunto, fica claro porque o este nó é tão utilizado na junção de cordas pro rapel. Em relação ao pescador duplo, ele é mais rápido de atar, gera menos atrito ao puxar a corda, menos propenso a agarrar em algum lugar ao recolher a corda, funciona em cordas de diâmetros diferentes e menos trabalhoso para desatar.

Isso tudo é muito legal, mas duas perguntas ainda permaneciam na minha cabeça. Por que ele é chamado de nó da morte? Seria o nó simples tão forte quanto o pescador duplo?

Lendo um pouco mais, a primeira pergunta foi logo respondida. O nó simples, quando feito sem as devidas recomendações e sob determinadas condições, pode rolar sobre ele mesmo e sair pela ponta da corda. Já a segunda pergunta só foi respondida quando li um estudo feito pela Black Diamond sobre estes nós. O estudo mostra que o nó simples é de 20 a 30% mais fraco que o pescador duplo, mas também mostra que é mais que o suficiente para as piores condições de encontradas em um rapel.

Finalmente sabia responder (pra mim mesmo) a velha questão, mas aquele nome (Death Knot) sempre ecoava em minha cabeça na hora de rapelar e eu acabava optando pelo, velho conhecido, pescador duplo. Foi em uma escalada recente que, pela primeira vez, sem saber rapelei em uma corda emendada com o nó simples.

Agora, além de saber todas as vantagens, de ter conhecimento de um estudo sério sobre sua resistência e de finalmente testar o nó simples para a junção de cordas no rapel, eu não quero saber de outra coisa.

Não diferente de qualquer outro nó, a eficiência do nó simples dependerá do quão bem feito ele será atado. As recomendações são:

  1. O nó não deve ficar “trepado”. As cordas não devem cruzar entre elas em nenhum momento, ficando sempre paralelas.
  2. Aperte bem o nó. Dê puxões firmes em cada corda em ambos os lados do nó.
  3. Deixe uma sobra de 30 a 40cm em cada ponta de corda.

Segue o link do estudo da Black Diamond: http://blackdiamondequipment.com/en/qc-lab-what-is-the-best-rappel-knot.html

Boas escaladas,

Leonardo Aranha

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Um Sonho Chamado K2 – A Conquista Brasileira da Montanha da Morte, de Waldemar Niclewitz

Um Sonho Chamado K2 – A Conquista Brasileira da Montanha da Morte, de Waldemar Niclewitz

Um Sonho Chamado K2 – A Conquista Brasileira da Montanha da Morte, de Waldemar Niclewitz.

Por Leandro do Carmo

livro_005O livro foi muito bem escrito e estruturado. Uma leitura agradável e que prende a atenção. Sem dúvidas o Waldemar é um dos grandes nomes do montanhismo brasileiro. Subir o K2 sem oxigênio não é para qualquer um. Os relatos são muito precisos e por vezes me vi dentro da expedição! Foram três tentativas para superar a Montanha das Montanhas, mas nem por isso se tornou repetitivo. Cada dia é um dia no K2.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2013-4.

 

Dividir e Conquistar – Manual de Abertura de Vias de Escalada, de Alex Ribeiro

Dividir e Conquistar – Manual de Abertura de Vias de Escalada, de Alex Ribeiro

Dividir e Conquistar – Manual de Abertura de Vias de Escalada, de Alex Ribeiro.

Por Leandro do Carmo

livro_006É um manual de abertura de vias de escalada. Está na sua segunda edição, traz 139 páginas (43 a mais que a 1ª edição), com diversas fotos e ilustrações sobre as técnicas usadas na abertura de vias. Existe muito pouca literatura sobre o assunto. Esse livro vem para preencher essa lacuna. Boa leitura para quem quer iniciar no mundo das conquistas, que é outro tipo de escalada, muito mais comprometedora.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2013-4.

Climbing Self Rescue: Improvising Solutions for Serious Situation, de Andy Tyson

Climbing Self Rescue: Improvising Solutions for Serious Situation, de Andy Tyson

Climbing Self Rescue: Improvising Solutions for Serious Situation, de Andy Tyson.

Por Carlos Penedo

livro_003Livro de leitura obrigatória para quem se aventura pelas montanhas. Com várias fotos ao longo do livro, o autor descreve diferentes cenários que podem acontecer numa escalada e ensina o que fazer em cada situação.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2013-3.