Cachoeiras de Macacu

Cachoeiras de Macacu

Publicado no Boletim CNM 2015-1

Já havia algum tempo que eu estava querendo descobrir melhor as belezas de cachoeiras de macacu, sabia que ali tinha muitas trilhas e cachoeiras mas mesmo sendo relativamente perto do Rio eu sempre fui deixando para depois. Ano passado começamos a explorar  e vamos tentar mostrar um pouco das investidas que fizemos naquela região

Primeira investida – Travessia São Lourenço x Castália.

Participantes  5: Ary Carlos, Patrícia Lima, Alex Rockert, Leonardo Carmo e Marcelo Sá. Resolvemos fazer a travessia São Lourenço  x Castália que é até bem tranquila de fazer porque na maior parte é só descida, lembra até a descida da pedra do sino, maior porém menos íngreme. Deixamos os carros em castália e pegamos um busão até Friburgo, de lá pegamos outro que vai para são Lourenço e descemos perto do cemitério de são Lourenço que é onde começa a trilha, passamos por algumas pequenas cachoeiras no caminho e no final da travessia saímos na mesma rua onde deixamos os carros.

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É uma boa opção para quem não está muito habituado com trilhas pesadas e quer fazer alguma coisa mais interessante.

Segunda investida- Pedra do Colégio

Depois dessa  resolvemos explorar mais e fomos fazer a pedra do colégio que é um ponto turístico e super conhecido da cidade.  Dessa vez os participantes foram: Ary Carlos , Patricia Lima, Marcelo Sá,  Leonardo Carmo e o Rafael. A gente tinha combinado de levar um amigo (o Luciano) que conhece bem a região e que mora em Maricá mas, como eu já tinha avisado, o cara era enrolado e não deu outra não apareceu no ponto de encontro, não avisou que não estaria lá e nem atendia o celular, Partimos sem ele. Conseguimos achar a entrada da trilha graças as dicas da dona Jacira que é uma senhora que mora bem perto da pedra e quando voltamos da pedra o Luciano me ligou e falou que estava por ali e pelo que ele disse estava perto de onde paramos os carros. Depois de ouvir bastante “causos” do filho da dona jacira seguimos para as cachoeiras do Tenebroso e da Terceira dimensão, como o Luciano já conheça o caminho não precisamos perguntar aos moradores onde ficava a trilha e partimos direto para lá

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Pedra do Colégio

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Cachoeira da terceira dimensão

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Trilha para a pedra do colégio

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Cachoeira do Tenebroso

Terceira investida – Santa Fé

Depois disso resolvi explorar mais e chamei uma galera para me acompanhar em busca de mais cachoeiras.

Fomos ver se achávamos algumas cachoeiras no final da estrada para santa fé e mais um aqueduto antigo  que tem por ali. Dessa vez os participantes foram 9: Ary, Andréa, Mariana, Bia, Leonardo, Michael, Marco Antônio, Alexandre e uma amiga dele que não era do clube. Nesse dia ainda tinha a Patrícia Gregory com mais 3 pessoas  mas eles não conseguiram passar por um trecho na estrada que tinha muitas pedras soltas e voltaram, quando eu parei para esperar e vi que eles não passavam eu voltei para ver o que tinha acontecido mas eles já tinham voltado e foram para outras cachoeiras mais perto do centro.

No final da estrada deixamos os carros e atravessamos a ponte que tem lá.

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Logo na ponte  tem 2 opções, ou você vai para a direita subindo em direção à pedra do faraó ou segue para a esquerda em direção ao centro e passando pelas cachoeiras que fomos da outra vez (Tenebroso e 3ª dimensão) optamos por seguir para a direita. Logo no início achamos a cachoeira da tartaruga que tem um poço muito gostoso de ficar e uma hidromassagem natural deliciosa.

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Já de cara  inauguramos a primeira cachoeira e depois seguimos trilha acima, passamos por outros poços e pelo lago azul que ninguém acreditou que fosse aquilo porque era muito pequeno  e pela fama achávamos que seria uma coisa bem maior, nada mais é do que um laguinho que tem muito calcário no fundo e por isso a água fica bem limpa e quando o sol bate ela fica um pouco azulada.

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Lago Azul

Seguimos trilha acima e achamos outros locais bons para dar uma refrescada  mas não paramos até acharmos uma praia bem interessante e com uma cachoeira mais abaixo que não sei o nome, depois eu dei uma explorada e achei o caminho até a base dela, só quem desceu fui eu, o Michael e a Andréa , o resto ficou na prainha relaxando. Depois seguimos mais acima da trilha mas no final só achamos uma cerca e uma cabana destruída e voltamos dali para a cachoeira da tartaruga que ficava já perto de onde deixamos o carro.

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Prainha

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Cachoeira abaixo da prainha

Na volta descobrimos onde ficava o Aqueduto mas 2 caras nos perguntaram “Vocês vão assim???  Achei estranho a pergunta, como assim? Tem que ir como? Depois eu entendi, ele falou que ali tem muitas cobras e que eles iam de perneira porque era muito perigoso, do jeito que falaram parecia que tinha uma cobra a cada metro quadrado da trilha, com isso as meninas ficaram com receio e não foram com a gente, encontramos logo o aqueduto mas como um dos caras disse que era a coisa mais linda do mundo achamos  que devia ser outro mais para frente e andamos bastante por cima do murinho que levava água do rio até o aqueduto tentando achar a coisa mais linda do mundo que o cara falou. Chegamos no rio e descobrimos que era mesmo aquele  aqueduto lá da frente..rs.  Voltamos até o carro sem ter visto uma cobrinha sequer e partimos. Realmente o pessoal é mesmo exagerado por ali.

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Aqueduto

Quarta investida – Santa fé descendo em direção ao centro

Participantes :  Ary, Patrícia lima, Andréa, Lohany e Leonardo

Resolvemos voltar ao mesmo ponto de partida, a ponte, só que dessa vez fomos descendo o rio para a esquerda.  Descemos a trilha na intenção de chegar até as cachoeiras do tenebroso para conhecer toda a extensão da trilha já que eu só conhecía vindo do centro até ela e dessa vez chegaríamos por cima vindo de santa fé.  Andamos um pouco e quando vimos uma trilha indo em direção a um barulho de cachoeira saímos da trilha principal e descemos para investigar, chegamos em um rio quase no topo de uma cachoeira, ao lado descobrimos uma trilha e por ela conseguimos chegar na base da cachoeira onde tinha um poço bem fundo e ótimo para tomar banho.

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Cachoeira do Jequitibá

Dali a cachoeira segue e forma logo outra mais abaixo que é a cachoeira do jequitibá, basta pegar uma trilha na base e descer até o poço da cachoeira do jequitibá, ficamos um tempo ali e lanchamos.

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Seguimos mais um pouco e achamos o jequitibá que dá nome à cachoeira com um buraco no tronco que dava para entrar umas 4 pessoas ao mesmo tempo.

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Jequitibá gigante

Seguimos a trilha e achamos mais abaixo outro poço e é claro paramos para mergulhar, quando a Lohany foi subir uma pequena cachoeira achou uma cobra não venenosa, uma caninana, se refrescando na pedra ao lado.

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Caninana

Dali voltamos para a trilha principal e continuamos a descer até achar a entrada da trilha para as cachoeiras do tenebroso e terceira dimensão.

Depois de ficar um pouco curtindo as cachoeiras voltamos pela trilha até a ponte onde deixamos o carro e ainda paramos para mais um mergulho no rio para tirar a poeira da trilha.

De lá voltamos para casa.

Quinta  investida – Travessia Theodoro de Oliveira x Boca do mato

Participantes: (Ary, Andréa, Leonardo, Tauan, Lohany)

Dessa vez fomos fazer outra travessia conhecida de cachoeiras de macacu que é a travessia Theodoro de oliveira x boca do mato,  ela começa no alto da serra na rua que passa atrás do posto da patrulha rodoviária.

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A trilha começa no final dessa rua

Deixamos o carro na entrada da sede dos 3 picos em boca do mato e pegamos um busão até o posto da polícia no alto da serra, dali seguimos a rua e quando ela termina começa a trilha, o curioso é que, como ali era a antiga estrada para Friburgo, a gente anda um bom trecho da trilha com o piso de asfalto com plantas e a mata fechando os dois lados da estrada depois é só descida o que faz com que seja bem leve,  ideal para quem está começando a fazer trilhas.

A trilha é dividida em 2 trechos, a primeira parte tem um bom trecho com o piso de asfalto apesar de estar dentro da mata, deve ser muito bom para fazer de bike, depois ele termina na beira da estrada e tem que andar cerca de 800 metros pelo acostamento até entrar novamente na mata.

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Entrada para a segunda parte da trilha

Depois que entra na segunda parte a trilha começa a descer e passa pelo ponto onde as locomotivas se abasteciam de água ainda é possível ver alguns pequenos trechos com os trilhos enferrujados.

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Encontramos algumas cachoeiras e paramos apenas em uma para dar um mergulho até porque estava ameaçando cair uma chuva nesse dia mas felizmente só no final que deu  uma chuva leve e que não durou mais que 5 minutos, nem cheguei a colocar o anorak porque vi que não demoraria a parar.

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Na volta encontramos algumas casas mas não vimos ninguém , somente alguns gatos que estavam morrendo de fome e vieram correndo ver se conseguiam alguma comida com a gente, a Lohany que é doida por gatos se apaixonou logo e foi dando aquele delicioso sanduiche que ela leva para os bichos. O Léo chegou a ficar com os olhos cheios de lágrimas ao ver os gatos comendo o sanduiche…rsrs.  Eles nos seguiram até o final da trilha e um deles acabou indo com a Lohany que caiu no golpe do ”me leva pra casa que eu estou abandonado”.

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Antiga estação de trem

A Trilha termina na estrada bem perto da entrada da sede dos 3 picos onde deixamos os carros basta voltar alguns metros atravessar a ponte e já está na sede dos 3 picos então o ideal é deixar o carro ali e subir de ônibus até o posto da polícia.

Essas foram as investidas que fizemos em Cachoeiras de Macacu  no final do ano passado e início deste ano para aproveitar o calor escaldante que estava fazendo em Niterói. Uma ótima pedida para fazer no verão.

E Ainda tem muito mais coisas para explorar por lá.

Uma Mulher, um Caiaque e o Oceano, de Simone Miranda Duarte

Uma Mulher, um Caiaque e o Oceano, de Simone Miranda Duarte

Uma Mulher, um Caiaque e o Oceano, de Simone Miranda Duarte.

Por Mariana Pardal

livro_020Em “Uma Mulher, um Caiaque e o Oceano”, Simone Miranda Duarte, campeã brasileira de canoagem oceânica em 1992, 1993 e 1995, relata seus desafios, aventuras, surpresas, dificuldades e encantamentos com a canoagem. Mas também destaca aspectos ecológicos, de solidariedade e espiritualidade em suas travessias. Lembra inclusive do ano em que se internou em um mosteiro beneditino em busca de sua vocação. Foi encontrá-la, anos mais tarde, no mar.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2015-1.

The Conquest of Everest: Original Photographs from the Legendary First Ascent, de George Lowe e Huw Lewis-Jones

The Conquest of Everest: Original Photographs from the Legendary First Ascent, de George Lowe e Huw Lewis-Jones

The Conquest of Everest: Original Photographs from the Legendary First Ascent, de George Lowe e Huw Lewis-Jones.

Por Mariana Pardal

livro_019Celebrating the first ascent of Mount Everest in May 1953 with exclusive access to the remarkable imagery and private archives of legendary climber and photographer George Lowe, who accompanied Hillary and Norgay on that first triumphant expedition.

Tradução Livre: Celebrando a primeira ascensão do Monte Everest em maio de 1953 com acesso exclusivo ao notável acervo de imagens e arquivos privados do legendário escalador e fotógrafo George Lowe, que acompanhou Hillary e Norgay nesta primeira expedição triunfante.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2015-1.

Mountaineering: Freedom of the Hills, de Mountaineers Books

Mountaineering: Freedom of the Hills, de Mountaineers Books

Mountaineering: Freedom of the Hills, de Mountaineers Books.

Por Ro Gelly

livro_021Tem que estar na biblioteca de qualquer escalador. Esse é “The Bible”. Vende na Amazon e entrega aqui. Covers everything from the basics of equipment, knots, rappelling techniques, and leave-no-trace principles to the more advanced skills of setting up complex anchors, evaluating avalanche terrain, and developing your leadership skills. Completely revised and updated to include the latest in gear and techniques. Written by a team of more than 40 expert climbers and climbing instructors.

Tradução Livre: Cobre de tudo, desde os equipamentos básicos, nós, técnicas de rapel e princípios de ética na montanha até as técnicas mais avançadas de criação de ancoragens complexas, avaliação de avalanche e desenvolvimento de habilidades de liderança. Completamente revisado e atualizado para incluir o que há de mais recente em equipamentos e técnicas. Escrito por uma equipe de mais de 40 escaladores especialistas e instrutores de escalada.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2015-1.

A Volta por Cima – 980 Dias de Aventuras ao Redor do Mundo a Bordo de um Monomotor, de Margi Moss com Gérard Moss

A Volta por Cima – 980 Dias de Aventuras ao Redor do Mundo a Bordo de um Monomotor, de Margi Moss com Gérard Moss

A Volta por Cima – 980 Dias de Aventuras ao Redor do Mundo a Bordo de um Monomotor, de Margi Moss com Gérard Moss.

Por Leandro do Carmo

livro_016Ler o relato de uma viagem ao redor do mundo a bordo de um avião foi uma experiência nova. É um livro com leitura fácil, agradável e informativa. As fotos ajudam a ilustrar a história. Já havia lido outras viagens ao redor do mundo, mas de avião… recomendadíssimo!!!

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2014-4.

Família Schurmann – Um mundo de Aventuras, de Heloisa Schurmann

Família Schurmann – Um mundo de Aventuras, de Heloisa Schurmann

Família Schurmann – Um mundo de Aventuras, de Heloisa Schurmann.

Por Leandro do Carmo

livro_018Excelente! No início do livro, comecei a ler rápido para matar a curiosidade, já no final, lia devagar, já sentido saudades! O livro envolve, me fiz parte da família! Muitos detalhes sobre a circunavegação de Magalhães, cultura dos lugares onde paravam e a vida no mar. Uma experiência em tanto.

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2014-4.

Naufrágios e Comentários, de Álvar Núñez Cabeza de Vaca

Naufrágios e Comentários, de Álvar Núñez Cabeza de Vaca

Naufrágios e Comentários, de Álvar Núñez Cabeza de Vaca.

Por Leandro do Carmo

livro_017Percorrer caminhos desconhecidos, enfrentar frio, fome, doenças, ataques de índios, etc, por 10 anos!?!?!? E tem gente que acha que fazer uma travessia de 3 dias é coisa de outro mundo!!! rs. Acho que o mais legal do livro e da pessoa de Álvar Núñez Cabeza de Vaca foi a maneira como ele tratava os índios locais por onde passava. Se todos no passado tivessem feito dessa maneira, a história teria sido diferente. Recomendo a leitura!

 

“Sugestão de Leitura” publicada no Boletim CNM 2014-4.

A trilha Transcarioca um sonho prestes a se concretizar

A trilha Transcarioca um sonho prestes a se concretizar

Horacio E.  Ragucci
Guia e presidente do Centro Excursionista Brasileiro

Publicado no Boletim CNM 2014-3

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As trilhas de longo percurso vêm sendo implantadas há muito tempo, tal vez o exemplo mais notável seja a Apalachian Trail nos Estados Unidos, com aproximadamente 3500 km de percurso que começou a ser traçada em 1925.

Na Europa existem entre outras onze super-trilhas de longo percurso E1 a E11 perfeitamente sinalizadas e mapeadas, que percorrem o continente em todas as direções atravessando todos os países da Europa Ocidental. Os exemplos se multiplicam pelo mundo afora, da Nova Zelândia ao Paquistão ou a Costa Rica.

No ano 2000 Pedro Cunha e Menezes publicou o livro “Transcarioca, todos os passos de um sonho”, no qual relatava o percurso realizado com amigos, por trilhas que iam da Restinga de Marambaia ao Pão de Açúcar. Este seria o embrião da primeira trilha de longo percurso em nosso país. É necessário mencionar que existem hoje no Brasil diversos “Caminhos” (Caminho da Luz, Caminho da Fé, Caminho do Sol, Passos de Anchieta etc.); que percorrem longas distancias mas não são propriamente trilhas, pois boa parte deles se desenvolve ao longo de estradas e caminhos rurais. Outras trilhas de longo percurso, como os Caminhos da Serra do Mar, já estão quase prontas e seguem o ideário da Transcarioca.

Há aproximadamente dois anos o percurso idealizado por Pedro Menezes começou a tomar forma junto com outras iniciativas, tais como a criação do Mosaico Carioca, que reúne em seu seio representantes de todas as unidades de conservação da cidade do Rio de Janeiro. Assim começaram a aparecer as pegadas da Transcarioca em algumas das mais belas trilhas da Cidade.

Hoje o trajeto está quase totalmente definido, e boa parte dele já se encontra sinalizado; indo de Guaratiba ao Morro da Urca, num percurso de aproximadamente 170 km. Desta forma o trekker poderá percorrer em 7 ou 8 dias os encantos de algumas das melhores trilhas cariocas. A trilha possui numerosos pontos de entrada e saída o que possibilita também percorrê-la aos poucos, descortinando vagarosamente algumas das mais belas paisagens que a Cidade Maravilhosa pode oferecer.

Para as próximas olimpíadas o Rio de Janeiro disporá de um novo atrativo eco-turístico de grande valor, atraindo à cidade os amantes do trekking e dos esportes de aventura, e os cidadãos fluminenses, que sem dúvida saberão desfrutar de um conjunto de trilhas bem sinalizadas, que se estenderá ao longo de toda a cidade.

No dia 14 de setembro será realizado na Transcarioca um grande mutirão com a participação de mais de 300 voluntários, que efetuarão tarefas de sinalização e manutenção em aproximadamente 30 setores em que foi dividida a trilha. Seguramente será um evento memorável para o montanhismo do Rio de Janeiro, tratando-se tal vez do maior mutirão que tenha acontecido em nossa cidade. Participarão clubes de montanhismo, ong’s, Parques Federais, Estaduais e Municipais, Bombeiros. Policia Ambiental, Guarda Municipal etc.

Será a concretização de um sonho longamente acalentado pelos amantes das trilhas e da natureza do Rio de Janeiro.

 

 

Dicas aos novos escaladores

Dicas aos novos escaladores

Publicado no Boletim CNM SETEMBRO 2014

Parabéns a todos os que se formaram no CBE-CNM-2014, agora inicia outra etapa, agora todos os participantes são responsáveis por todos os procedimentos.

Algumas das dicas que precisam estar presentes o tempo todo na cabeça!

  • Use capacete! Qual é a melhor situação? Um capacete rachado ou sua cabeça sangrando? Torne um hábito colocá-lo assim que chegar na base;
  • Só comece a dar segurança ao guia, após estar com o nó de encordoamento bem feito na sua cadeirinha;
  • Posicione seguramente em relação à rocha quando dar segurança ao guia, para o caso dele cair, você não ser jogado de encontro à rocha;
  • Pratique ascensão! A Pracinha de Itacoatiara é um ótimo local. Se você necessitar ascender depois de vários esticões, ficará satisfeita por ter praticado previamente;
  • Fique atenta com a comunicação: palavras curtas e bem diferentes das outras! Fale o nome do seu parceiro, repita os comandos dados por ele e diga “OK” no final;
  • Conheça a limitação de seu parceiro e escale dentro dela;
  • Evite escalar muito além de sua capacidade técnica e emocional por pressão de colegas de escalada ou pressão de seu ego. Escale por que você quer escalar e não porque os outros insistem com você;
  • Saia de sua zona de conforto em local controlado, para evoluir com segurança;
  • Não aceite novos procedimentos como dogmas, analise-os e experimente-os em local controlado;
  • Coloque um nó blocante como backup durante o rapel! Este momento é o mais crítico, é quando ocorre a maioria dos acidentes;
  • Antes de retirar a solteira para começar o rapel, verifique se o aparelho de freio está colocado corretamente e se o nó autoblock está bloqueando. Faça um nó nas duas pontas da corda;
  • Faça tudo com atenção e sem pressa! Boas escaladas e divirta-se!