Para quem perdeu!

Já estão disponíveis, no nosso canal YouTube, os vídeos com as palestras virtuais que ocorreram no dia 18 de janeiro, com André Costa e no 08 de março com Andréia Oliveira.

André Costa apresentou uma proposta para o uso dos afloramentos rochosos no PESET, levando em consideração a setorização já existente. E Andréia Oliveira trouxe questões  sobre a saúde feminina em ambiente de montanha, no dia Internacional da Mulher.

Seguem os links no nosso canal no YouTube, aproveitem para curtir e comentar!

A palestra sobre o PESET começa no minuto 23.

 

Para quem perdeu! Trilhando na Caatinga: Dois dias de caminhada no Parque Nacional do Catimbau

Olá pessoal!

Já está disponível no nosso canal no YouTube o vídeo com a palestra ministrada pelo nosso sócio Alan Marra e pela Marieta Andrade, no dia 08 de fevereiro de 2021, sobre caminhadas no Parque Nacional do Catimbau.

Vocês também podem clicar no link abaixo para acessar o PDF da apresentação, gentilmente cedida pelo Alan.

https://drive.google.com/file/d/1i6S90CcCkjKUsFG71EcktdJeHRZ5qpIO/view?usp=sharing

 

OFICINA DE RECICLAGEM DE ESCALADA

🧗‍♀️⛰️🧗🏿‍♂️⛰️🧗🏽

Fez um curso de escalada, CBE (Curso Básico de Escalada) ou CBM (Curso Básico de Montanhismo), mas não escala há algum tempo? Quer voltar a escalar em segurança e relembrar os procedimentos? Então esta oficina é para você! Vamos começar 2021 na rocha.

O objetivo da oficina é relembrar, através de aulas 100% práticas, os principais procedimentos básicos utilizados durante uma escalada.

Aula 01 (06/03): Equipamentos, Nós e Ascensão
✅ Aula 02 (13/03): Top Rope (escalada/seg.) e rapel;
✅ Aula 03 (20/03): Escalada em via.

Em caso de mau tempo, as aulas serão remarcadas.

Pré-requisitos: Possuir sapatilha (o clube não fornecerá sapatilha), ter cursado com aproveitamento um CBE ou CBM

Custo:

R$150,00 para sócios
R$180,00 para não sócios

Para inscrições e dúvidas, entre em contato pelo email cnm@niteroiense@org.br.

Link para a palestra Trilhando na Caatinga: Dois dias de caminhadas no Parque Nacional do Catimbau

Criado em 13 de dezembro de 2002, o Parque Nacional do Catimbau está localizado no estado de Pernambuco e abrange os municípios de Buíque, Ibimirim, e Tupanatinga. O parque é um rico patrimônio cultural e de biodiversidade do bioma Caatinga.

Convidamos Alan Marra, sócio fundador do clube, para nos contar sobre a sua experiência no local. Venha conhecer mais sobre o parque, suas trilhas, beleza cênica, primitivismo e formações geomorfológicas, com formas esculpidas por processos erosivos ao longo do tempo!

Nosso encontro será hoje, às 19h30.

Link da sala: https://zoom.us/j/95151312446?pwd=cFVYbHJUK2trVzZaNVdXd21PTlUzUT09

Relato da conquista da Via Bernardo Collares Arantes, no Monumento Natural Pedra de Inoã, Maricá – RJ

Por Michel Camacho Cipolatti

 

Há alguns anos eu carregava duas vontades que nunca havia colocado em prática: conquistar uma via e dar o nome em homenagem ao Bernardo, e; saber se alguém já tinha conquistado alguma via naquela aresta que me chamava atenção toda vez que eu passava pela estrada em Inoã.

E foi escalando a CEB 60 com a Hélida, sempre muito motivada para escalar, no dia 22 de fevereiro de 2020, que ao contar essa história eu escuto: “Bora chegar na base amanhã!”. E fomos no dia seguinte mesmo.

Depois de muita subida abrindo trilha e muitos espinhos, chegamos na base da aresta, e para nossa surpresa, não tinha nenhuma via! Começou então a conquista, sem nenhum projeto ou preparação. Começamos do zero. Compra de chapeletas… Juratan entrou para reforçar o time com a sua experiência… contato com a prefeitura, pois o local é uma Unidade de Conservação… equipamentos móveis e furadeira emprestados… parabolts do Miguel Monteza… e tudo pronto.

No sábado, dia 7 de março, conseguimos iniciar a escalada (desculpa pai, por não ter conseguido te dar um abraço no dia do seu aniversário). A idéia foi, desde o início, conquistar uma via limpa explorando ao máximo as proteções móveis, economizando nos furos e evitando a vegetação.

Mais uma vez, para a nossa surpresa, a parede se mostrou muito generosa, oferecendo boas agarras e muitas fendas. A via já começa com uma fenda, com boas proteções móveis. Lembro de ter chegado no primeiro platô, aos 10m de via, e o Juratan dizer: “Cabe uma chapeleta aí, hein!” Mas eu estava com um móvel perto do pé e “toquei para cima”. A primeira proteção fixa fica a 13m da base, e neste dia foram conquistados 30m de via, passando por um lance talvez de 5° grau, após a segunda chapeleta.

Uma semana depois voltamos para mais uma investida. Saindo do P1, encontramos uma sequência de pequenas fendas boas para colocação de móveis. Foram instaladas mais duas chapeletas até o P2. Mais uma vez, tocando para cima, mas desta vez com a Hélida fazendo a segue, que ficou orando kkk.

O traçado encontrado e indicado pela parede alterna entre sair da aresta para aproveitar as fendas existentes e voltar para a aresta para aproveitar o visual do diedro, com a vista para suas paredes negativas em toda sua extensão. E que visual! A cada investida a parede superava nossas expectativas.

Entraram para o time o Sérgio Magalhães, que foi em todas as demais investidas com sua raça, e o Bruno Moretto, que fez imagens incríveis com o drone. Na terceira investida foram conquistados mais 30m de via. Terceiro esticão todo em proteções móveis. Optamos por fazer esticões curtos, para não perdermos a comunicação entre guia e participante, e que coincidem com as duplas de rapel com uma corda de 60m.

Definido o P3 e… Perrengue!!! Ao tentar puxar a mochila com a furadeira, a mesma agarrou em um arbusto e não subia de jeito nenhum. Achei que fosse arrebentar a retinida de tanto puxar do platozinho do P3. Não soltava por nada! A solução foi descer a mochila de volta até o Magalhães, que soltou a retinida para eu poder recolher, e consegui jogar de volta em uma linha reta com a chave 14 de peso. Deu certo!

Passados mais cinco dias e estávamos nós de volta à parede para conquistar um dos lances mais bonitos da via: o lance da aresta! Logo após o P3, com ajuda do Magalhães que apontou um possível traçado passando pela aresta (enquanto eu estava buscando um caminho com muita vegetação) consegui vencer um trecho que alterna entre agarras e aresta, com a utilização de dois móveis. Porém, o lance ficou um pouco exposto demais e não é facil (eu não ia querer guiar aquele lance de novo rs) a ponto de colocamos uma chapeleta intermediária para reduzir o risco. Mais 30m de via e definido o P4.

A última investida antes de interrompermos por causa da pandemia foi a mais produtiva, com ascensão de 60m. O quinto esticão não apresenta grandes dificuldades e é protegido todo por móveis. Em seguida vem uma horizontal para a esquerda, que passa por cima do “grande negativo”. O final da horizontal também ganhou uma chapeleta na última investida para diminuir o grau de exposição. A chegada ao P6, talvez o crux da via, tem proteção fixa e boas colocações móveis.

Passados alguns meses sem voltarmos na via, decidimos terminar a conquista. O dia escolhido em que estávamos disponíveis eu e Sérgio Magalhães, e que não choveu, foi o dia 20 de dezembro de 2020. Marcamos 5 horas da manhã no início da trilha para não pegarmos muito sol, tendo em vista que a via fica voltada para o noroeste e pega sol à tarde. O objetivo era recolher as 3 cordas fixadas na parede, instalar as duas citadas chapeletas para reduzir o risco (pintadas de amarelo para diferenciar) e conquistar o trecho final, do P6 para cima, para acessar o mirante e descermos por trilha. Chama atenção a presença de blocos soltos a partir do P6. Sendo assim, quem optar pela descida por trilha deve escalar a chegada ao cume com bastante cautela, também em móvel.

A descida, conforme indicado no croqui, pode ser feita por rapel a partir do P6 com uma corda de 60m (todas as paradas são em chapeleta dupla) sendo o primeiro rapel em diagonal, ou por trilha a partir do mirante (cume). Não há proteção fixa no cume, para evitar que pessoas inexperientes montem rapel. A segurança do participante pode ser feita em arbustos ou palmeiras confiáveis.

Ao todo, a via tem cerca de 200m, foram instaladas 12 chapeletas durante a conquista (mais seis duplas), duas intermediárias para reduzir a exposição, e foram utilizadas 21 colocações de móveis.

Agradeço muito aos demais conquistadores, Magalhães, Juratan e Hélida, por me permitirem a realização deste trabalho, que acredito ser o maior feito da minha vida (depois dos meus filhos). Sem o apoio e a participação de vocês não seria possível. Não medimos esforços durante a conquista, pegamos sol, sentimos sede, muitas dores musculares, mas como disse o Juratan, a dedicação e o espírito de montanhista sempre prevaleceu. Conseguimos superar esse desafio. Ainda segundo o Jura, que conhece praticamente todas as vias da região, “é a mais bela conquista de Niterói e Maricá”. Eu não discordo. A parede é realmente impressionante pela sua formação e pelo visual.

Fico muito honrado em poder contribuir para o esporte, oferecendo mais uma opção de escalada com um requinte de adrenalina. Ainda, em conseguir homenagear meu amigo Bernardo, um grande escalador que deu sua vida para as montanhas, e que tanto contribuiu para o desenvolvimento do esporte, com suas conquistas, com a intensa participação na FEMERJ e nos Clubes, com a sua contagiante paixão pelas montanhas que certamente influenciou e ainda influencia muitos escaladores. Esta homenagem ainda é pouco para a grandeza do Bernardo e para o que ele representa para o montanhismo.

Fico com o sentimento de missão cumprida. Valeu cada momento de dificuldade e superação, cada esforço e dor sentida, cada minuto de desânimo, cada gota de suor deixada na montanha, pois “As Montanhas são uma espécie de Reino Mágico, onde por meio de algum encantamento, eu me sinto a pessoa mais feliz do mundo”. Bernardo Collares Arantes. Obrigado meu amigo!

Para acessar o croqui da via clique aqui

 

Dissertação sobre Impactos da Escalada em Vegetação de Afloramentos Rochosos (mais conhecidos como pedras, rochas, boulders ou, genericamente, como locais aonde nos divertimos!!)

Por Stephanie Maia

Em abril de 2015 defendi minha dissertação de mestrado sobre o tema que me apresentou ao montanhismo e foi a razão pela qual  comecei a escalar: o uso das rochas por escaladores e quais são os impactos das escalada na vegetação dos afloramentos rochosos. Depois de um estudo introdutório sobre o montanhismo carioca, seu histórico e instituições, percebi que, primeiro, era importante distinguir todas as nuances do que significava ser montanhista, conhecer bem o meu ‘objeto’ de estudo e, segundo, que para isso eu precisava vivenciar a experiência da montanha. Percebi que jamais seria levada a sério pela comunidade montanhista se falasse apenas de fora, se não compreendesse o que motiva uma pessoa a sair arriscando a própria vida por aí, ou no mínimo passando uns perrengues, quando poderia estar realizando atividades mais seguras e confortáveis. Enfim, acho que aqui todo mundo sabe do que estou falando, não é mesmo?!

Além dos impactos negativos que nossa atividade causa à vegetação de afloramentos rochosos, também discuti em meu estudo a importância que nós temos na proteção da natureza quando seguimos as diretrizes de mínimo impacto, respeitamos e trabalhamos junto com as instituições públicas responsáveis pela gestão das áreas protegidas e quando compartilhamos nosso conhecimento com aqueles que chegam, por vezes, tão afobados pela aventura que lhes escapam apenas o contemplar e respeitar o tempo da natureza.

Por fim, cinco anos depois de concluir o trabalho árduo de escrever uma dissertação e vencer os traumas desse período (pós-graduandos entenderão), venho agora compartilhar com vocês um pouco do que aprendi.

Recomendo a leitura aos interessados em história, botânica, unidades de conservação, escalada e montanhismo.

Boa leitura!

https://drive.google.com/file/d/1apOorXRKe5qGfy3vPcpMHiNJ63LWKHrm/view?usp=sharing

Para quem perdeu…

Olá pessoal!

Já está disponível no nosso canal no YouTube o vídeo com a palestra ministrada pelo biólogo e professor Jorge Antonio Lourenço Pontes, no dia 14 de dezembro de 2020, sobre poluição luminosa e seus impactos ao meio ambiente.

Vocês também podem clicar no link abaixo para acessar o PDF da apresentação, gentilmente cedida pelo Professor Jorge.

https://drive.google.com/file/d/15sARBsZHLAyFTQ18hckLpJhd3C9jLbck/view?usp=sharing