Aviso
Novidades do CNM, fique por dentro!
CHURRASCO DE CONFRATERNIZAÇÃO. DIA 14/01/12. NÃO PERCA!!
ENCONTROS
Nosso próximo encontro:
reunião social: Palestra com Leandro Collares sobre TAR - (treinamento de auto resgate)
7 de dezembro de 2011, quarta-feira
a partir de 19:30h
na Churrasqueira Branca do condomínio Solar do Barão.
Av. Prof. João Brasil,150 - Fonseca.
Aguardamos vcs lá!
IMPERDÍVEL!!!
Aberto a todos, sócios e não sócios do CNM .
Venha rever os colegas; Venha conhecer o grupo!
Não deixe de comparecer!
Curso Básico de Escalada do CNM
Fique atento a abertura de novas turmas.


A conquista
Durante a conquista da via Novos Horizontes, que fica no Costão de Itacoatiara, percebi que mais pra esquerda, na mesma parede, havia um lindo diedro lá no alto já quase no cume. Percebi também que havia uma clara linha limpa para chegar até ele. Repetindo a Novos Horizontes com meu amigo Maurinho mostrei este diedro a ele e sugeri que começássemos uma conquista ali e ele aceitou na hora. No fim-de-semana seguinte, dia 19/11/2006, iniciamos a conquista que resultou numa belíssima via.
8h trilha
Havíamos marcado Eu, Jerônimo e Eny, às 6h da manhã na saida do tunel de São Francisco para Icaraí. Mais à frente, encontramos com os Mineiros, amigos meus, que també iriam ao Dedo de Deus, para fazer a Leste juntamente com o Jerônimo e a Eny. Como os Mineiros não haviam comido nada, fomos para uma padaria perto da entrada da Ponte Rio x Niterói e o Jerônimo seguiu com a Eny, para não haver demora na trilha. Logo matamos nossa fome e fomos para o Dedo de Deus, chegamos no Paraiso da Serra e às 8h em pontos entramos na trilha. Os mineiros, não acostumados com trilhas tão íngremes como a do Dedo, fizeram várias paradas rápidas durante a trilha, e às 8h40m chegamos à base dos cabos de aço, na Cuíca.
A conquista
Estávamos eu (Leandro Pestana), Ian Will, Leo Nobre e Bia (minha namorada) em Itacoatiara. Eu iria intermediar com o Leo Nobre uma conquista que estávamos fazendo (Uma Mão Lava a Outra 5ºVI 200m) no costão na face voltada pra praia de Itacoá enquanto o Ian e a Bia iam escalar em top rope no bananal. O objetivo era nos encontrarmos depois. O Leo Nobre resolveu que não queria conquistar naquele dia pq era seu aniversário então passei meu material de conquista pro Ian pra eu não subir com peso e fui apenas repetir a Uma mão lava a outra com o Leo Nobre.
1o. dia de conquista - 18/08/2006
Chegamos Eu (Leo Nobre) e Leandro Pestana à Itacoatiara por volta das 9:00h da manhã. O tempo estava nublado, mas com bastante mormaço. Resolvemos nos dirigir à base da linha a qual estávamos de olho, uma bonita linha de escalada, a uns 10 metros à esquerda da Via Paredão Itacoatiara, no Morro do Tucum "Costão".
Sabado 8:20 da manha chegamos na base da via da Agualha Guarisch. Eu, Carlos, Gustavo, Eny e Glauber começamos a equipar e ficou decidido que faríamos duas cordadas. Uma com Eny e Glauber e outra com Carlos guiando, eu no meio e Gustavo por terceiro. Carlos começou a via e logo após eu comecei a subir. QUE PRIMEIRO ESTICAO É AQUELE?!! O primeiro grampo é longe, depois dele as agarras somem! Tem que confiar na sapatilha e partir pra cima.
Gustavo ficou por último para poder auxiliar Eny e Glauber. Passado o primeiro esticao a via fica mais tranquila e, no platô que fica entre o casco e a cabeça da tartaruga, paramos para lanchar. Recomeçamos a nossa subida, que trecho lindo!!! Nesse meio tempo vimos Alan e Carol fazendo a via Osvaldo Pereira no Alto Mourao. Claro que reconhecemos a famosa bermuda laranja do Alan hehhehehehehe
Eny e Glauber se alternaram na funçao de guia. Começamos a subir a cabeça e Carlos continuou guiando com total tranquilidade. Como os grampos sao longe!! Chegamos ao cume, que vista fantástica!! Toda a via vale a pena ser repetida. Tivemos que descer o mais rápido possível, pois nuvens negras começaram a cercar o cume do Alto Mourao e Gustavo ficou receoso de pegarmos chuva na descida. Fizemos 3 rapéis, 2 com duas cordas e outro com uma corda. Nao choveu e correu tudo bem durante a escalada. Pudemos desfrutar de uma via muito gostosa e de companhia super agradável.
17h, todos felizes na portaria do parque.
Parabéns pessoal e obrigada pela companhia!
Uma história engraçada aconteceu durante o primeiro esticão da Cartão Postal comigo e com o Fabrício Lofrano... O Fabrício estava guiando o 1º esticão da via e quando foi pra uma agarra grande (um bolso lateral +- no meio do esticão) tirou a mão da rocha, desequilibrou e quase voou no lance... Eu perguntei o que tinha acontecido e ele me disse que tinha sido mordido, não por abelha, marimbondo ou vespa, mas por um outro bicho... E ele não conseguia ver o bicho dentro do buraco, e não estava doendo muito, então tocou em frente e parou no platô depois do tetinho.
Ao subir e chegar no lance, não usei a agarra como ele tinha usado e fui ver o que poderia ser. E não é que dei de cara com uma cobrinha!!! A cobrinha ficou o tempo todo enrolada e dentro da agarra com o bote armado, cheia de medo que um estranho como eu fizesse alguma maldade.
Era bem clara, bege bem clarinho, com manchas marrons, cabeça bem arredondada, sem muita angulação, e eu não lembro dos olhos... Mas me pareceu um filhote de jibóia, de uns 60 cm e com a espessura de um dedo médio, mas sei lá!? Sempre achei que as que viviam em rochas eram peçonhentas, e fiquei na maior pilha.
Continuei a fazer a via e ao chegar junto ao Fabrício pedi pra ver a mordida e ele me mostrou dois dedos da mão arranhados e bem marcados pela mordida em forma de C da cobrinha, com várias marquinhas de perfuração bem rasa e formando um desenho clássico de embocadura, mas sem a característica da mordida de uma peçonha. Então comecei a rir
e falei que ele que tinha sido mordido por uma cobra. Ele ficou nervoso e perguntou como eu sabia, e eu disse ter visto ela dentro da agarra, mas que ela não era venenosa e ele podia se acalmar.
Por fim rapelamos a via, ele parou no lance pra tentar ver a cobra e novamente não viu nada... Ao rapelar, bem antes da agarra, eu já conseguia vê-la com boa parte do corpo pra fora da "caverninha" e parei bem perto pra dar mais uma olhada nela, e ela ficou bem na entrada da agarra, de bote armado, olhando pra minha cara também. Então fui embora, me juntar ao Fabrício, deixando a serpente assustada, mas vivinha e muito bem entocada no meio do caminho.
Foi assustador até eu ver a mão do Fabrício com a mordida, mas depois muito engraçado pela sua "perda de virgindade" em mordida de cobras.Ao chegar a praia fomos pra um quiosque tomar uma cerveja pra comemorar esse feito! ;o)))
Depois disso procurei livro sobre cobras do território nacional em várias livrarias e não encontrei nada de empolgante... Então a Cris, que é Bióloga, me falou sobre uma livraria na Av. Presidente Vargas que trabalha com literatura da área de Biologia. Fui lá e encontrei um livro super bacana sobre serpentes e suas características, e o comprei pra me informar melhor sobre esses parceirinhos que a gente costuma incomodar sem saber e sem nem se dar conta.
05/06/2006 a 01/07/2006 - Bolivia e Peru
Fotos: Huayna Potosi 1 | Huayna Potosi 2 | Tocllaraju
Comecei a viagem por La Paz (Bolivia), onde apos uns 4 dias de aclimatação na cidade (fazendo algumas caminhadas ou conhecendo um pouco da cultura da região) fui em direção ao Huayna Potosi, na Cordilheira Real, com um guia e um carregador/cozinheiro. No primeiro dia, foi só para chegar ao acampamento base. No segundo dia, foi um dia de treinamento em gelo e neve para me adaptar e aprender a utilizar o piolet e os crampones. No terceiro, foi o ataque ao cume (saindo as 2 da manhã), chegamos as 9 da manhã aos 6.088m do Huayna Potosi num tempo bem fechado, voltamos para o acampamento base, desmontamos tudo e voltamos para La Paz no mesmo dia.
No dia seguinte, estava colocando o pé na estrada em direção a Cusco (Peru). Fui metade do trajeto de onibus (passando pelo lago Titicaca) e a outra metade de avião. Após dois dias de descanso, fui fazer a Trilha Inca até Machu Picchu. Foram 4 dias de caminhada, num total de 42 km, variando de uma altitude de 2.500m a 4.200m até chegar às ruínas de Machu Picchu da civilização Inca. Dentre os 4 dias, o dia mais cansativo, com subidas mais ingrimes foi o segundo e o último dia dia foi o mais leve, com apenas 2 horas de caminhada para baixo (porém acordando às 4 da manhã para pegar o nascer do sol em Machu Picchu). Atualmente, para fazer a Trilha Inca é necessário agendar com 1 ou 2 meses de antecedência em alguma agência de turismo, sendo limitada a entrada de 250 pessoas por dia no caminho, porém a estrutura de guias, carregadores e cozinheiro é muito boa.
Depois, segui a viagem rumo a Huaraz - também no Peru - (mais um trecho com um pouco de avião e um pouco de onibus), uma cidade que fica uns 400 km ao norte de Lima, aonde se encontra a Cordilheira Blanca. Inicialmente, fui com a intenção de fazer o Monte Huascaran, que é o ponto mais alto da região. Porém, ao chegar fui informado de que as condições climáticas não estavam favoráveis para ir até essa montanha ou qualquer outra ao seu lado, pois estava com um excesso de neve, o que dificultaria a subida. Então partimos para um plano B, decidimos subir o Tocllaraju. No primeiro dia, fomos até o acampamento base. Mas ao chegar as noticias não eram muito boas, pois as outras pessoas que se encontravam lá não estavam conseguindo fazer cume devido ao tempo não muito bom. No segundo dia, tinhamos que decidir se realmente faríamos o Tocllaraju ou se faríamos outras montanhas ao redor, mas ao amanhecer, o tempo estava muito bom e decidimos continuar até o acamapamento alto. No terceiro dia, as 2 da manhã (novamente) iniciamos o ataque ao cume e as 8 da manhã chegamos aos 6.034m do Tocllaraju e retornamos ao acampamento base. No quarto e último dia, simplesmente, fizemos o retorno a Huaraz.
Ainda em Huaraz, como me sobraram uns dias e há uma infinidade de agências de turismo oferecendo varios serviços, então, resolvi fazer um canyoning numa cachoeira no meio da estrada, finalizando com um rapel em uma ponte para passar o tempo e relaxar um pouquinho.
Também tenho contatos (telefone, e-mail e/ou endereço) de varias agências, lugar para ficar (hotel, pousada, alojamento...), guias e pessoas que oferecem serviços para quem quer escalar ou fazer trekking pela Bolivia e pelo Peru.
Recomendo qualquer um que goste de escalar ou caminhar, fazer alguma dessas.
Abraços,
Vinicius Araujo
O homem sempre procurou as montanhas. Desde os tempos das cavernas, quando buscava abrigo ou para fugir de animais selvagens, até os tempos modernos, quando começou a escalar por puro prazer.
O berço do montanhismo é a Cordilheira dos Alpes, na Europa. Em 1492 Antoine de Ville escalou o Monte Aiguille, na França, apesar das inúmeras supertições que atribuiam as altas montanhas território de dragões e seres alienígenas. Em 1744 ocorre a conquista do Monte Titlis, em 1770 a do Monte Buet e em 1779 o Monte Velan também é conquistado.
Pode-se porém, considerar o marco do alpinismo moderno a data de 08 de agosto de 1786, quando dois franceses, o médico Michel Paccard e o garimpeiro Jacques Balmat venceram os 4.807 metros do Mont Blanc, na Europa.
A verdadeira explosão do alpinismo (montanhismo) como esporte ocorreu no final do século XIX e início do século XX, quando diversas expedições buscavam atingir o cume de montanhas nunca antes visitadas.
Assim, em 1868 os ingleses conquistaram os principais picos do Cáucaso. O Chimborazo, nos Andes, foi vencido em 1880, o Aconcágua (maior pico das Américas - 6.959m ) em 1897. Em seguida, em 1.889 foi conquistado o Kilimanjaro, na África e entre outros, o Monte McKinley (6.194 m) no Alasca, em 1913.
O ponto mais alto da Terra, o Monte Everest com 8.872 metros foi conquistado pelo neozelandês Edmund Hillary e pelo sherpa Tensing Norkay em 1953, encerrando um período clássico das explorações em busca dos pontos mais remotos do planeta.
No Brasil, devemos lembrar o trabalho dos bandeirantes, iniciado no século XVII, que, na busca por ampliar nossas fronteiras acabaram conquistando montanhas e picos durante suas expedições. Somente no século XIX, registraram-se as primeiras conquistas com caráter de pesquisa, pioneirismo e levantamento topográfico em nosso território.
Algumas datas importantes:
:: CNM - Clube Niteroiense de Montanhismo ::