05/06/2006 a 01/07/2006 - Bolivia e Peru
Fotos: Huayna Potosi 1 | Huayna Potosi 2 | Tocllaraju
Comecei a viagem por La Paz (Bolivia), onde apos uns 4 dias de aclimatação na cidade
(fazendo algumas caminhadas ou conhecendo um pouco da cultura da região) fui em direção
ao Huayna Potosi, na Cordilheira Real, com um guia e um carregador/cozinheiro. No
primeiro dia, foi só para chegar ao acampamento base. No segundo dia, foi um dia de
treinamento em gelo e neve para me adaptar e aprender a utilizar o piolet e os crampones.
No terceiro, foi o ataque ao cume (saindo as 2 da manhã), chegamos as 9 da manhã aos
6.088m do Huayna Potosi num tempo bem fechado, voltamos para o acampamento base,
desmontamos tudo e voltamos para La Paz no mesmo dia.
No dia seguinte, estava colocando o pé na estrada em direção a Cusco (Peru). Fui metade
do trajeto de onibus (passando pelo lago Titicaca) e a outra metade de avião. Após dois
dias de descanso, fui fazer a Trilha Inca até Machu Picchu. Foram 4 dias de caminhada,
num total de 42 km, variando de uma altitude de 2.500m a 4.200m até chegar às ruínas de
Machu Picchu da civilização Inca. Dentre os 4 dias, o dia mais cansativo, com subidas
mais ingrimes foi o segundo e o último dia dia foi o mais leve, com apenas 2 horas de
caminhada para baixo (porém acordando às 4 da manhã para pegar o nascer do sol em Machu
Picchu). Atualmente, para fazer a Trilha Inca é necessário agendar com 1 ou 2 meses de
antecedência em alguma agência de turismo, sendo limitada a entrada de 250 pessoas por
dia no caminho, porém a estrutura de guias, carregadores e cozinheiro é muito boa.
Depois, segui a viagem rumo a Huaraz - também no Peru - (mais um trecho com um pouco de
avião e um pouco de onibus), uma cidade que fica uns 400 km ao norte de Lima, aonde se
encontra a Cordilheira Blanca. Inicialmente, fui com a intenção de fazer o Monte
Huascaran, que é o ponto mais alto da região. Porém, ao chegar fui informado de que as
condições climáticas não estavam favoráveis para ir até essa montanha ou qualquer outra
ao seu lado, pois estava com um excesso de neve, o que dificultaria a subida. Então
partimos para um plano B, decidimos subir o Tocllaraju. No primeiro dia, fomos até o
acampamento base. Mas ao chegar as noticias não eram muito boas, pois as outras pessoas
que se encontravam lá não estavam conseguindo fazer cume devido ao tempo não muito bom.
No segundo dia, tinhamos que decidir se realmente faríamos o Tocllaraju ou se faríamos
outras montanhas ao redor, mas ao amanhecer, o tempo estava muito bom e decidimos
continuar até o acamapamento alto. No terceiro dia, as 2 da manhã (novamente) iniciamos o
ataque ao cume e as 8 da manhã chegamos aos 6.034m do Tocllaraju e retornamos ao
acampamento base. No quarto e último dia, simplesmente, fizemos o retorno a Huaraz.
Ainda em Huaraz, como me sobraram uns dias e há uma infinidade de agências de turismo
oferecendo varios serviços, então, resolvi fazer um canyoning numa cachoeira no meio da
estrada, finalizando com um rapel em uma ponte para passar o tempo e relaxar um
pouquinho.
Também tenho contatos (telefone, e-mail e/ou endereço) de varias agências, lugar para
ficar (hotel, pousada, alojamento...), guias e pessoas que oferecem serviços para quem
quer escalar ou fazer trekking pela Bolivia e pelo Peru.
Recomendo qualquer um que goste de escalar ou caminhar, fazer alguma dessas.
Abraços,
Vinicius Araujo